terça-feira, 22 de maio de 2012

Quem é vivo sempre aparece...

Já faz tempo desde a última postagem que fiz aqui. Mas há uma explicação para esse hiato de algumas semanas (ou seriam meses?): estou trabalhando, junto com alguns amigos, num novo blog. Uma nova forma de blogar coletivamente. O projeto ainda está em fase de conclusão, mas uma versão "beta" já está no ar aqui.
Estou dedicando bastante tempo a esse projeto, pois "o minino tem futuru!" (risos)!
Tão logo tudo esteja enacminhado lá, vou voltar pra cá, e ficar praquelas bandas também!
Sendo assim, nos vemos por aqui, ou no "Random"!
Até a próxima!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quando sua tarde fica chata...

"Muito +": suas tardes nunca mais serão as mesmas... nem suas retinas depois de ver esse povo aí em ação!

Coitado do público que passa a tarde em casa em frente à tv. Literalmente, depois que Sandra Annemberg e Evaristo Costa dizem boa tarde, começa uma sucessão de "conteúdo zero" que dá até medo. Para minha (in)felicidade, tive um raríssima quinta à tarde livre, e como fazia muito tempo que não via televisão no horário "nada nobre" da televisão brasileira, resolvi me arriscar e me expor à radiação emitida pela programação vespertina.

Foi um erro tremendo! É incrível a quantidade de lixo que pode entrar na sua mente nesse horário. Eu poderia discorrer sobre cada uma das atrações disponíveis, mas correria o risco de cair na mesmice e dizer o que você já sabe, pois as opções disponíveis já são conhecidas: ou você vê o um show de reprises na Record; ou vê alguma novela disponível no Sbt e na Globo; ou um casal insosso puxando o nsaco das celebridades globais; algum filme velho na "Sessão da Tarde" (onde você pode ver aquele filme pornô, "A Lagoa Azul", pelo menos duas vezes no ano); ou algum pastor de uma das três igrejas saídas da Universal, prometendo mundos e fundos para aqueles que contribuírem com trízimos e outras "amenidades" monetárias.

Correndo por fora, tem a Band. Por séculos ela tentou emplacar um sucesso nas tardes da tv. O problema é que foi sempre do mesmo jeito: fofoca, fofoca e mais fofoca, obviamente mostrando que o Tv Fama (da Rede TV!) não é suficiente para que você fique bem informado a respeito do que os famosos andam aprontando por aí ("as maiores confusões", como diria o narrador da "Sessão da Tarde"). Astrid Fontenelle; Leão Lobo; Rosana Hermann: todos já tiveram sua chance na tv de Johnny Saad, mas todos fracassaram. Contudo, a emissora do Morumbi não se deu por vencida, e mais uma vez investiu nas fofocas para tentar se dar bem.

E dessa vez, pela madrugada, a coisa chegou ao nível do patético! A bola da vez é Adriane Galisteu, que para não passar o resto da vida na geladeira, aceitou se juntar aos "famosos quem?!" e fazer um programa... de fofocas! Sim, o "Muito +" não passa de uma versão piorada daquelas revistas de fofoca que você encontra em qualquer sala de espera. Nas minhas zapeadas da tarde, dei de cara com um programa super colorido e a simpatia da Galisteu (não vou mentir, eu gosto dela como apresentadora). Depois de um vídeo contando a trajetória da carreira dela (anunciado com letras garrafais no pé da tela como "a vida de Galisteu sem segredos", mas que no fundo não trouxe nada que já não sabíamos a respeito de sua carreira/ vida/ seja lá o que for), começou um show bizonho de "pode ou não pode", onde um cara vestido "na última moda" e com trejeitos muito chatos (assim como o resto do elenco do programa) ficava tecendo comentários "nada a ver" sobre "coisa nenhuma".

Confesso que surgiu uma enorme interrogação em minha mente: o que é que aquele cara estava fazendo ali? Pra que exatamente serve esse programa? O que eu estou fazendo aqui, sentado, vendo isso?

Fiquei assustado com o nível em que chegamos. Claro que o motivo para isso tudo é bem claro: à tarde, a audiência cai muito, pois menos televisores estão ligados e as pessoas estão fazendo alguma outra coisa mais interessante. Mas caramba, ainda existem pessoas que veem tv à tarde. E essas coitadas, se não tiverem tv a cabo ou internet, estão expostas à qualquer coisa que as emissoras colocarem no ar. E a programação vespertina não passa disso: um show de qualquer coisa, pronta para lavar sua mente. Creio eu que esse é a razão que leva as outras pessoas a buscarem coisas mais interessantes.

Não aguentei aquilo por muito tempo. Dei mais uma zapeada, na esperança de encontrar alguma coisa interessante, mas não encontrei nada. Fiz então o que todo mundo deveria fazer: desliguei a tv. Não, eu não fui ler, mas aproveitei para me exercitar um pouco. Se a tv não estava afim de me ajudar a exercitar a mente, pelo menos mandei o sedentarismo pro espaço. Aquele conselho que a MTV dava antigamente ainda vale hoje: "[Se estiver em casa à tarde,] desligue a tv e vá ler um livro". Engraçado é que nessas horas, a programação da MTV parava e só essa frase ficava na tela, durante um tempo considerável, deixando quem assistia sem opção. Seria uma boa fazerem isso de novo. Enquanto não acontece, use seu controle remoto para fazer sua própria versão da campanha. Vá por mim, é muito bom! 

domingo, 15 de abril de 2012

¡Viva la libertad!



Liberdade de expressão. Já ouviu falar nisso? Creio que sim, pois muita gente já reclamou quando ela lhes foi tirada. Mas poucos sabem usá-la bem. Geralmente, quando a usam, acabam falando uma besteira, que precisa ser revertida num "direito de resposta", e depois numa réplica, tréplica, e por fim, um processo na justiça!

O que Raquel Sherazade fez nesse vídeo aí em cima é um perfeito exemplo da "liberdade de expressão" sendo utilizada da forma correta (pelo menos para esse blogueiro que vos escreve). Ela usou o espaço que a emissora lhe deu, assim como a estrutura também. E com essas coisas juntas, sua opinião ganhou a arena de debates. Num vídeo posterior, ela comenta que o que disse virou o 9º trending topic mundial no Twitter! Imagine então quantas pessoas não fizeram o mesmo que ela, dando suas opiniões, só porque alguém teve a oportunidade de dizer o que pensa, sem medo de represália ou algo do tipo!

 Como você já deve estar careca de saber, esse tipo de coisa (dizer o que vem à mente, sem se preocupar se vai ser censurado ou não) é muito comum na internet, principalmente nos blogs independentes, escritos por anônimos que contam com uma ideia na cabeça e uma câm... aliás, um computador à disposição. O debate surge naturalmente, e algumas vezes, ganha a grande mídia, e muito mais gente pode participar. Quando acontece o inverso, a proporção alcançada aumenta bastante, já que muito mais gente está de olho no que a Patrícia Poeta diz no "JN" do que nas coisas que estou escrevendo agora, que na melhor das hipóteses podem ganhar notoriedade depois de algumas semanas (e haja fé!).

Sendo assim, é interessante ver essas coisas acontecendo, e melhor ainda quando o opinador não vai parar no olho da rua, como aconteceu com Rita Lisauskas, antiga âncora do "Rede TV! News". Ela foi demitida depois de reclamar, via redes sociais, do salário atrasado na emissora. Não só ela, mas também Sallete Lemos, na época âncora do "Jornal da Cultura", que teve seu contrato encerrado depois de uma dura crítica a um grande banco privado durante uma edição ao vivo do jornal.


É meio complicado saber quando sua opinião vai gerar um reboliço, ou quando você está atravessando "a grande linha" (não aquela que os personagens do animê "One Piece" procuram) que virtualmente delimita até onde podemos abrir nossa boca e dizer algo sem acertar uma bala de canhão em algo ou alguém. Contudo, quando bem aproveitada, a liberdade de expressão é algo totalmente benéfico, tanto para quem fala quanto para quem escuta. Sonho com o dia em que os grandes meios de comunicação deixarão de ter o "rabo preso" e permitirão que seus profissionais se expressem livremente, e não se tornem somente bons leitores de TP engomadinhos e que falam sem sotaque (porque o "'Q' de qualidade global" assim o exige) nos "Bom Dia" e "Nacionais" da vida!

Aliás, antes de encerrar, gostaria de ressaltar uma coisa: a Raquel trabalha numa TV local. Sallete e Rita, os outros dois exemplos usados nesse post, trabalhavam em grandes redes nacionais na época em que foram demitidas. Notou a diferença de tratamento?#medo

quinta-feira, 22 de março de 2012

Basta a primeira impressão?


