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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quando sua tarde fica chata...

"Muito +": suas tardes nunca mais serão as mesmas... nem suas retinas depois de ver esse povo aí em ação!

Coitado do público que passa a tarde em casa em frente à tv. Literalmente, depois que Sandra Annemberg e Evaristo Costa dizem boa tarde, começa uma sucessão de "conteúdo zero" que dá até medo. Para minha (in)felicidade, tive um raríssima quinta à tarde livre, e como fazia muito tempo que não via televisão no horário "nada nobre" da televisão brasileira, resolvi me arriscar e me expor à radiação emitida pela programação vespertina.

Foi um erro tremendo! É incrível a quantidade de lixo que pode entrar na sua mente nesse horário. Eu poderia discorrer sobre cada uma das atrações disponíveis, mas correria o risco de cair na mesmice e dizer o que você já sabe, pois as opções disponíveis já são conhecidas: ou você vê o um show de reprises na Record; ou vê alguma novela disponível no Sbt e na Globo; ou um casal insosso puxando o nsaco das celebridades globais; algum filme velho na "Sessão da Tarde" (onde você pode ver aquele filme pornô, "A Lagoa Azul", pelo menos duas vezes no ano); ou algum pastor de uma das três igrejas saídas da Universal, prometendo mundos e fundos para aqueles que contribuírem com trízimos e outras "amenidades" monetárias.

Correndo por fora, tem a Band. Por séculos ela tentou emplacar um sucesso nas tardes da tv. O problema é que foi sempre do mesmo jeito: fofoca, fofoca e mais fofoca, obviamente mostrando que o Tv Fama (da Rede TV!) não é suficiente para que você fique bem informado a respeito do que os famosos andam aprontando por aí ("as maiores confusões", como diria o narrador da "Sessão da Tarde"). Astrid Fontenelle; Leão Lobo; Rosana Hermann: todos já tiveram sua chance na tv de Johnny Saad, mas todos fracassaram. Contudo, a emissora do Morumbi não se deu por vencida, e mais uma vez investiu nas fofocas para tentar se dar bem.

E dessa vez, pela madrugada, a coisa chegou ao nível do patético! A bola da vez é Adriane Galisteu, que para não passar o resto da vida na geladeira, aceitou se juntar aos "famosos quem?!" e fazer um programa... de fofocas! Sim, o "Muito +" não passa de uma versão piorada daquelas revistas de fofoca que você encontra em qualquer sala de espera. Nas minhas zapeadas da tarde, dei de cara com um programa super colorido e a simpatia da Galisteu (não vou mentir, eu gosto dela como apresentadora). Depois de um vídeo contando a trajetória da carreira dela (anunciado com letras garrafais no pé da tela como "a vida de Galisteu sem segredos", mas que no fundo não trouxe nada que já não sabíamos a respeito de sua carreira/ vida/ seja lá o que for), começou um show bizonho de "pode ou não pode", onde um cara vestido "na última moda" e com trejeitos muito chatos (assim como o resto do elenco do programa) ficava tecendo comentários "nada a ver" sobre "coisa nenhuma".

Confesso que surgiu uma enorme interrogação em minha mente: o que é que aquele cara estava fazendo ali? Pra que exatamente serve esse programa? O que eu estou fazendo aqui, sentado, vendo isso?

Fiquei assustado com o nível em que chegamos. Claro que o motivo para isso tudo é bem claro: à tarde, a audiência cai muito, pois menos televisores estão ligados e as pessoas estão fazendo alguma outra coisa mais interessante. Mas caramba, ainda existem pessoas que veem tv à tarde. E essas coitadas, se não tiverem tv a cabo ou internet, estão expostas à qualquer coisa que as emissoras colocarem no ar. E a programação vespertina não passa disso: um show de qualquer coisa, pronta para lavar sua mente. Creio eu que esse é a razão que leva as outras pessoas a buscarem coisas mais interessantes.

Não aguentei aquilo por muito tempo. Dei mais uma zapeada, na esperança de encontrar alguma coisa interessante, mas não encontrei nada. Fiz então o que todo mundo deveria fazer: desliguei a tv. Não, eu não fui ler, mas aproveitei para me exercitar um pouco. Se a tv não estava afim de me ajudar a exercitar a mente, pelo menos mandei o sedentarismo pro espaço. Aquele conselho que a MTV dava antigamente ainda vale hoje: "[Se estiver em casa à tarde,] desligue a tv e vá ler um livro". Engraçado é que nessas horas, a programação da MTV parava e só essa frase ficava na tela, durante um tempo considerável, deixando quem assistia sem opção. Seria uma boa fazerem isso de novo. Enquanto não acontece, use seu controle remoto para fazer sua própria versão da campanha. Vá por mim, é muito bom! 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A íntegra é sempre melhor?!



Na última quarta-feira, dia 20, Maria Islaine de Morais (31) foi morta por 7 tiros disparados à queima roupa por seu ex-marido, o borracheiro Fábio Willian da Silva (30), no salão de beleza onde ela trabalhava em Belo Horizonte. A cabelereira já havia feito inúmeras denúncias à polícia, mas nenhuma delas havia surtido efeito. O assassino foi preso na tarde do dia seguinte, enquanto comprava sandálias numa loja a 271 km de Belo Horizonte.

Dias antes do assassinato, Maria instalou câmeras de segurança no salão onde trabalhava, para se sentir um pouco mais segura. Foram essas câmeras que flagraram o momento em que ela foi morta. As imagens caíram nas mãos da imprensa e foram postas no ar nos principais telejornais do país. Dois deles, o Jornal da Globo e o Jornal da Record, deram tratamentos antagônicos à elas e, sinceramente, a Globo adotou a postura mais correta nesse caso.