Coloca a memória pra funcionar aí: alguma vez você já viu algo novo, e sua primeira impressão foi de "nossa, que coisa horrível!"? Aposto que sim! Esse geralmente é o nosso sistema de defesa funcionando contra algo desconhecido, ou simplesmente nosso gosto dizendo "hey, acabei de lembrar: nós não gostamos disso! Sai de perto dessa coisa! Agora!!". Alguns de nós talvez até desejemos um botão "curtir" ou "odiar" pra usar durante o dia, na vida real, pois assim seria mais fácil mostrar quando não gostamos de algo (ou postar no Facebook "Fulano curtiu o pastel da tia da cantina.").

Eu também pensava assim. Mas com o passar dos anos, fui mudando de opinião. Percebi que a primeira impressão é até importante, mas em boa parte das vezes ela está totalmente errada! E não sou só eu quem "prega" essa "doutrina". Durante uma aula de Estética, na universidade, meu professor disse algo muito parecido (menos radical seria a palavra certa), e que prova meu raciocício correto (e que não foi criado por ele, mas dito por alguns estudiosos clássicos da estética!)!


Pelo que entendi [e foi o que o professor disse, antes que alguém pense que eu estava dormindo! (risos)], nós não podemos abandonar as coisas por conta de uma primeira impressão ruim. E ele ainda citou alguns exemplos. Com certeza você já deve ter ouvido uma banda nova e sua primeira reação foi "não, não gostei', mas algum tempo depois, quando você ouve essa mesma banda novamente, muda completamente de opinião e passa a gostar do som deles. Isso, por acaso, aconteceu comigo inúmeras vezes (foi assim que comecei a gostar de boa parte das bandas que ouço ultimamente!).


O processo pra essa mudança de modo de pensar é bem simples: pegue aquela coisa que você achou "feia" e olhe pra ela repetidas vezes. Vai chegar um ponto em que você vai dizer "é, até que não é tão feia assim". E dependendo do caso, uma verdadeira paixão por aquilo (seja lá o que for) pode surgir!


Apesar da aula em questão ser uma aula voltada para o estudo das formas de expressão da arte, dá pra levar isso para todas as áreas da vida. Sabe aquela pessoa que você odiava na época da escola? Pois é, ela pode se tornar um grande amigo amanhã! Não é impossível que isso aconteça (ah vá, vai dizer que isso nunca passou pela sua cabeça!).  Como dizia o antigo slogan do guaraná Kuat, "A gente muda, o mundo muda", graças às mudanças que nosso ponto de vista sofre com o passar do tempo, sejam anos, meses, ou simplesmente algumas horas.


Isso é algo como "abra sua cabeça" e "viva o novo". Tem quem discorde. Claro, aquela velha máxima continua valendo hoje em dia: "você nunca terá uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão", mas onde chegaríamos se a máxima "a primeira impressão é a que fica" fosse algo imutável dentro de nós?! Creio eu que não iríamos muito longe e perderíamos muitas excelentes oportunidades de aprender coisas novas e conhecer pessoas interessantes, que por alguma razão, foram taxadas como "estranhas" pela sociedade.


Como disse antes, não estou pregando uma revolução, mas sim uma leve mudança no seu modo de ver o mundo. Acredite em mim, é uma exepriência compensadora. Lembre-se, "a primeira impressão é a que fica... até você arrumar uma segunda", e "mudar de botão":



domingo, 11 de março de 2012

Relativismo, o caramba!

A verdade está onde o dedo aponta... NÃO!

Geralmente, eu sou uma pessoa calma. Às vezes chego a ser até meio idiota, por não estourar tão facilmente com qualquer coisa. Existe algo, porém, que me tira do sério, e infelizmente, esse "algo" está se espalhando reapidamente pela sociedade: o relativismo, ou em outras palavras, "eu faço e acredito em minhas próprias verdades. Se a sociedade me obriga a pensar de um determinado jeito, ela é opressora e retrógrada!"

O principal argumento de quem pensa assim é que não existem verdades absolutas. Será? Vamos pensar por um momento: se você resolve subir até a cobertura do prédio mais alto da cidade, e um vez lá em cima, você resolve se jogar, o que vai acontecer? Sim, isso mesmo, vai acabar se "estabacando" no chão. A gravidade vai te levar direto para baixo. Pensando assim, podemos, sem queimar muitos de nossos neurônios, concluir que sim, existem verdades absolutas. Por mais que você não concorde com ela, a gravidade sempre vai fazer seu trabalho. 

Claro, eu estou me referindo a uma verdade absoluta, comprovada pela ciência, comprovada pela matemática e por todas as outras ciências exatas, daquelas que aprendemos no colégio. Não são essas que os relativistas atacam, mas sim aquelas de cunho mais social, aquelas que você aprende a vida toda que é errado e que não pode fazer ("é errado namorar mais de uma pessoa ao mesmo tempo", só pra citar uma clássica).

Existem, sim, algumas coisas que aprendemos vindas diretamente da cabeça de nossos pais, que aprenderam dos pais deles), e que são totalmente questionáveis (não pode comer manga com leite? É mesmo?!). Porém, existem muitas (e gostaria de dar uma ênfase nisso) que não, não são relativas e nem merecem questionamento.Aliás, estendendo o assunto, não só o que aprendemos de nossos pais, mas algumas das coisas que a sociedade "prega" também são absolutas. Roubar é errado? Sim. Trair sua namorada é errado? Claro! A bebida pode, em algum ponto da vida, atacar seu fígado? Pode apostar que sim! Você precisa ler mais esse blog? Que pergunta! (risos)

O relativismo é perigoso. E muito! Imagine só o que aconteceria no mundo se todo as pessoas só fizessem o que queriam. Seria o ideal de liberdade perfeito? Será? De acordo com estudiosos políticos, as leis existem para nos proteger... de nós mesmos! Você já perguntou pro policial se ele gosta de estar de madrugada na rua e recebendo ingratidão por parte do povo? Já perguntou se a moça do caixa gosta de ver seu mau humor? Enfim, não consigo pensar em outros exemplos agora. Se cada um somente fizesse o que quer, o mundo entraria num caos maior do que já está hoje. Aliás, o mundo não viraria um caos, ele literalmente pararia!

O problema maior é que o tal relativismo é de um egoísmo extremo. Você faz o que você quer, sem pensar no que os outros vão pensar. E faz o que quer sem se preocupar com o que vai acontecer com os outros! Como aprendi na missão: você pode escolher o que fazer, mas apesar de não saber o que vai acontecer lá na frente, você também escolhe as consequências de seus atos! Alguém sempre é atingido, seja positivamente ou negativamente. Geralmente esse último, já que o relativismo também te faz perder a noção de limite, ridículo, etc.


Sabe, nesse blog eu gosto muito de dar minha opinião tentando não criticar quem pensa diferente, mas nesse assunto, não dá. O relativismo é como um câncer na sociedade hoje em dia, que está pegando todo mundo! Inclusive aqueles que sabem que o relativismo é ruim! Pregam que isso é bom, pois as pessoas ficam mais "sinceras e podem ser o que realmente são". Não, resposta errada! Isso se chama auto destruição! E não, não concordo com isso! E me deem a liberdade de usar um emoticom: ¬¬*

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Voltar e se encaixar

Voltar, depois de um longo tempo fora é como tentar se encaixar num quebra-cabeças onde você já estava encaixado antes...
Você já passou pela experiência de passar um bom tempo longe de casa, ou dos amigos? Se já, reparou como é interessante a sensação de voltar? Não sei se com você aconteceu o mesmo que comigo, mas a sensação que tive é que no quebra-cabeças onde meu espaço já estava garantido, minha pecinha não cabia mais em lugar nenhum, nem mesmo onde já estava encaixada!


Eu sei, isso é estranho (ainda mais uma reflexão "psicológica" dessas vindo de quem veio!). Nem eu sei muito bom o porquê de estar escrevendo isso, mas eu estava querendo compartilhar com alguém. A volta pra casa foi boa, por eu estar novamente entre as pessoas que amo. Ainda assim, não pude negar um fato: enquanto estive lá no sul do país "tocando a minha vida", todas as pessoas com quem convivia fizeram o mesmo. Enquanto eu "crescia", os outros fizeram o mesmo. E coisas que tínhamos em comum antes, foram mudando com o passar do tempo. Ou, em outras palavras, coisas que nos mantinham "juntos" (como os encaixes de um quebra-cabeça), já não eram tão fortes assim, ou simplesmente deixaram de existir.


Daí então, quando você volta, precisa se readaptar não somente ao ambiente ao seu redor, mas às pessoas que você conhece também! E diga-se de passagem essa última consegue ser mais difícil do que se reacostumar com o fato de a sua cidade ter a passagem de ônibus custando R$ 2,30, R$0,20 mais cara do que na cidade onde você estava!


Definitivamente, é estranho se sentir um completo estranho num ambiente onde antes você se sentia em casa. Aliás, enquanto a ficha não cai, até sua casa vai parecer estranha! É complicado se sentir sozinho no meio das pessoas que você conhece! 


Mas, como diria o cobrador do ônibus, "tudo na vida é passageiro". Esse sentimento passa. Você descobre que o "tô fora do jogo" era tudo coisa da sua cabeça. Basta um "olá" caloroso e pronto, todas as ideias negativas se vão, e um sentimento de "é, agora estou de volta" toma conta de você. E foi justamente isso que aconteceu comigo lá na UFAL. Assim que cheguei, me senti como um calouro, perdido e sozinho. Mas à medida que ia fazendo novos amigos e revendo "os velhos" - sendo bem recebido por ambos os grupos - consegui encontrar um espaço pra me encaixar no tal quebra-cabeça. Não era o mesmo que há 2 anos, mas consegue ser tão bom quanto, bem próximo daqueles que no último post do finado "dgp" chamei de "família" (e que ainda merecem esse título!).


Voltas são difíceis? Depois desse primeiro mês em casa, aprendi que elas podem sim ser difíceis, depende de como você encara a situação. Contudo, se você busca aqueles "pontos de refúgio", chamados "melhores amigos [que alguém pode ter], sempre vai encontrar um ombro pra reclinar a cabeça ou um caloroso "oi, como você está?" para alegrar seu dia. E tanto faz se você os conhece há 2 anos ou há 14. Se for um verdadeiro amigo, é tão "pra sempre" quanto um verdadeiro amor. E se encaixar novamente se torna uma experiência e tanto. Vá por mim!


P.S.: Mais alguém acha esse texto muito diferente do que esse blog já mostrou até agora? (risos)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

"Pulando" o carnaval


Vou ser sincero: eu estava completamente alheio ao fato de que o carnaval, esse ano, não seria em março, como no ano passado. A ideia de não ter que ouvir alguém na televisão dizendo "(...) e tem o desfile das escolas de samba de São Paulo, ao vivo! (...)" em fevereiro me deixava reconfortado, pois eu estava crente de que teria pelo menos mais um mês para me preparar psicologicamente para o fuzuê que se aproximava.


Mas o calendário me passou a perna, e quando percebi, já estava caminhando por entre desenhos de gente dançando frevo, trios elétricos, gente vestindo abadás,  e carrinhos de som vendendo CDs com marchinhas de carnaval da época em que não havia nem CD para colocá-las!


É incrível como as pessoas se mobilizam para as festas de Momo. Tem gente que faz uma enorme operação logística para estar nos lugares mais 'bacanas", no meio das pessoas mais "doidon... er,  quer dizer, descoladas", pra "festar" (como diria minha avó) até o  "sol raiar" (rimou!). E todo mundo morre de medo de que dê algo errado e a folia vá para as cucuias. Em Salvador, por exemplo, a greve dos policiais terminou aos 45 do segundo tempo, e assim como o Grinch salvou o natal, o carnaval foi salvo lá. No Rio também começou uma greve dos policiais, que deu uma trégua para não atrapalhar os foliões. (e pode apostar que em ambos os casos, teve gente que deu um grande suspiro de alívio quando soube que a festa estava garantida!) E a paranóia de uma greve da polícia no país inteiro tirou o sono de muita gente, inclusive aqui em Alagoas. 


Francamente falando, não vejo muita graça no carnaval. Prefiro ficar em casa, vendo alguns filmes e jogando videogame (tá, esse último na época em que eu ainda tinha um), do que ficar pulando atrás do trio elétrico - o que desmente aquela música que diz "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". Mas não vou ficar aqui dando uma de chato, criticando quem gosta. Espero que o carnaval acabe logo, pois assim podemos começar o ano oficialmente, não?! 
Pra você que gosta, aproveite, pois o próximo carnaval é só no ano que vem! Mas aí, juízo, caramba! Quando o carnaval acabar, ainda tem um ano inteiro pela frente! 


É isso. Vou passar uma semana fora daqui. Volto depois que as cinzas de quarta baixarem!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prefácio...

O Pereira sou eu!
Crise. Essa é a palavra da vez. Parece que todos os setores da sociedade estão passando por algum tipo de problema. E nós no meio disso tudo.
Aliás, "nós" é muita gente. Como você já deve saber, estive fora nesses últimos dois anos, servindo como missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias (popularmente conhecida como "a igreja dos mórmons"). Apesar de eu e todos os outros missionários estarmos conversando com pessoas todos os dias, as notícias do "mundo lá fora" parcamente chegavam até nós. Digamos que de uma forma ou outra, eu estava "assistindo" ao mundo, e não exatamente participando das coisas que estavam acontecendo ao meu redor.
As poucas notícias que tive me deixaram com um certo "receio" de voltar pra casa. Preferia continuar lá no Paraná a ter que voltar pra Maceió e enfrentar um daqueles "arrastões" randômicos que estavam acontecendo aqui há alguns meses!
Contudo, chega uma hora em que a realidade bate na sua porta, e é hora de descer do trem. Na missão isso acontece quando você completa seus dois anos. Sair da missão e voltar pra casa te dá a sensação de cair de paraquedas no meio de um campo minado, durante a ofensiva inimiga!


Não, não estou sendo dramático nem nada do tipo. Mas pense comigo: durante dois anos da sua vida você sai ajudando várias pessoas, muitas das quais você nem imaginava que encontraria, mas que passa a amar quase que instantaneamente; ao mesmo tempo em que as ajuda a conhecerem e a seguirem Jesus Cristo. Óbvio que o "nível" durante a missão é outro. Daí, quando você fisicamente está acabado, mas espiritualmente a mil, chega a hora de encerrar o que você está fazendo e ir "viver sua vida" em casa. É como a morte: você sabe que vai chegar, mas não sabe como irá recebê-la.
Da noite pro dia, literalmente, "acaba" sua missão de tempo integral. Você deixa de chamar atenção - é impressionante a maneira como as pessoas olham para os missionários: dois 'seres" estranhos andando de camisa branca e gravata debaixo do sol, te parando no meio da rua, pedindo pra visitar a sua casa e falar com toda a sua família! Quando um missionário volta, deixa de usar aquela plaqueta preta no bolso e passa a ser "mais um na multidão". E é nesse ponto de transição que a "ficha" precisa cair o mais rápido possível, porque assim que você aporta em casa, já tem que correr atrás dos próximos passos do resto de sua vida!


E é nesse ponto que estou agora. Feliz por ter servido uma missão e ter passado por Cambé, PR; Marília, SP; Apucarana. PR; Londrina, PR; e Presidente Prudente, SP. Feliz também por todas as pessoas que conheci, até aquelas que por simples ignorância, ou razões religiosas, foram rudes - no sentido mais "rude" da palavra -  comigo ou com algum de meus companheiros. 
Aliás, também fiquei muito feliz de poder ter trabalhado com Michael TeNgaio, do Havaí, EUA; Thiago Assunção, de Fortaleza, CE; com Luiz Guilherme Cavalcanti, de Feira de Santana, BA; Andrew Fellows, de UTAH; Colin Skillings, também de UTAH; José Sepúlveda, do Piauí; Cameron Leavitt, da Califórnia, EUA; Devin Flake, do Arizona, EUA; Adam Webb, de Montana, EUA; Blake Douglas, de UTAH; Devin Buttars, de Idaho, EUA; e  Emanuel dos Santos, de Currais Novos, RN. Aprendi muito com cada um deles. Aliás, muitas das palavras que repito hoje em dia, incluindo o novo nome do blog, advinha com quem aprendi!
Nós missionários... aliás, quando estamos servindo missão, temos um casal especialmente chamado pra cuidar de nós, designados como o Presidente de missão e  sua esposa, a quem chamamos de "Sister". Na missão onde servi, tive a chance de trabalhar junto ao Presidente Eduardo Tavares e sua esposa, Sister Fátima Tavares. Também aprendi muito com eles, e sou extremamente grato pelo cuidado e amor que eles tiveram por mim, enquanto estive longe de minha família "de sangue"


Enfim. Como eu já disse, a missão de tempo integral chegou ao fim, e agora cá estou eu, no meio de uma crise mundial, nacional, pessoal. Mas sinto que o futuro nos reserva coisas muito boas. Estou otimista. Aliás, tão otimista - agora uma coisa não tem nada a ver com a outra - que mudei até o nome do blog. Esqueça a sigla "DGP" (já contei que essa era a sigla do meu nome?! Sim, essa foi a ideia mais criativa que tive!). Uma das expressões que aprendi com os americanos foi "What the heck?!" (quando você está surpreso com algo que aconteceu). Como já existe um blog com esse nome, e eu estava querendo um nome novo, tirei o "heck" da expressão e voilá, um novo título para o blog!   
Vamos nos ver bastante por aqui. Espero que vocês tenham paciência pra me aguentar mais um pouco (risos)!