Entender a razão disso é muito simples. A matéria exibida na Record (e que encabeça esse post) não poupou o telespectador de cada um dos detalhes do vídeo, mostrando, inclusive, todo o trecho em que ela leva os sete tiros. Os mais observadores conseguiram, inclusive, ver em detalhes o movimento do ar e o impacto das balas que atingiram a cabeleleira, principalmente os que acertaram a cabeça, que, no impacto, moviam os seus cabelos. Só faltou ver o sangue espirrando nas paredes e escorrendo no chão! Como uma vez é muito pouco, o vídeo passou na íntegra duas vezes durante a matéria, que foi veiculada lá pelas 8 e alguma coisa da noite (eleve isso ao quadrado nos estados que não foram afetados pelo horário de verão!).

Do outro lado da arena temos a Globo, que falou sobre o mesmo assunto, inclusive mostrando o mesmo vídeo exibido na Record. Ao invés de mostrar o assassinato na íntegra, a emissora da família Marinho achou melhor exibir somente imagens estáticas dos momentos em que a mulher era baleada, narradas pela repórter que estava cobrindo o caso. O que dá pra notar aqui é a preocupação que a emissora carioca teve de não exibir imagens muito fortes para os telespectadores.

Entendeu a razão de eu achar que a Globo foi mais correta?! Eles pouparam os telespectadores dessas cenas bizarras de violência. Até eu que não me importo muito em ver esse tipo de imagem forte achei desnecessário o que a Record fez, exibindo duas vezes uma mulher sendo morta tão brutalmente. Não me entenda mal. Isso não é moralismo ou qualquer outra coisa do tipo. Se formos olhar por outro lado, a emissora da Barra Funda está certa em mostrar a imagem na íntegra, já que isso deixa a informação mais completa. Porém, como eu sei que sou o único a pensar assim, faço coro com quem mais achou aquelas imagens fortes e desnecessarias!!

Isso que a Record fez respinga um pouco no post anterior, que falava sobre sensacionalismo. Essa deve ser a razão que levou os editores da JR a colocar tais imagens no ar: tentar impressionar e conseguir alguns décimos a mais da audiência dos "carniceiros de plantão"! Só que isso pode acabar se tornando um "tiro no pé", já que as pessoas começam a ficar com medo do que é exibido no jornal, pensando duas vezes antes de colocarem naquele emissora. Tá certo que grande parte da população não liga muito pra isso, mas ainda existem pessoas que se preocupam com esse assunto. Ainda bem que esse foi um caso isolado na linha editorial do JR.

O jornalista (e consequentemente, o editor da matéria) devem ter a consciência de que nem todo o material conseguido durante a produção de uma reportagem pode ou deve ser mostrado na íntegra (ou seja, sem censura ou edição), já que algumas imagens são fortes demais para qualquer horário, além de ser uma falta de respeito com as pessoas envolvidas no caso. Concordo que o jornalismo é um território livre de algumas regras morais (se elas estivessem em vigor, muito do que o jornalismo é hoje não existiria) mas nem todas as pessoas sabem disso. Então é melhor agir com certa cautela, já que nem todo mundo interpreta do mesmo jeito as reais intenções daqueles que têm por função nos deixar bem informados. Ver um jornalista mal interpretado é uma coisa tão feia de se ver quanto certas imagens...

[fonte: R7]

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O BBB rural ou A FAZENDA urbana?!

Tá com alguma coisa no olho, Bial?!

"É hora de dar uma espiadinha!". Essa vai ser a frase mais repetida nos próximos 3 meses, graças ao retorno do Big Brother Brasil à telinha. Essa 10ª edição do reality da emissora da família Marinho veio muito diferente das edições anteriores, graças à escolha "mixada" dos participantes (tem desde emo até bombado acéfalo) e algumas (várias) mudanças nas regras do programa, graças à inventiva mente do diretor Boninho, que pensa em tudo para a atração não cair no marasmo (e essa, acredite, não é uma frase elogiosa!).

Muitas pessoas, como em todas as outras edições, nem esperaram o programa estrear e já começaram a destilar uma enorme quantidade de críticas. A maioria delas acusa o BBB de ser um programa "burro", que não traz nenhuma utilidade à mente e à vida das pessoas. Eu mesmo, até a 9ª edição, pensava assim: um programa desses não tem nem a mínima carga cultural pra ser contado com os da cultura inútil (é...). Porém, a estreia de "A Fazenda" me fez repensar minha posição. Ora, se eu assisto ao da Record, por que razão não dou uma chance ao reality da Globo, que eu havia deixado de assistir na terceira edição?!

Os "brothers" e as "sisters": esse ano tem de tudo um pouco!

Pois foi o que fiz. Na terça, 12, lá estava eu em frente à TV para assistir à estreia do "zoológico" humano, como bem diria alguém (eu sabia quem disse isso, mas esqueci o nome.... sorry!). À primeira vista, por incrível que pareça, eu gostei do que vi! A casa tá bacana, os participantes foram escolhidos a dedo (podem falar o que quiser, mas o Boninho sabe escolher elenco de reality!) e até as intrigas entre os participantes deram o ar da graça para o deleite de quem adora ver essas coisas! (só um adendo: as vozes da "dlag" e da policial são quase insuportáveis!)

Mas... prestando mais atenção, dá pra notar uma coisa pertubadora: os críticos do BBB têm toda a razão. O programa realmente não tem nada culturalmente útil (nessa temporada, os psicólogos podem mudar de canal e ver o "experimento social" chamado "Solitários" no SBT). Ficar muito tempo exposto àquilo pode trazer danos irreparáveis à mente e uma imagem muito errada da realidade (coisa que antigamente só era atribuída à ficção... se bem que ninguém garante que no BBB a coisa não é ensaiada...). Porém, um outro grupo de críticos também está coberto de razão: os que criticam "A Fazenda".

Os "fazendeiros" da Record: marasmo e tédio são as palavras de ordem!

Sim, eu estou dando razão à pessoas que falam mal do reality da emissora que eu defendo (tá vendo que eu não sou "cego"?!). Se formos parar pra analisar, ambos os realities não trazem nada útil. Existem algumas diferenças, claro: enquanto na fazenda os famosos estão tentando ser eles mesmos sem ferir a imagem que eles levaram anos pra erguer, no BBB temos um bando de anônimos que não têm nada a perder e querem a fama a qualquer custo, nem que pra isso eles tenham que se rebaixar.