Um forte abraço e até a próxima!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Podemos recomeçaaaar (...)"


Antes de começar oficialmente os trabalhos por aqui, gostaria de dizer que estou de volta! Depois desse hiato de dois anos em que estive fora (servindo como missionário), estou "religando" as máquinas por aqui. Fico animado com o que o futuro nos reserva... e não, o mundo não acaba esse ano!
Ah, e o nome do blog mudou. Esqueça o velho "DGP". Bem vindo ao novo "What the...?!" (expressão que aprendi com os missionários americanos. Agora eu repito isso com uma certa frequência...)!
Nos vemos em breve!!!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Chegou a hora de desligar...

A "plaquinha" já disse tudo!

8 meses depois e cá estamos nós, eu e meu blog, dando tchau! Pois é, caros leitores, esse é o derradeiro post do dgp. É hora de parar as máquinas, recolher as coisas, limpar o lugar e o último que sair apaga a luz!

Mas eu não estou saindo porque acabou a fonte de assuntos. Não! Como eu já disse antes, de forma permanente no texto de boas vindas do blog, o "lindo mundo da comunicação" é uma fonte inesgotável de temas. Esse ano, em especial, já se mostra como um daqueles em que vai se falar de tudo um pouco, já que ocorrerão eleições, copa do mundo, olimpíadas de inverno, briga de emissoras, estreias na tv e no cinema e por aí vai. Seria um ano perfeito para o dgp!

Seria, não fosse por um detalhe: daqui a alguns dias eu estarei viajando para o Paraná, para servir como missionário em Londrina e adjacências (caramba, tava louco pra usar essa palavra aqui!!! =D). Como a missão exige dois anos de dedicação integral, não poderei dar o mínimo de atenção para esse blog. Como quase tudo na vida, chegou a hora de deixar o dgp, meu "filho", para trás.

Não fique triste com isso (alguém ficou triste?!?!? Diz que sim, diz que sim!!). Dois anos passam rápido. E, pra evitar a tristeza coletiva, o dgp não vai ser deletado, editado, apagado, cancelado ou qualquer outra coisa que tire-o do ar! Todos os mais de 70 posts vão continuar aqui, à disposição de todo mundo! Aliás, tenho até uma sugestão pra você que está lendo esse post agora: se você ler dois textos por mês, vai acabar lendo 24 posts e depois disso voilá, estou de volta! Só há um porém. Eu não sei se continuo com o dgp ou faço um novo blog do zero. Mas, isso é algo a ser decidido depois, em 2012!

Confesso que vou sentir falta de muitas coisas, como a busca incessante pelas pautas a serem abordadas aqui, a busca tão incessante quanto pelas imagens para ilustrar os posts (algumas levaram horas para serem escolhidas!), as duas horas mínimas pra escrever cada texto e, principalmente, os comentários que recebi. Aliás, os comentários que o dgp recebeu!

Eu preciso dizer uma coisa a respeito dos comentários postados aqui: eu gostei e gosto muito de cada um deles! Desde aqueles que elogiavam até os que traziam algum "toque", dica ou até mesmo uma correção severa a ser feita. Pra minha felicidade, os leitores desse blog são pessoas muito inteligentes! Isso deixa qualquer blogueiro feliz! E, se me permitem, tenho que dizer que a maioria dos comentários foram elogiosos, o que me deixou mais feliz ainda!

Pra você que leu e comentou em pelo menos um post, meu muito obrigado (eu poderia dizer todos os nomes mas, para evitar injustiças, não vou fazer isso)! Pra você que só leu, muito obrigado também! Pra você que caiu aqui por engano (vá por mim, visitas de 0 segundos não passam de enganos), muito obrigado da mesma forma, já que os pageviews também contam! Pra minha família da UFAL, que me deu uma mão aqui no blog e nos "dgCAST", além de recomendar esse blog em suas páginas, meu muitíssimo obrigado!! Preciso mandar um obrigado especial para Diego Reigoto, do Polaróides Críticas, que colocou o dgp entre os seus blogs recomendados!! Obrigado também aos "cidadãos do mundo" que também deram o ar da graça por aqui. E, um obrigado especial para duas pessoas, que plantaram a ira nesse blog: Neves, que é fã da Stéfhany (leave the Cross Fox Girl alone!) e o "anônimo", que ganhou espaço no último post, depois de ter se revoltado contra mim e meu blog (vai saber a razão... =P).

Isso não é um adeus! É melhor encarar esse post como um até logo. 2012 chega rápido! Então, até daqui a dois anos, "eleitores do dgp" (em referência ao que eu disse no dgCAST #0 kkkkkkk).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Isso é que é ter um blog?"

Pra que que serve?!?!

O título desse post foi a pergunta que me fizeram num comentário aqui no dgp, no post em que eu falei sobre o que deveria ou não ser mostrado num telejornal. Na metade do caminho, o assunto respingou um pouco na ética. Daí deu-se a confusão! O autor da pergunta não se identificou (preferiu ficar no anonimato), mas levantou uma questão interessante... ao menos para esse que vos escreve.

Teoricamente, creio eu, um blog serve para que seu autor possa se expressar livremente, colocar pra fora o que se passa em sua cabeça, tentar juntar sua opinião com a dos outros, formar opinião ou ao menos deixar claro qual o seu posicionamento sobre determinado assunto. Se não for isso, o autor de um blog pode simplesmente querer mostrar os textos que escreve para as pessoas, ver se desperta em alguém o interesse em mundos imaginados por ele, em seus problemas pessoais ou simplesmente sobre o que anda fazendo da vida, como num bom bate papo... só que sem a parte do olho no olho!

No caso do dgp, esse blog que agora você lê (rimou!) eu, na maioria das vezes, mostro minha opinião sobre o que anda acontecendo no mundo da comunicação. Por vezes eu me desviei desse assunto pra falar de outras coisas que gosto, como games, mas sempre mantendo o mote principal desse espaço: minha opinião. Em outras palavras, esse foi o caminho que resolvi seguir aqui e, pra avisar os marinheiros de primeira viagem, coloquei isso de forma muito clara no texto de boas vindas, que está permanentemente do lado direito da página. Aliás, só pra mostrar que eu nunca me desviei disso, esse texto é o mesmo desde a estreia do blog! Só a formatação mudou um pouco, assim como o título.

Respondida a primeira questão, vamos a outra que está implicita na primeira. Se o blogueiro pode falar o que bem entender em sua página, também deve estar disposto a ouvir qualquer tipo de crítica, construtiva ou não, sobre o que escreve. Se a crítica for construtiva, ele tenta usá-la para crescer como escritor, já que os textos são escritos para as outras pessoas lerem e não para o próprio autor, como diria um antigo professor meu. As críticas baseadas em alguma coisa que não seja a construtividade devem ser lidas também, mas descartadas da mente (dependendo do caso, devem sumir do blog) logo em seguida, para evitar "rusgas" e "rugas" desnecessárias, sabe?!

Não pense que o leitor está isento de qualquer limite e pode sair por aí xingando e falando palavrão como um bêbado no balcão do botequim depois de 5 doses de alguma coisa bem alcoólica! Nós que mantemos blogs esperamos o mínimo de senso crítico de quem os lê! Algumas pessoas partem pra baixaria, diminuindo o autor, a ponto de chamá-lo de qualquer coisa, menos de bonito. Alguns autores merecem esses tratamento (como um antigo colunista escroto do ADTV, um blog sobre televisão), mas mesmo assim o comentário precisa ser baseado em alguma coisa concreta. O blogueiro não tem culpa se a sua namorada fugiu com o circo e trocou você pelo chimpanzé amestrado! Sendo assim, não venha descontar sua raiva na blogosfera!!

Existe toda uma relação entre o autor do blog e quem o lê. Se essa relação for respeitosa, todos saem ganhando. A crítica que eu recebi, por exemplo, tinha vários pontos interessantes. Alguns deles, inclusive, já foram percebidos por mim mesmo. Porém, o autor resolveu usar de uma ironia muito fina e explícita (percebeu a incoerência?!) pra se referir aos textos do dgp. Como eu sei disso?! Ora, eu também sou irônico aqui na maioria das vezes!! Mesmo assim, gostei da crítica. Vou usá-la pra mudar algumas coisas do meu "eu autor"... obrigado!!!! E vocês que leem o meu blog, o elogiam e gostam dele, muito obrigado também!!

Parece, mas esse não é o fim do dgp, certo?! Digamos que esse post seja uma pausa para uma reflexão mais profunda... superficialmente profunda! =D

P.S.1: a resposta pra pergunta do título? Sim!

P.S.2: caro Anônimo... percebeu que nesse post eu fiz algumas das coisas que você disse que odeia?! (risada diabólica mode: on) Espero resposta!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A íntegra é sempre melhor?!



Na última quarta-feira, dia 20, Maria Islaine de Morais (31) foi morta por 7 tiros disparados à queima roupa por seu ex-marido, o borracheiro Fábio Willian da Silva (30), no salão de beleza onde ela trabalhava em Belo Horizonte. A cabelereira já havia feito inúmeras denúncias à polícia, mas nenhuma delas havia surtido efeito. O assassino foi preso na tarde do dia seguinte, enquanto comprava sandálias numa loja a 271 km de Belo Horizonte.

Dias antes do assassinato, Maria instalou câmeras de segurança no salão onde trabalhava, para se sentir um pouco mais segura. Foram essas câmeras que flagraram o momento em que ela foi morta. As imagens caíram nas mãos da imprensa e foram postas no ar nos principais telejornais do país. Dois deles, o Jornal da Globo e o Jornal da Record, deram tratamentos antagônicos à elas e, sinceramente, a Globo adotou a postura mais correta nesse caso.

Entender a razão disso é muito simples. A matéria exibida na Record (e que encabeça esse post) não poupou o telespectador de cada um dos detalhes do vídeo, mostrando, inclusive, todo o trecho em que ela leva os sete tiros. Os mais observadores conseguiram, inclusive, ver em detalhes o movimento do ar e o impacto das balas que atingiram a cabeleleira, principalmente os que acertaram a cabeça, que, no impacto, moviam os seus cabelos. Só faltou ver o sangue espirrando nas paredes e escorrendo no chão! Como uma vez é muito pouco, o vídeo passou na íntegra duas vezes durante a matéria, que foi veiculada lá pelas 8 e alguma coisa da noite (eleve isso ao quadrado nos estados que não foram afetados pelo horário de verão!).

Do outro lado da arena temos a Globo, que falou sobre o mesmo assunto, inclusive mostrando o mesmo vídeo exibido na Record. Ao invés de mostrar o assassinato na íntegra, a emissora da família Marinho achou melhor exibir somente imagens estáticas dos momentos em que a mulher era baleada, narradas pela repórter que estava cobrindo o caso. O que dá pra notar aqui é a preocupação que a emissora carioca teve de não exibir imagens muito fortes para os telespectadores.

Entendeu a razão de eu achar que a Globo foi mais correta?! Eles pouparam os telespectadores dessas cenas bizarras de violência. Até eu que não me importo muito em ver esse tipo de imagem forte achei desnecessário o que a Record fez, exibindo duas vezes uma mulher sendo morta tão brutalmente. Não me entenda mal. Isso não é moralismo ou qualquer outra coisa do tipo. Se formos olhar por outro lado, a emissora da Barra Funda está certa em mostrar a imagem na íntegra, já que isso deixa a informação mais completa. Porém, como eu sei que sou o único a pensar assim, faço coro com quem mais achou aquelas imagens fortes e desnecessarias!!

Isso que a Record fez respinga um pouco no post anterior, que falava sobre sensacionalismo. Essa deve ser a razão que levou os editores da JR a colocar tais imagens no ar: tentar impressionar e conseguir alguns décimos a mais da audiência dos "carniceiros de plantão"! Só que isso pode acabar se tornando um "tiro no pé", já que as pessoas começam a ficar com medo do que é exibido no jornal, pensando duas vezes antes de colocarem naquele emissora. Tá certo que grande parte da população não liga muito pra isso, mas ainda existem pessoas que se preocupam com esse assunto. Ainda bem que esse foi um caso isolado na linha editorial do JR.

O jornalista (e consequentemente, o editor da matéria) devem ter a consciência de que nem todo o material conseguido durante a produção de uma reportagem pode ou deve ser mostrado na íntegra (ou seja, sem censura ou edição), já que algumas imagens são fortes demais para qualquer horário, além de ser uma falta de respeito com as pessoas envolvidas no caso. Concordo que o jornalismo é um território livre de algumas regras morais (se elas estivessem em vigor, muito do que o jornalismo é hoje não existiria) mas nem todas as pessoas sabem disso. Então é melhor agir com certa cautela, já que nem todo mundo interpreta do mesmo jeito as reais intenções daqueles que têm por função nos deixar bem informados. Ver um jornalista mal interpretado é uma coisa tão feia de se ver quanto certas imagens...

[fonte: R7]

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O "sensacional" sensacionalismo!

Sônia e Datena: os reis do sensacionalismo no Brasil! [Imagem: Na Telinha]

"A Hebe ainda está viva!" Essa já virou uma frase comum para a assessoria de imprensa da apresentadora do SBT, que foi internada no início desse ano com um raro câncer no peritônio (membrana que recobre os órgãos abdominais). Mas qual seria a razão para os assessores ficarem repetindo isso constantemente?! Simples: alguns setores da imprensa (cof, Sônia Abrão, cof) já estão dando a apresentadora como morta, graças a uma cobertura exagerada dos fatos, que insistem em mostrar somente o lado "negativo" e "extremamente desesperador" da noticia.

Esse, diga-se de passagem, é o trabalho dos "jornalistas" sensacionalistas que, na busca de audiência e de "falar a língua do povão", acabam derrubando tudo o que é ensinado nas salas de aula das faculdades de jornalismo.

O pior de tudo é que, apesar dos constantes apelos e reclamações para que esses tipos de programas saiam do ar ou mudem de formato, eles sempre arrumam uma maneira de se alastrar e permanecer nas programações. Não pense que programa sensacionalista é exclusividade de programação das afiliadas das grandes emissoras do país. Elas próprias têm ou tiveram programas desse tipo em suas grades, caso da Band com o "fofo" Datena e da Rede TV!, com aquele "amor de pessoa" que é a Sônia Abrão.

Exemplos desses dois em ação não faltam e estão disponíveis na internet para quem quiser ver. Em 2008, a menina Eloá foi sequestrada pelo namorado Lindemberg, num condomínio em Santo André, São Paulo. Havia muitas emissoras lá presentes, cada uma delas atrás de sua "exclusiva" ou de tentar "bater um papo" com o sequestrador e as sequestradas. Como se isso já não bastasse (e nesse ponto, tenho que bater palmas para o Datena, que se recusou a fazer isso), Sônia Abrão, no ápice de seu senso de justiça, resolveu tomar o lugar da polícia e negociar diretamente com Lindemberg a soltura de Eloá. Resultado desse circo dos horrores?! Eloá foi morta, sua amiga, Nayara, ficou ferida (ela voltou para o cárcere, depois de ter sido libertada pelo sequestrador) e a Sônia ganhou o título de assassina!

Na ocasião, um especialista de segurança disse que a atuação das emissoras que faziam a cobertura do caso e, especialmente, a atitude de Sônia "tenho 10 anos de tv" Abrão, foi extremamente criminosa e irresponsável e que todos os envolvidos deveriam ter sido processados. Ninguém foi processado e a bomba estourou na mão do Datena, graças às críticas da Sônia.

Antes que isso aqui fique muito "pró-Datena", vamos enumerar algumas das atitudes do "jornalista" da Band, que apresentou algo semelhante na Record e na emissora da Sônia. Ele faz algo que está se tornando muito comum nos vários programas iguais ao dele em todo o Brasil: uma indignação seguida de muita gritaria por parte do apresentador, brigas com outros colegas de televisão, predileção por pautas extremamente sanguinolentas e etc etc. Datena pode até ter feito escola, mas as origens desse tipo de jornalismo são muito mais remotas e conhecidas.

O "jornalismo policial" praticado no nordeste é um caso a ser estudado. Quando essa moda pegou aqui, não era nada anormal ver, em qualquer horário, tripas expostas, gente morta com um tiro enorme na cabeça e etc etc (aliás, isso ainda é comum no Recife). Além disso, uma pauta até rotineira nesses tipo de programa é... briga de vizinhos (como aquela em que uma vizinha jogava... er... sacos cheios de cocô no telhado dos vizinhos da frente, mostrado na afiliada alagoana da Record), no melhor estilo "Programa do Ratinho".

"Plantão Alagoas": leu a legenda da imagem?! Esse tipo de pauta é comum na TV nordestina. [Imagem: You Tube]

Graças a esse "show", o comportamento do público diante da violência urbana mudou assustadoramente. Não existe mais aquela resignação com o que aconteceu. Agora, os curiosos se aglomeram ao redor do corpo e ficam se estapeando pra aparecer por cima do ombro dos "repórteres", gritando e fazendo sinais de torcidas organizadas. Pior ainda é o "tratamento melodramático" que as matérias recebem, com iluminação que ressalta o clima do ambiente e músicas que remetem ao sobrenatural e ao medo. Sinceramente, eu não sei se tenho mais medo do que está sendo mostrado na matéria ou da equipe de reportagem e edição da mesma (ó, duvida cruel!).