Aí dá pra criticar duas coisas: teoricamente, estamos diante de dois "reality shows", onde deveríamos ver a realidade diante de nossos olhos, com os participantes fazendo coisas reais, por mais chatas que elas possam parecer. Por alguma razão estranha (fama, dinheiro...), não é bem isso que vemos. Na maior parte do tempo nós vemos os famosos e/ou anônimos encenando alguma coisa diante das câmeras, ou você acha que Theo Becker era maluco daquele jeito ou então, o que era aquele papel que o Dómini, em um dos BBBs, estava segurando?! Um script?! (não, não estou me referindo à Twittess e seus scripts para aumentar o número de seguidores no Twitter)

Segundo: que realidade é aquela mostrada nesses programas?! No Big Brother temos 17 pessoas vagabundando o dia inteiro, como se estivessem em férias eternas. Na Fazenda ainda dá pra ver algum esforço físico, mas, convenhamos, alguém acredita que numa fazenda só tem aquilo pra fazer?! Poxa, se for verdade, a vida do povo do campo é muito legal!

Provavelmente esse trabalho todo seja o motivo do marasmo encontrado na reality campestre da Record. Com todo o tempo ocupado por trabalhos e provas, os roceiros não têm tempo para as famosas "picuinhas", normais nesse tipo de atração (além de bocejarem diante das câmeras nos programas ao vivo!)! Vindo pela contramão, temos os "brothers", que têm MUITO TEMPO LIVRE, suficiente para se promover diante do Brasil, seja através de "romances no edredom", seja com as famosas brigas e panelinhas. Aliás, nessa 10ª temporada, a produção do BBB resolveu fazer um tributo à Fazenda, com a divisão dos participantes em "tribos" (que aliás, foram criadas das forma mais genérica e óbvia possível!).

O Grande Irmão está de olho em tudo o que você faz... como ele consegue isso?!

Não é isso que os "voyers" gostam de ver?! Se num programa tem gente "se pegando", brigando e fazendo nada, é quase certo que fará sucesso (o "escrachado" BBB dá mais audiência que a "recatada" Fazenda), já que vivemos numa sociedade em que o privado não existe mais, onde é "bacana" "dar uma espiadinha" na vida alheia, onde as pessoas adoram dar pitaco no que os outros devem ou não fazer. Resumindo: vivemos numa sociedade onde é legal ficar de olho nos outros, numa espécie de versão aumentada (e piorada) da realidade descrita por George Orwell no livro 1984, onde a frase "O Grande Irmão está te observando" foi cunhada, dando origem ao outro Grande Irmão que conhecemos e a suas variações! Falta pouco para entrarmos num colapso de privacidade. Quando isso acontecer, chegaremos à era do teto de vidro. Alguém está pronto pra isso?!

Ah, a resposta à pergunta do título do post é simples: nenhum dos dois! Parei de ver o BBB no segundo dia. E nem vou falar de "A Fazenda". Aliás, quem foi o último a sair?! Alguém sabe?!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ESPECIAL: Os novos novatos do jornalismo UFAL!!


Hoje, dia 08 de janeiro de 2010, a Universidade Federal de Alagoas conheceu seus novos estudantes. No PSS (Processo Seletivo Seriado... o vestibular daqui), ocorrido no fim do ano passado, 28.000 pessoas se inscreveram para as 3.503 vagas oferecidas para o campi Maceió. No início desse ano, quando foi divulgado o resultado da prova ocorrida no fim de 2008, o blog dos estudantes que estavam organizando a IX Semana dos Estudantes de Comunicação (a.k.a SECOM) disponibilizou uma lista com o nome de todos os aprovados (onde constava, inclusive, o nome desse que vos fala). Essa lista ganhou o nome de "Os nomes dos bois" (em alusão àquela famosa máxima que pede o nome das pessoas citadas numa história!).

Como até agora, 22:33 do dia 08, essa tal lista não apareceu, e os "feras" (pra quem mora em S.P. os famosos "bixos") ainda não deram as caras nas redes sociais (provavelmente por estarem enchendo a cara enquanto comemoram o resultado), resolvi me antecipar e, num momento "sou dono de cursinho e quero que o mundo saiba que aqui a taxa de aprovação foi alta", vou colocar aqui a lista de aprovados nos dois turnos disponíveis, diurno e noturno, na UFAL! And the nominees are...

COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO - DIURNO - MACEIÓ

AMANDA GOMES DE OLIVEIRA
BÁRBARA MARIA DE BARROS BEZERRA
BRUNO VANDERLEY DE GÓES
CAMILA PEIXOTO BRAGA
CARLOS HENRIQUE CARVALHO COSTA JÚNIOR
ELVYS DOS SANTOS PEREIRA
ERICK ROMMELL FERREIRA BALBINO
GLÓRIA MARIA VIEIRA DAMASCENO
HILDA PRISCILA DA SILVA
JOÃO PAULO DAS CHAGAS MACENA
JOÃO VICTOR ALVES DE GUSMÃO BARROSO
JOAO VITOR TEIXEIRA CASTRO CORREA
JULIANA COSTA CAVALCANTE
JULIANA MAYARA CAVALCANTI DE BARROS SANTOS
LETÍCIA PASCOALINO GONÇALVES
LUIZ HENRIQUE MOURA LOPES
LYARA CLARA MUNT E SILVA
MANUELLA DE MIRANDA VIEIRA
MARCELA TERRA VALE
MAXWELL DOS SANTOS MONTEIRO
NICOLLAS EMIDIO TAVARES SERAFIM
PAULO ANDRÉ SILVER VIEIRA
PAULO JOSÉ VERAS GONÇALVES
RAFAEL VILLANUEVA TEIXEIRA
RAFAELA MELO DE ALMEIDA
RENATA MARIA RAMIRES BARACHO
SUSANIQUELE DA SILVA MENDES
TAMIRES FAUSTO MENESES
TAYNÃ GOMES DE MELO
TAYNARA PRETTO TENÓRIO DA CUNHA
VICTOR HUGO MENEZES DE FARIAS
VIVIANE PEREIRA DIÉGUES DE ARECIPPO
FERNANDA FERREIRA DE JESUS
MARIA ELIVANIA SILVA SANTOS
ROSIANE MARTINS DA SILVA
SUYANE DE MENESES SILVA
VIVIANE TIMOTEO DE ARAUJO
AMOM NUNES CAMILO
FERNANDO ANTÔNIO DE LIMA E SILVA
MADYSSON WESLLEY DA SILVA

COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO - NOTURNO - MACEIÓ

ALINE MARIA BEZERRA PEREIRA
ANDERSON RICARDO JANUÁRIO DA SILVA
ARTUR OLIVEIRA DE ASSIS
AYRLLA MACHADO CORREIA VILA NOVA
BRUNO CAVALCANTE PEREIRA
CARLOS VICTOR COSTA SILVA
DANIEL FELIPE TEIXEIRA TORRES
DAYANE BATISTA DA SILVA
ERICKA MILENA ALVES DE ANDRADE
EVELLYN DE LIMA PIMENTEL
FELIPE DE SOUZA HENNING
FLÁVIO MARCÍLIO MAIA E SILVA JÚNIOR
GEANE DA SILVA
GILDEVAN FIRMINO DOS SANTOS
GUILHERME MILESI
ISABEL CRISTINA TELES PEREIRA LIMA
ISADORA EMILIANO DOS SANTOS
ITAWILTANA CAMELO DE MACENA ALBUQUERQUE
JEFFERSON MONTENEGRO BARBOSA XAVIER
JÉSSICA ANTONIELLE OLIVEIRA SILVA
LUCAS COSTA DE ALMEIDA
LUCAS DE OLIVEIRA LEITE
LUCAS FRANÇA DA SILVA
MARIA LUIZA SOARES DE MELO
MARIA OLÍVIA CORREIA MATIAS
MILENA MONTEIRO BARBOSA
MILTON GUEDES DOS SANTOS NETO
PATRICK EDUARDO ROCHA DA SILVA
PRISCILLA PEIXOTO BANDEIRA
ROBERISON ELIAS XAVIER SILVA
RUDSON LOPES DE AQUINO
SERGIO IVO CORRÊA COSTA
THIOGO DA ROCHA BENTO
YURI MENEZES MOURA
ALINE PEREIRA DA SILVA LIMA
JOELMA LEITE DE SOUZA
ANDRÉ DO NASCIMENTO
MARCOS JORDÃO FERREIRA CAVALCANTE
NELDSON MARCOS ALVES DOS SANTOS MENDONÇA
VANDEJER ADRIAN MELO DAS CHAGAS FILHO


Pronto, aí estão os nomes "dos bois". Espero que gostem da UFAL! Eu gosto! Ah, antes de encerrar essa post mais que factual (não sei nem se ele vai ficar muito tempo por aqui), tenho que adicionar mais dois nomes à essa lista: minha prima Isabele de Morais Costa e minha amiga Mariana Barbosa, que passaram em Ciências Sociais e Química, respectivamente! Parabéns a todos!!! E... se algum dos novatos estiver lendo esse post, recomendo a leitura desse texto aqui: "A magia da UFAL"... vá por mim, nele tem coisas que você TEM que saber!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E o ENADE?! O gato comeu!!

ENADE?! O que é isso?! É de comer?!

No dia 8 de novembro do ano passado, milhares de estudantes universitários em todo o Brasil fizeram a prova do ENADE, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, que busca avaliar a qualidade do ensino superior do nosso país. Aliás, o resultado dessa prova é tão importante que o MEC se baseia nela para distribuir o orçamento das instituições de ensino superior e para manter abertos ou fechar os cursos que não conseguirem um resultado no mínimo "satisfatório".

Apesar de todo esse peso, muitos inscritos não compareceram no dia da prova ou, por algum motivo, não conseguiram entrar nos locais onde a avaliação estava sendo aplicada. Outros ainda seguiram o conselho da UNE e boicotaram a prova. Para isso, a instituição estudantil alega que o ENADE não prova nada (se tornando um "ENADA"... hahahaha...ha, ha...er...) e que seu método de avaliar as instituições é falho, arcaico e não funciona como deveria.

Outra coisa que também marcou o dia da prova foram algumas reclamações de estudantes sobre seu conteúdo e até a quebra de uma regra que só liberava o estudante com o caderno de questões meia hora depois do início da avaliação. Um estudante de Brasília saiu meia hora depois de assinar a presença, mas com o caderno de questões embaixo do braço. Esse caderno foi parar nas mãos do DCE da UDF e teve seu conteúdo lido em voz alta (com o auxílio de um mega-fone) em frente a um dos locais de prova.

Mas essas são águas passadas e já não dá mais pra consertar as bobagens cometidas pela organização ou o desempenho fraco de alguns estudantes... aliás, esse último caso pode sim ser mudado. Aliás, já está mudando!

54. Guarde esse número, pois essa é a quantidade de questões anuladas (até o momento) no ENADE. 43 questões vieram se somar às 11 já anuladas da prova de Comunicação Social, ainda no ano passado. Esse alto número de perguntas consideradas inválidas já é recorde, desde que a prova começou a ser aplicada em 2004. Só para efeito de comparação, segundo dados divulgados hoje, 6, em 2008 a prova só teve 23 perguntas invalidadas.

Em outras palavras, a organização conseguiu quebrar um recorde negativo, chegando a deixar o valor maior que o dobro da prova de 2008! Quando você já viu isso acontecer numa avaliação do tamanho do ENADE?!

Um exemplo de questão eliminada que já ficou famoso é o da 19ª questão da prova de Comunicação Social, onde podíamos ler "Luís (sic) Inácio Lula da Silva", além de um pedido para analisarmos a reação da imprensa diante da afirmação do presidente, que chamou a crise econômica de "marolinha". Como a questão era daquelas que não tinha resposta errada, (e nem certa, creio eu) foi anulada alguns dias depois de ser aplicada.