Onde eu quero chegar com essa história toda?! Simples. A programação de nossa TV é constantemente criticada por conta de não apresentar mais aquele nível cultural de antigamente. A princípio, essas críticas são todas dirigidas aos programas de entretenimento, mas também deveriam valer para esse pseudojornalismo, que insiste em infestar as salas das casas dos brasileiros. Pense bem: se uma história fictícia pode influenciar as pessoas, por que razão uma história real também não pode?! Ela é imune por acaso?! Nós precisamos nos livrar desses "profissionais" que se especializaram em avacalhar o verdadeiro jornalismo (um detalhe: aqui em Maceió, pelo menos, se você conseguir encontrar nas redações desses "jornais policiais" dois formados em jornalismo, você ganha um... um... er... minha admiração!!!). Como els já estão incrustados na cultura popular, pode apostar que mandar todos eles "pr'aquele lugar" não vai ser nada fácil. Dammit!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Internet: ainda bem que ela existe!

Palácio do presidente haitiano destruído após o terremoto: primeiras informações chegaram pela internet.

No dia 12 de janeiro, o Haiti, um dos países mais pobres das Américas, foi vítima de um terremoto, que atingiu grau 7 na escala Richter (que vai de 1 a 9) e destruiu boa parte do país. Nem os prédios do governo (como a sede da presidência do país, mostrada na imagem acima) resistiram ao abalo, que, segundo estimativas, matou mais de 50 mil pessoas (entre elas a doutora brasileira, Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança) e deixou outras 250 mil feridas. Esses números podem, a princípio, parecerem grandes, mas ainda são estimativas. Quando uma contagem for feita (se for feita), eles podem subir a níveis muito mais assustadores.

Assim como aconteceu no Irã, onde rebeldes noticiavam o que estava acontecendo no país através do Twitter, as primeiras informações sobre esse terremoto chegaram através da internet. Os que dispunham de conexão, trataram logo de publicar vídeos e imagens na rede. Apesar de estarem numa qualidade muito baixa (a princípio), já era possível ver a desolação em que os haitianos se encontravam. Esses vídeos e imagens foram aproveitados na grande imprensa logo que surgiram e, através deles, os parentes das pessoas que estavam no país tiveram um ponto de partida para começar a procurar informações.

Muitas pessoas costumam criticar e até ter um certo receio sobre a internet e suas aplicações na vida diária, alegando que na rede só se encontra baixaria, pornografia e, como diria minha vó "o que não deve". Essa é uma visão minimalista demais, já que, nas mãos certas e com o propósito correto, a internet pode ser uma ferramenta mais útil que canivete suíço. Esqueça a obviedade de "procurar conhecimento e conhecer novos amigos". Essa até poderia ser a única função da web para alguns (aposto que você conhece alguém que pensa assim), mas, na verdade, nós só vemos a verdadeira "aura" da rede nessas horas, em que ela diminui as distâncias em prol de algum bem comum, como no caso do Haiti, em que as pessoas estão buscando informações sobre seus parentes, se mobilizando para ajudar os necessitados ou somente para informar ou se manter bem informadas sobre o ocorrido.

Eu não vou me estender mais sobre esse assunto (que é piegas até o último fio de cabelo!), já que, salvo engano, essa é a 5ª vez que falo sobre isso nesse blog. Só me resta dizer que os críticos da internet deveriam rever seus conceitos e admitir de uma vez que esse ódio pela rede nasceu por conta de serem todos uns "analfabytes", como diria Antônio "Carga Pesada" Fagundes. Posso dizer isso por experiência própria: meus pais falavam muito mal da "www". Depois que foram apresentados ao Orkut, as coisas mudaram e já estão mais viciados que a viciada da minha irmã! Se você usa a internet para qualquer propósito que não os elogiados aqui, não se sinta menosprezado! Mesmo assim você é uma pessoa consciente do poder unificador que a web tem! Aliás, em nosso país muitos já têm essa consciência. Agora só falta a colocarem em prática! Melhor, só falta o governo dar as condições para que essas pessoas possam entrar em ação. Percebeu?! Isso rende assunto pra um outro post...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O BBB rural ou A FAZENDA urbana?!

Tá com alguma coisa no olho, Bial?!

"É hora de dar uma espiadinha!". Essa vai ser a frase mais repetida nos próximos 3 meses, graças ao retorno do Big Brother Brasil à telinha. Essa 10ª edição do reality da emissora da família Marinho veio muito diferente das edições anteriores, graças à escolha "mixada" dos participantes (tem desde emo até bombado acéfalo) e algumas (várias) mudanças nas regras do programa, graças à inventiva mente do diretor Boninho, que pensa em tudo para a atração não cair no marasmo (e essa, acredite, não é uma frase elogiosa!).

Muitas pessoas, como em todas as outras edições, nem esperaram o programa estrear e já começaram a destilar uma enorme quantidade de críticas. A maioria delas acusa o BBB de ser um programa "burro", que não traz nenhuma utilidade à mente e à vida das pessoas. Eu mesmo, até a 9ª edição, pensava assim: um programa desses não tem nem a mínima carga cultural pra ser contado com os da cultura inútil (é...). Porém, a estreia de "A Fazenda" me fez repensar minha posição. Ora, se eu assisto ao da Record, por que razão não dou uma chance ao reality da Globo, que eu havia deixado de assistir na terceira edição?!

Os "brothers" e as "sisters": esse ano tem de tudo um pouco!

Pois foi o que fiz. Na terça, 12, lá estava eu em frente à TV para assistir à estreia do "zoológico" humano, como bem diria alguém (eu sabia quem disse isso, mas esqueci o nome.... sorry!). À primeira vista, por incrível que pareça, eu gostei do que vi! A casa tá bacana, os participantes foram escolhidos a dedo (podem falar o que quiser, mas o Boninho sabe escolher elenco de reality!) e até as intrigas entre os participantes deram o ar da graça para o deleite de quem adora ver essas coisas! (só um adendo: as vozes da "dlag" e da policial são quase insuportáveis!)

Mas... prestando mais atenção, dá pra notar uma coisa pertubadora: os críticos do BBB têm toda a razão. O programa realmente não tem nada culturalmente útil (nessa temporada, os psicólogos podem mudar de canal e ver o "experimento social" chamado "Solitários" no SBT). Ficar muito tempo exposto àquilo pode trazer danos irreparáveis à mente e uma imagem muito errada da realidade (coisa que antigamente só era atribuída à ficção... se bem que ninguém garante que no BBB a coisa não é ensaiada...). Porém, um outro grupo de críticos também está coberto de razão: os que criticam "A Fazenda".

Os "fazendeiros" da Record: marasmo e tédio são as palavras de ordem!

Sim, eu estou dando razão à pessoas que falam mal do reality da emissora que eu defendo (tá vendo que eu não sou "cego"?!). Se formos parar pra analisar, ambos os realities não trazem nada útil. Existem algumas diferenças, claro: enquanto na fazenda os famosos estão tentando ser eles mesmos sem ferir a imagem que eles levaram anos pra erguer, no BBB temos um bando de anônimos que não têm nada a perder e querem a fama a qualquer custo, nem que pra isso eles tenham que se rebaixar.

Aí dá pra criticar duas coisas: teoricamente, estamos diante de dois "reality shows", onde deveríamos ver a realidade diante de nossos olhos, com os participantes fazendo coisas reais, por mais chatas que elas possam parecer. Por alguma razão estranha (fama, dinheiro...), não é bem isso que vemos. Na maior parte do tempo nós vemos os famosos e/ou anônimos encenando alguma coisa diante das câmeras, ou você acha que Theo Becker era maluco daquele jeito ou então, o que era aquele papel que o Dómini, em um dos BBBs, estava segurando?! Um script?! (não, não estou me referindo à Twittess e seus scripts para aumentar o número de seguidores no Twitter)

Segundo: que realidade é aquela mostrada nesses programas?! No Big Brother temos 17 pessoas vagabundando o dia inteiro, como se estivessem em férias eternas. Na Fazenda ainda dá pra ver algum esforço físico, mas, convenhamos, alguém acredita que numa fazenda só tem aquilo pra fazer?! Poxa, se for verdade, a vida do povo do campo é muito legal!

Provavelmente esse trabalho todo seja o motivo do marasmo encontrado na reality campestre da Record. Com todo o tempo ocupado por trabalhos e provas, os roceiros não têm tempo para as famosas "picuinhas", normais nesse tipo de atração (além de bocejarem diante das câmeras nos programas ao vivo!)! Vindo pela contramão, temos os "brothers", que têm MUITO TEMPO LIVRE, suficiente para se promover diante do Brasil, seja através de "romances no edredom", seja com as famosas brigas e panelinhas. Aliás, nessa 10ª temporada, a produção do BBB resolveu fazer um tributo à Fazenda, com a divisão dos participantes em "tribos" (que aliás, foram criadas das forma mais genérica e óbvia possível!).

O Grande Irmão está de olho em tudo o que você faz... como ele consegue isso?!

Não é isso que os "voyers" gostam de ver?! Se num programa tem gente "se pegando", brigando e fazendo nada, é quase certo que fará sucesso (o "escrachado" BBB dá mais audiência que a "recatada" Fazenda), já que vivemos numa sociedade em que o privado não existe mais, onde é "bacana" "dar uma espiadinha" na vida alheia, onde as pessoas adoram dar pitaco no que os outros devem ou não fazer. Resumindo: vivemos numa sociedade onde é legal ficar de olho nos outros, numa espécie de versão aumentada (e piorada) da realidade descrita por George Orwell no livro 1984, onde a frase "O Grande Irmão está te observando" foi cunhada, dando origem ao outro Grande Irmão que conhecemos e a suas variações! Falta pouco para entrarmos num colapso de privacidade. Quando isso acontecer, chegaremos à era do teto de vidro. Alguém está pronto pra isso?!

Ah, a resposta à pergunta do título do post é simples: nenhum dos dois! Parei de ver o BBB no segundo dia. E nem vou falar de "A Fazenda". Aliás, quem foi o último a sair?! Alguém sabe?!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ESPECIAL: Os novos novatos do jornalismo UFAL!!


Hoje, dia 08 de janeiro de 2010, a Universidade Federal de Alagoas conheceu seus novos estudantes. No PSS (Processo Seletivo Seriado... o vestibular daqui), ocorrido no fim do ano passado, 28.000 pessoas se inscreveram para as 3.503 vagas oferecidas para o campi Maceió. No início desse ano, quando foi divulgado o resultado da prova ocorrida no fim de 2008, o blog dos estudantes que estavam organizando a IX Semana dos Estudantes de Comunicação (a.k.a SECOM) disponibilizou uma lista com o nome de todos os aprovados (onde constava, inclusive, o nome desse que vos fala). Essa lista ganhou o nome de "Os nomes dos bois" (em alusão àquela famosa máxima que pede o nome das pessoas citadas numa história!).

Como até agora, 22:33 do dia 08, essa tal lista não apareceu, e os "feras" (pra quem mora em S.P. os famosos "bixos") ainda não deram as caras nas redes sociais (provavelmente por estarem enchendo a cara enquanto comemoram o resultado), resolvi me antecipar e, num momento "sou dono de cursinho e quero que o mundo saiba que aqui a taxa de aprovação foi alta", vou colocar aqui a lista de aprovados nos dois turnos disponíveis, diurno e noturno, na UFAL! And the nominees are...

COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO - DIURNO - MACEIÓ

AMANDA GOMES DE OLIVEIRA
BÁRBARA MARIA DE BARROS BEZERRA
BRUNO VANDERLEY DE GÓES
CAMILA PEIXOTO BRAGA
CARLOS HENRIQUE CARVALHO COSTA JÚNIOR
ELVYS DOS SANTOS PEREIRA
ERICK ROMMELL FERREIRA BALBINO
GLÓRIA MARIA VIEIRA DAMASCENO
HILDA PRISCILA DA SILVA
JOÃO PAULO DAS CHAGAS MACENA
JOÃO VICTOR ALVES DE GUSMÃO BARROSO
JOAO VITOR TEIXEIRA CASTRO CORREA
JULIANA COSTA CAVALCANTE
JULIANA MAYARA CAVALCANTI DE BARROS SANTOS
LETÍCIA PASCOALINO GONÇALVES
LUIZ HENRIQUE MOURA LOPES
LYARA CLARA MUNT E SILVA
MANUELLA DE MIRANDA VIEIRA
MARCELA TERRA VALE
MAXWELL DOS SANTOS MONTEIRO
NICOLLAS EMIDIO TAVARES SERAFIM
PAULO ANDRÉ SILVER VIEIRA
PAULO JOSÉ VERAS GONÇALVES
RAFAEL VILLANUEVA TEIXEIRA
RAFAELA MELO DE ALMEIDA
RENATA MARIA RAMIRES BARACHO
SUSANIQUELE DA SILVA MENDES
TAMIRES FAUSTO MENESES
TAYNÃ GOMES DE MELO
TAYNARA PRETTO TENÓRIO DA CUNHA
VICTOR HUGO MENEZES DE FARIAS
VIVIANE PEREIRA DIÉGUES DE ARECIPPO
FERNANDA FERREIRA DE JESUS
MARIA ELIVANIA SILVA SANTOS
ROSIANE MARTINS DA SILVA
SUYANE DE MENESES SILVA
VIVIANE TIMOTEO DE ARAUJO
AMOM NUNES CAMILO
FERNANDO ANTÔNIO DE LIMA E SILVA
MADYSSON WESLLEY DA SILVA

COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO - NOTURNO - MACEIÓ

ALINE MARIA BEZERRA PEREIRA
ANDERSON RICARDO JANUÁRIO DA SILVA
ARTUR OLIVEIRA DE ASSIS
AYRLLA MACHADO CORREIA VILA NOVA
BRUNO CAVALCANTE PEREIRA
CARLOS VICTOR COSTA SILVA
DANIEL FELIPE TEIXEIRA TORRES
DAYANE BATISTA DA SILVA
ERICKA MILENA ALVES DE ANDRADE
EVELLYN DE LIMA PIMENTEL
FELIPE DE SOUZA HENNING
FLÁVIO MARCÍLIO MAIA E SILVA JÚNIOR
GEANE DA SILVA
GILDEVAN FIRMINO DOS SANTOS
GUILHERME MILESI
ISABEL CRISTINA TELES PEREIRA LIMA
ISADORA EMILIANO DOS SANTOS
ITAWILTANA CAMELO DE MACENA ALBUQUERQUE
JEFFERSON MONTENEGRO BARBOSA XAVIER
JÉSSICA ANTONIELLE OLIVEIRA SILVA
LUCAS COSTA DE ALMEIDA
LUCAS DE OLIVEIRA LEITE
LUCAS FRANÇA DA SILVA
MARIA LUIZA SOARES DE MELO
MARIA OLÍVIA CORREIA MATIAS
MILENA MONTEIRO BARBOSA
MILTON GUEDES DOS SANTOS NETO
PATRICK EDUARDO ROCHA DA SILVA
PRISCILLA PEIXOTO BANDEIRA
ROBERISON ELIAS XAVIER SILVA
RUDSON LOPES DE AQUINO
SERGIO IVO CORRÊA COSTA
THIOGO DA ROCHA BENTO
YURI MENEZES MOURA
ALINE PEREIRA DA SILVA LIMA
JOELMA LEITE DE SOUZA
ANDRÉ DO NASCIMENTO
MARCOS JORDÃO FERREIRA CAVALCANTE
NELDSON MARCOS ALVES DOS SANTOS MENDONÇA
VANDEJER ADRIAN MELO DAS CHAGAS FILHO


Pronto, aí estão os nomes "dos bois". Espero que gostem da UFAL! Eu gosto! Ah, antes de encerrar essa post mais que factual (não sei nem se ele vai ficar muito tempo por aqui), tenho que adicionar mais dois nomes à essa lista: minha prima Isabele de Morais Costa e minha amiga Mariana Barbosa, que passaram em Ciências Sociais e Química, respectivamente! Parabéns a todos!!! E... se algum dos novatos estiver lendo esse post, recomendo a leitura desse texto aqui: "A magia da UFAL"... vá por mim, nele tem coisas que você TEM que saber!!

Prolixo?! Quem?!

Recentemente, recomecei a leitura de um livro que ganhei de aniversário da minha turma de jornalismo lá da UFAL (aliás, esse livro eu peguei no lugar do outro que me deram e, por respeito aos leitores desse blog, não vou citar nem o título nem a autora!). O título em questão se chama "Sorte e Arte*" e foi escrito pelo jornalista José Roberto de Alencar (o homem do borsalino). Nesse livro, ele fala um pouco de suas técnicas "nada ortodoxas" para conseguir furos e topos da primeira página das revistas e jornais onde trabalhou (o que, como já disse aqui nesse blog certa vez, o levou a um "furo" numa revista de química".