A tal questão anulada. Eu até tentei tirar a foto da minha prova (que guardo até hoje), mas minhas técnicas fotográficas falharam miseravelmente, então, aí está uma imagem vinda da internet mesmo! [reprodução]

O MEC vai avaliar cada uma das 54 questões anuladas e, se ficar comprovado que houve incompetência por parte da CONSULPLAN na hora da elaboração das provas, a empresa pode até ser proibida de participar da elaboração de outras avaliações, sejam elas de concursos públicos, vestibulares ou provas ao estilo do ENADE. Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que avalia o resultado das provas, o dano da eliminação de tantas questões será pequeno para os estudantes, já que as anuladas contarão como respostas corretas. O instituto também salienta que "Se fosse uma prova como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), anular tantas questões inviabilizaria que as universidades usassem a prova para escolher seus novos alunos. Com o Enade, isso não acontece", além de que o número de anulações cresceu tão assustadoramente porque o número de cursos avaliados também cresceu (tá, se eles tão dizendo...).

Sabe d'uma coisa?! Acho que estou começando a concordar com a UNE. Vamos torcer para que nas próximas provas a coisa não se repita, senão toda a credibilidade e seriedade da avaliação vai chegar a níveis mais baixos do que já está. E, convenhamos, a imagem do MEC não está menos queimada... Como diria o "desbocado e inconsequente" Boris Casoy, "isso é uma vergonha!"

Fonte: R7 (sim, o portal que ganhou esse post elogioso aí embaixo!!)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

"Opa, eu disse isso alto?!"

Tem gente achando que ele deveria ficar assim pra sempre... ah, e Boris já ganhou seu artigo na "Desciclopédia"!

Acabam hoje as férias (forçadas) deste que vos fala, já que, finalmente, consegui sentar na frente do computador por mais de 15 minutos. E o fim do descanço não poderia ter vindo em hora mais oportuna, já que, há alguns dias, um renomado jornalista cometeu uma gafe sem tamanho, que está custando muito caro à sua imagem diante do público. Já sabe de quem eu estou falando? Não?! Onde você esteve nesses últimos dias?! Bem, eu estou falando de Boris Casoy, que, num momento de pura desatenção, "sinceridade extrema" e falha técnica num momento muito inoportuno acabou protagonizando algo "feio", e que acaba abrindo brecha para uma discussão sobre o assunto.

Antes de continuar, dê uma olhada nesse vídeo, que foi gravado na ida ao intervalo do "Jornal da Band", do dia 31/12/2009:



Num vazamento de áudio, os telespectadores da Band puderam ouvir o comentário que o âncora do jornal, Boris Casoy, fez sobre os garis, depois que alguns deles apareceram desejando feliz ano novo para as pessoas. "Que m$@%&... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...". Essas foram as palavras do jornalista. Elas, diga-se de passagem, repercutiram rapidamente entre os internautas, e o vídeo da "gafe" já foi visto quase 1 milhão de vezes no Youtube.

Vamos pular o óbvio fato de que esse foi um ato extremo de preconceito por parte do jornalista, que foi muito infeliz no que disse e que, pelo som de risadas no vídeo, foi apoiado pelos seus companheiros de bancada. O problema de fato está na reação das pessoas que assistiram ao vídeo e deram sua opinião, seja nos comentários do próprio vídeo, seja em alguns blogs "especializados" em TV (que já "comeram" muito da minha paciência e vão ganhar um "gentil" post em breve...). As pessoas estão, pode-se dizer assim, pedindo a cabeça do jornalista pelo que ele disse. Algumas estão indo mais longe, jogando a culpa na emissora onde ele trabalha, alegando que "quem faz uma emissora são as pessoas que trabalham nela. Então, as opiniões que elas expressam são as mesmas de seus patrões".

Vou repetir: é mais do que claro que o que o Boris fez é muito errado e até feio por parte de um jornalista do porte dele, mas ainda mais feia é a reação quase infantil de alguns que comentaram o fato. É como se toda uma carreira fosse destruída por conta de um comentário feito numa hora errada ou colocado no ar por algum equívoco.

Não, eu não estou defendendo o preconceito, o Boris ou a Band. Nem maldizendo quem se sentiu ofendido pelo que foi dito. O que eu estou tentando argumentar aqui é que estamos num país em que existe liberdade de expressão e, mais importante, de pensamento. A hora em que o comentário apareceu foi inoportuna? Foi (e muito)! Mas alguém pode criticá-lo por pensar assim? Poder até pode, mas não a ponto de querer fazê-lo mudar de ideia , "destruí-lo" ou desejar uma morte lenta e dolorosa pra ele. Isso iria contra a constituição, além de parecer muito com o que foi feito durante a ditadura em nosso país, época em que niguém podia expor seus pensamentos de maneira clara.

Eu discordo totalmente do Boris nesse negócio de "gari é uma profissão baixa". Muito pelo contrário. Pode parecer até um discurso piegas e batido, mas gari é uma profissão tão digna quanto qualquer outra e tão imprescindível como poucas. Concordo inclusive com o fato de que ele perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Mas também acho que qualquer pessoa pode pensar da maneira que quiser sobre qualquer assunto. É sábio que as pessoas mudem de opinião, reconhecendo que estão erradas. Mas enquanto isso não acontece, elas têm todo direito de achar o que quiser! Tá lá na constituição, poxa!! Mas, do mesmo jeito que todos temos liberdade pra pensar, também temos liberdade para discordar. E isso foi o que as pessoas que assistiram a essa cena fizeram. Só que da maneira errada, partindo, inclusive, para a baixaria, xingando jornalista e emissora de todos os nomes possíveis (alguns impublicáveis nesse espaço).

Outra coisa: nem sempre o que é dito por um jornalista reflete a opinião do grupo para quem ele trabalha. Os telespectadores que se sentiram ofendidos ou algo do tipo têm que saber separar o pessoal do coletivo. Quando algo desse tipo acontece, geralmente há alguma retratação ou editorial, informando o que realmente se passa na cabeça dos chefes de jornalista "A" ou "B". No caso do "JB", o próprio Boris tratou de se desculpar durante o jornal do dia seguinte. Algumas pessoas não desculparam o jornalista e, pelo que dá pra ver, esse assunto ainda vai render muito, além de respingar para sempre na imagem do âncora, mas, pessoal, vamos ser um pouco mais maduros e encarar isso como um fato isolado, que não pode fazer ruir uma carreira inteira. Outra coisa, se as pessoas fossem tão "certinhas" assim, não ficaríamos calados diante das safadezas de nossos políticos, que, entra ano, sai ano, continuam lá, xingando meio mundo de eleitores e na "maciota", brincando com nosso dinheiro, com a nossa cara e com a nossa vida. Isso sim, pra mim, "é uma vergonha". [em outras palavras, nós temos mais com o que nos preocupar ao invés de ficar "chutando cachorro morto"!].

Vou encerrar esse assunto por aqui citando Voltaire, um filósofo francês: "Desaprovo o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo". Concordo plenamente... apesar da frase não ser exatamente dele... mas, quem liga?!

P.S.: Por falta de ideia melhor, resolvi usar como título desse post uma frase que, durante o fim do ano, eu repeti inúmeras vezes depois de falar alguma coisa sem pensar (imagine quantas vezes foram e em que situação isso ocorreu... é melhor deixar pra lá!)

Fontes: Yahoo! Brasil; Época Online (é, dessa vez, nada de R7!)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Não vou citar nomes..."

Bem... aí o nome não foi esquecido...

Desde que o mundo é mundo, as pessoas adoram saber o que se passa na vida alheia (dos outros... foi mal, não resisti!). Antigamente, as janelas das cidades pequenas eram o lugar certo para ficar sabendo de coisas como "sabia que a fulana traiu o marido com o cicrano?" ou "sabia que o filho do coronel..." (er, melhor deixar esse último pra lá), graças aos serviços de entrega de informações fornecidos por aquelas digníssimas senhoras que, com muito tempo livre, ficavam conversando sobre o que se passava dentro das casas dos seus vizinhos. Ainda hoje é possível encontrar senhoras assim, que estão por dentro de tudo o que acontece na sua rua e sobre você (vá por mim, elas sabem!).

Hoje em dia, com o advento das comunicações e o fascínio que a vida dos famosos exerce sobre alguns, a moda é falar sobre a vida dos ídolos das pessoas. Esqueça o fato de que os famosos aderiram ao Twitter e agora se expõem sozinhos. Ainda existem MUITOS setores da imprensa que se especializaramm em seguir e publicar cada detalhe da vida dos muito famosos, dos meio famosos e dos "famosos?", fazendo a alegria das pessoas que gostam de ler sobre esse tipo de coisa.

Mas vamos esquecer por um momento aqueles argumentos óbvios que defendem a privacidade das pessoas, sejam elas famosas ou não. Aqui nesse post eu quero destacar uma outra coisa que me chamou a atenção: a ética do jornalista. Ela diz (creio eu) que o jornalista deve sempre prezar pela verdade e que, se não for oportuno, ele não deve publicar o nome das pessoas envolvidas em algum fato, digamos, "pessoal demais". Até certo tempo atrás as pessoas respeitavam isso. Só que agora...

Fabíola Reipert, em seu blog no R7, postou uma notícia que fala sobre a chantagem que "certa" apresentadora de TV está sofrendo do ex-marido, que, se não receber R$15 milhões, promete colocar na internet, para quem quiser ver, um vídeo dele com essa apresentadora, fazendo "lesco-lesco" na cama com mais uma pessoa (=O). Até aí tudo bem, pois essa é só uma fofoca normal, onde, para a proteção dos envolvidos, a repórter omitiu seus nomes. O problema está nos comentários que os leitores fizeram dessa notícia...

Coisas como "qual é a graça de dar a fofoca sem citar nomes? #fail" e "perdi meu tempo lendo isto …! Pior que uma fofoca …é uma 1/2 fofoca. Com certeza vc deixou o profissionalismo em casa hj ." e até gente dizendo que ela era uma má profissional por causa disso. Caramba, o que aconteceu com as pessoas?! Elas enlouqueceram?? Agora um jornalista é classificado como ruim se não diz os nomes em uma fofoca???

Muito provavelmente, Fabíola Reipert fez isso por medo de levar um processo ou para não atrapalhar a história (apesar de ser quase possível advinhar dois dos nomes...). Isso foi quase ético demais. O que importa, de fato, é a notícia, já que ela pode levantar várias questões diferentes e levar a um debate relevante sobre alguma coisa. Agora, a falta de privacidade (iniciada, diga-se de passagem, por alguns setores do jornalismo) chegou a um outro nível, onde a credibilidade do jornalista é posta em xeque se não jogar toda a "m#%*@ no ventilador", pra todo mundo ficar sabendo.

É meio complicado um negócio desses. Ainda bem que, para a sorte dos jornalistas (nós!) os famosos estão tomando as rédeas da exposição da vida deles. Assim, não precisamos nos sentir tão atacados quando alguma coisa desse tipo acontecer (e nem na obrigação de falar sobre). No futuro, se a coisa continuar assim, podemos até esperar alguns ataques pessoais se não devassarmos completamente a vida de alguém (e isso não se restringe às fofocas, viu?!?!). Precisamos rever aquela história de "o leitor (e o cliente) tem sempre razão", porque, senão...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

É tudo uma questão de numeros!!

Geraldo Brasil... digo, Geraldo Luis, a mais nova vítima da falta de audiência

A notícia que demos no "dgCAST" se confirmou: Geraldo Luis saiu do ar. Motivo: falta de audiência. O que mais chama a atenção nessa caso não é exatamente a saída e sim as condições que levaram à ela. Logo no primeiro programa (há 5 meses), Geraldo conseguiu assombrosos 11 pontos de pico, o que fez com que a direção da Record abrisse um sorriso de orelha a orelha. Depois de uma "leve" queda, a produção do programa resolveu investir numa cobertura MASSIVA de "A Fazenda 1". O resultado foi o melhor possível, já que, todas as vezes em que o reality era abordado como pauta, a audiência reagia, tanto que, num dia, o programa se estendeu até 7 horas da noite, quando normalmente terminava às 5 da tarde, fazendo o sorriso brotar no rosto dos diretores da emissora mais uma vez.