Num dos trechos do livro, ele mostra um texto que escreveu como crítica aos repórteres que enchiam seus textos com palavras e expressões difíceis, o que dava um trabalho "monstro" para o editor (nesse caso, o próprio Alencar) transformar a linguagem em algo mais claro para os leitores. Esse texto deveria, a princípio, ser deixado em cada estação de trabalho na redação, mas acabou indo parar na (disputada) coluna de opinião do Jornal do Brasil, em 13 de abril de 1990 (um mês antes de eu nascer!) e correndo as redações dos outros jornais, como "O Globo". Segue abaixo texto que Alencar publicou em seu livro (e mais uma vez, aqui entra um texto que não é meu... prometo que essa é a última vez que isso acontece!):

Pra onde mesmo?!
[Imagem: Prolixo, poesia concreta por André Daniel]

Pobre Magri. Caiu na besteira de neologismar e caíram de pau nele. Quem pensa que é para falar difícil? Acaso julga o vernáculo tão mexível? Pior que é. Seu colega ministro, Bernardo Cabral, não se acanha de trocar confiança por confiabilidade; deputados como José Genoino adoram seu posicionamento; advogados como Otto Eduardo Lizeu Gil escrevem que o nosso opinamento...; todo policial fala culpabilidade e viatura em vez de culpa e carro; médicos consideram estacionário o estado do infeliz paciente, assim reduzido a motor diesel; e de faxineiros a executivos discutem - a nível de cidadãos - monetizações e titularidades. Sem o menos rubor.

A imprensa se encarrega de publicar, de divulgar a baboseira. Mal pago, mas pago exatamente para traduzir complicações e balelas obtusas, o jornalista deveria apresentar a chorumela em linguagem de gente. Clareza é dever de ofício em qualquer ofício, principalmente nos ofícios da palavra.

Na imprensa, até deixou de ser por uns tempos, quando a tal de ditadura militar atiçou a censura nos jornais e foi preciso complicar o texto para engrupir censor burro na prosa enrolada. Falar difícil foi a solucionática. Dever mais alto se alentava - o de levar informação ao leitor a qualquer custo - e à clareza restou o brejo.

Como na inesquecível firula do correspondente em Brasília, que passou à matriz paulista este telex: "Moço cai ao tropeçar nas estelares mangas de um quepe." Toureou o boi da linha e informou a razão da queda do presidente do Banco Central, flagrado em ternas lides com a amada de um general.

Também dos ásperos tempos vêm as implantações, as implementações e outros horrores. A obviedade apagou o óbvio. Broca e faca não mais furavam - perfuravam. A profundidade sepultou a velha fundura. E nos jornais, ninguém mais disse - todos os entrevistados passaram a alegas, comentar, explicar, pontificar, delimitar, frisar, disparar ou insinuar. Houve até quem obtemperasse.

Veio a abertura, foram-se os censores. Mas a herança da enrolação ficou. A mais famosa frase do mundo - to be or not to be - não tem, na maioria dos idiomas, uma única palavra com mais de três letras. Mas nesta marcha, em breve ser ou não ser vira existenciabilizar ou inexistenciabilizar.

Se se ganhasse por letra, estava explicando por que se xinga a miséria de miserabilidade (nem sinônimo é), o pão de complementação alimentar e os ônibus urbanos de veículos das empresas concessionárias de transporte coletivo municipal. O inclusive usurpou o até. Para virou visando a ou com o objetivo de. O verbo obstar (obstáculo) gerou um novo verbo: obstaculizar.

De fato, está no dicionário. Mas a frescura entoja a conversa, complica a leitura e desanima o leitor. E o erro vem a cavalo. Como o do narrador de corridas Galvão Bueno, que confunde a posição com o posicionamento - ato de tomar posição. Ou o do jornal paulista que, para economizar greve estampou movimento de paralização. Ou ainda o de empresários penalizados pelo pacote imexível. Confundem o apiedado, o condoído, com o castigado, o punido com uma pena.

Pena dava, aliás, a Agência Nacional convocando brasileiros e brasileiras para o pronunciamento do presidente Sarney: um acadêmico de fardão e pose devia saber que quem faz pronunciamento é canhão. Já nem tem mais graçaum cartola corintiano como Vicente Matheus considerar imprendível, introcável e imprestável [sic] o jogador Sócrates. Agora, deita-se gozação em cima de Magri, inventorde uma palavra muito melhor do que intocável para traduzir seu zelo pelo pacote de Zélia.

Pelo autoritarismo, por defender a imexibilidade do pacote, o Rambo nativo merece o pau levado. Mas quem se atém ao imexível ataca pela beirada, erra a cacetada. Igualmentegrave (além de não lhe fazer o gênero) seria Magri rotular o pacotede intagível, invulnerável, inatacável. Pois grave é a essência da fala, o autoritarismo do Maciste, a prepotência do conceito. Esta acabou perdoada - perdão! - perdoabilizada.

Bem, acho que não precisa dizer mais nada, precisa?! Por isso, vamos tratar de ser claros, o máximo possível!! Ser prolixo até que é legal (eu mesmo adoro palavras difíceis e que ninguém usa), mas também não precisamos exagerar!

*ALENCAR, José Roberto de. Sorte e Arte. São Paulo: Editora Alfa-Ômega, 1999, 4 ed. rev. ampl. e il.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E o ENADE?! O gato comeu!!

ENADE?! O que é isso?! É de comer?!

No dia 8 de novembro do ano passado, milhares de estudantes universitários em todo o Brasil fizeram a prova do ENADE, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, que busca avaliar a qualidade do ensino superior do nosso país. Aliás, o resultado dessa prova é tão importante que o MEC se baseia nela para distribuir o orçamento das instituições de ensino superior e para manter abertos ou fechar os cursos que não conseguirem um resultado no mínimo "satisfatório".

Apesar de todo esse peso, muitos inscritos não compareceram no dia da prova ou, por algum motivo, não conseguiram entrar nos locais onde a avaliação estava sendo aplicada. Outros ainda seguiram o conselho da UNE e boicotaram a prova. Para isso, a instituição estudantil alega que o ENADE não prova nada (se tornando um "ENADA"... hahahaha...ha, ha...er...) e que seu método de avaliar as instituições é falho, arcaico e não funciona como deveria.

Outra coisa que também marcou o dia da prova foram algumas reclamações de estudantes sobre seu conteúdo e até a quebra de uma regra que só liberava o estudante com o caderno de questões meia hora depois do início da avaliação. Um estudante de Brasília saiu meia hora depois de assinar a presença, mas com o caderno de questões embaixo do braço. Esse caderno foi parar nas mãos do DCE da UDF e teve seu conteúdo lido em voz alta (com o auxílio de um mega-fone) em frente a um dos locais de prova.

Mas essas são águas passadas e já não dá mais pra consertar as bobagens cometidas pela organização ou o desempenho fraco de alguns estudantes... aliás, esse último caso pode sim ser mudado. Aliás, já está mudando!

54. Guarde esse número, pois essa é a quantidade de questões anuladas (até o momento) no ENADE. 43 questões vieram se somar às 11 já anuladas da prova de Comunicação Social, ainda no ano passado. Esse alto número de perguntas consideradas inválidas já é recorde, desde que a prova começou a ser aplicada em 2004. Só para efeito de comparação, segundo dados divulgados hoje, 6, em 2008 a prova só teve 23 perguntas invalidadas.

Em outras palavras, a organização conseguiu quebrar um recorde negativo, chegando a deixar o valor maior que o dobro da prova de 2008! Quando você já viu isso acontecer numa avaliação do tamanho do ENADE?!

Um exemplo de questão eliminada que já ficou famoso é o da 19ª questão da prova de Comunicação Social, onde podíamos ler "Luís (sic) Inácio Lula da Silva", além de um pedido para analisarmos a reação da imprensa diante da afirmação do presidente, que chamou a crise econômica de "marolinha". Como a questão era daquelas que não tinha resposta errada, (e nem certa, creio eu) foi anulada alguns dias depois de ser aplicada.

A tal questão anulada. Eu até tentei tirar a foto da minha prova (que guardo até hoje), mas minhas técnicas fotográficas falharam miseravelmente, então, aí está uma imagem vinda da internet mesmo! [reprodução]

O MEC vai avaliar cada uma das 54 questões anuladas e, se ficar comprovado que houve incompetência por parte da CONSULPLAN na hora da elaboração das provas, a empresa pode até ser proibida de participar da elaboração de outras avaliações, sejam elas de concursos públicos, vestibulares ou provas ao estilo do ENADE. Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que avalia o resultado das provas, o dano da eliminação de tantas questões será pequeno para os estudantes, já que as anuladas contarão como respostas corretas. O instituto também salienta que "Se fosse uma prova como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), anular tantas questões inviabilizaria que as universidades usassem a prova para escolher seus novos alunos. Com o Enade, isso não acontece", além de que o número de anulações cresceu tão assustadoramente porque o número de cursos avaliados também cresceu (tá, se eles tão dizendo...).

Sabe d'uma coisa?! Acho que estou começando a concordar com a UNE. Vamos torcer para que nas próximas provas a coisa não se repita, senão toda a credibilidade e seriedade da avaliação vai chegar a níveis mais baixos do que já está. E, convenhamos, a imagem do MEC não está menos queimada... Como diria o "desbocado e inconsequente" Boris Casoy, "isso é uma vergonha!"

Fonte: R7 (sim, o portal que ganhou esse post elogioso aí embaixo!!)