Porém, como já havia acontecido antes, a audiência do "Geraldão" voltou a cair, para pífios 3, 4 pontos, perdendo do SBT, da Rede TV! e até mesmo da Band, restando uma briga ridícula com a Tv Cultura e a Gazeta. Pensando que a mesma fórmula de antes daria certo, lá vai o Geraldo abordar a "Fazenda 2", com seu elenco muito mal escolhido. Resultado: às vezes a audiência do programa caia para incríveis 2 pontos, deixando a Record em 5° lugar. Cansada dessa patacoada toda, seja ela por causa de audiência ou por causa dos altos custos do programa, a Record achou por bem tirar o programa do ar e colocar uma programação infantil (tão morna quanto o Geraldo) no lugar. Durante o encerramento de seu último programa, nessa sexta-feira (18), Geraldo pediu para que seus fãs o esperassem em 2010, quando, teoricamente, ele volta com um programa semanal.

Mas não pense que esse negócio de "não deu audiência?! RUA!!" é exclusividade de emissoras "não globais". A própria Globo, recentemente, tirou do ar o seriado "Norma", protagonizado pela atriz Denise Fraga, também por causa da baixa audiência. Há alguns anos, Cazé Peçanha também foi tirado do ar na Vênus Platinada, por causa de baixa audiência. O coitado só ficou cinco semanas no ar. O que foi uma pena, já que tanto o programa do Cazé (eu vi!!) quanto o de Denise (dizem) eram boas opções frente ao que era oferecido pelas outras emissoras.

Outra coisa muito comum nesse negócio de audiência é a pressão feita em cima das equipes de produção dos programas. Dizem que uma das redatoras do "Programa do Gugu" se demitiu da Record e voltou para o SBT. A razão disso, segundo ela, foi a pressão que a direção da emissora fazia em cima da equipe por uma melhor audiência.

Como é ela que define o tamanho do merchandasing que será feito nas emissoras, a audiência é tratada como um tesouro sem tamanho, já que, além de definir a parte financeira, o "real-time" (a medição em tempo real feita pelo IBOPE) ajuda os diretores dos programas ao vivo a definir estratégias de última hora para dar uma alavancada nos números e levar suas atrações ao primeiro lugar. Os diretores do Pânico e do Gugu (Allan Rapp e Homero Salles, respectivamente) usam esses números para bolar planos mirabolantes e ficarem se alfinetando via Twitter (dizem que é de brincadeira... tá, sei...).

A Record, recentemente, andou levantando suspeitas sobre a idoneidade do IBOPE, único instituto do país que mede a audiência das emissoras de TV, alegando que, durante aquele apagão que deixou mais da metade do país no escuro, a Globo ainda se manteve na liderança (como, se ninguém podia assistir?), enquanto ela e as outras emissoras estavam dando traço (0 ou alguma coisa muito próxima a isso). Essa aparente "guerra" da emissora de Edir Macedo contra o IBOPE rendeu assunto por algumas semanas, mas agora ninguém fala mais sobre.

Deu pra notar o poder que esses números têm, né?! Eles podem manter ou tirar um programa do ar, fazer com que sua atração favorita seja reformulada ou totalmente modificada. Eles também definem o quanto de intervalo comercial você verá na TV antes de começar a se divertir. Mas tem uma coisa que eles não conseguem fazer: elevar a qualidade da programação.

Você já percebeu que os programas mais "vazios" são os que dão mais audiência? Pois é, por causa desses numerozinhos, as emissoras morrem de medo de investir numa programação mais "cult". O que aconteceu com a "Norma" foi um sinal do que pode acontecer no futuro: os programas mais bem elaborados se reduzindo até serem totalmente extintos. Ainda bem que algumas emissoras grandes, como a Record, com seus "50 por 1" e "12 mulheres", e algumas emissoras pequenas, como a TV Cultura e a TV Brasil ainda se arriscam a fazer esses tipos de programa, que quase não dão audiência, mesmo que o poucos que os assistem façam um grande "polegar para cima" quando falam nesses programas (veja, por exemplo, os comentários que o Hiago e o Lucas fazem no "dgCAST #0).

Outra coisa que também acontece é o desrespeito com o telespectador. Cada ponto no ibope equivale a 60 mil pessoas. Agora pense comigo: se um programa dá 2 pontos de audiência, quer dizer que existem 120 mil telespectadores, que, por alguma razão, dão de seu tempo para assistir àquele programa. Se esse mesmo programa sai do ar por aqueles "pífios" 2 pontos, são 120 mil pessoas que ficaram órfãs desse programa. E aí, como fica?

Por essas e outras, acho que é um erro tremendo se fixar na audiência para construir uma programação. Nem sempre o que a maioria do povo quer é bom. Se fosse assim, aquele horrível programa "Pegadinhas Picantes", onde mulheres mostram os peitos, o que mais dá pra mostrar e alguma insinuações de sexo às 10 horas da noite seria o 'modelo a ser seguido", já que sempre dava em torno de 10, 12 pontos de audiência (ainda bem que esse "vai rodar" da programação do SBT!). E nem sempre um programa que dá baixa audiência merece ser tirado do ar, já que existem pessoas assistindo!

Se aquele ditado que diz "A voz do povo é a voz de Deus" está certo, então Nelson Rodrigues, quando disse que "toda unanimidade é burra", está mais certo ainda!!

P.S.: eu também desconfio do IBOPE!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A maldição da inclusão digital!

Tenho duas notícias, uma boa e outra ruim. Vamos à boa primeiro: os brasileiros estão entrando mais na internet. De acordo com dados de 2008 do IBGE, 41 milhões de brasileiros já nevegam nas ondas da World Wide Web (entre 2005 e 2008, o aumento foi de 75,3%, o que é, num país como o nosso, em que a desigualdade social é tão gritante, algo espantoso). E a má notícia: os brasileiros estão entrando mais na internet. Contraditório? Sem sombra de dúvida. Mas há uma razão para essa minha aparente incoerência: cada vez mais pessoas estão "colocando suas ideias em prática" e postando isso em algum site na web, para quem quiser ver.

A MTV Brasil tem um programa chamado "Fiz na MTV", que é uma seção de vídeos feitos pelos telespectadores e postos no ar, durante toda a semana. Como a propaganda do programa (?!) diz, agora qualquer um com uma câmera na mão pode fazer materiais de qualidade e mostrar ao mundo. Isso é fato. O problema é que essa facilidade está fazendo alguns "diretores muito criativos" saírem de suas tocas, nos expondo às suas ideias malucas e seus vídeos que são toscos até a espinha dorsal.

Certo, eu já falei sobre isso aqui no blog por duas vezes (deu pra notar que eu gosto de falar nisso, né?!). Inclusive, num desses posts eu "elogiei" bastante (até parece) a Stéfhany "Cross Fox" e suas produções caseiras, dignas de exibição no churrascão de fim de ano na casa daquele tio mala e cheio da grana, pois só se distraindo com a comida pra poder prestar atenção em alguém que repete de dois em dois minutos "eu sou absoluta". Seria isso "auto afirmação"?! Não importa, mas o fato é que, depois da Stéfhany, muitos outros vídeos de "candidatos a cantor" começaram a pipocar na internet, como no caso da Ximbica, que você conheceu aqui (e que, diga-se de passagem, é bem melhor que a Stéfhany e a - vão me bater por causa disso, mas, tô nem aí - Lady Gaga (que vai ganhar um post só dela aqui no dgp em breve!).

Mas, quem achava que essas músicas "descaradamente copiadas" de outras e cheias de "eu me achismos" estavam restritas às mulheres, está redondamente enganado. Parece que a facilidade de acesso à internet e de gravar qualquer coisa em qualquer aparelho (graças à já citada inclusão digital) criou uma nova vertente musical, que, agora, também está sendo seguida por homens. Sim, homens, que também estão fazendo suas versões de "Eu sou Stéfhany"... é, isso mesmo que você leu. Meio assustador, não?! O pior de tudo: se você achava que a Stéfhany reinava sozinha na categoria "sou tosco e me orgulho disso", é hora de pensar de novo.

Dois representantes me chamaram a atenção. Um se chama Maxwel (indicação da Cecília), que resolveu "enfrentar" a menina do Cross Fox com um Rolls Royce. Porém, algo não mudou: a mania de se achar. Enquanto a Stéfhany diz que é linda e absoluta, Maxwell afirma (que fique claro: ele é quem diz!) que é "rico e bonito" (ele diz que tem várias mulheres, mas, vendo o vídeo, dá pra duvidar dessa afirmação...). Mas aí tem um outro detalhe. A qualidade técnica do vídeo desse cara é muito melhor que o da "Cross Fox girl", assim como o da Ximbica também é (se você tiver coragem de assistir o vídeo do cara, repare nos takes do carro em movimento... tá bom demais pra ser caseiro). Se você já acompanha minha campanha (?!?!?!?) para "destronar" a Stéfhany, deve ter imaginado, "pronto, ele vai colocar o vídeo desse cara aqui". Não, dessa vez não. A Ximbica entrou aqui porque é melhor que a piauiense (#fato). Mas daí a colocar outro "razoável" seria um pouco demais. Por isso, vamos jogar os holofotes em outra pessoa...

O nome dele: Eric Augusto. Além do óbvio fato de sermos quase xarás (sim, é com "x"... algum problema?!), ele tem algo que nenhum outro, até esse momento, conseguiu: ele é RUIM, mas MUITO RUIM. Tão RUIM que chega ser extremamente engraçado. O pior de tudo: ele deve ser a única pessoa no mundo que conseguiu fazer um segundo clipe MUITO PIOR que o primeiro. Sim, ele regrediu!! Uma pessoa assim merece um pouco da sua atenção. Por isso, deixemos o Maxwel e aquele outro corinthiano (esse fez uma música chamada "No meu fuscão"... imagina em quem ele se baseou...). Agora, com vocês, a prova de que a inclusão digital não é lá tão boa quanto parece ser (ouviu, Maxwell?!?!?)... Eric "eu também tenho um Cross Fox e sou tão absoluto quanto a Stéfhany" Augusto (para seu deleite, vou postar os dois vídeos dele aqui... veja se eu não tenho razão!):

Primeiro, o "bom" (defina "bom"...), "Versão Masculina da musica Eu Sou Stefhany (No Meu Cross Fox)", nas palavras do "diretor" do vídeo, feito para um trabalho de produção multimídia, Gabriel k Cicchelli... quanto terá sido a nota que ele ganhou?!?!



Agora, o campeão da categoria "Ritmo? Compasso certo?! O que são essas coisas? São de comer?!", "Bonito ou feio", versão "Ericdiana" de "Black or White", do Michael Jackson. Ainda bem que o outro estava valendo nota e esse não... assista pra entender o motivo disso (tente não enlouquecer e não abaixar o volume do alto falante ou do seu fone de ouvido!)



Preciso dizer mais alguma coisa?!?!? Será que a humanidade sobrevive a tantos Erics, Ximbicas, Maxwels e Stéfhanys?!?! Ou será que os Maias estavam prevendo que essas coisas iriam dominar a internet em 2012, causando a destruição do planeta?!?!? Só o tempo dirá... tsc tsc... bendita inclusão digital... (tô sendo irônico!)

P.S.: pra encerrar de vez esse assunto, está aqui, para quem ainda não viu, o link do "Escolha seu Nerd", do grupo "Os Seminovos", que ganhou o VMB 2009, na categoria "web hit.".. até que os caras não são ruins...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tem "cospobre" até na tv brasileira!!

"Cospobres" do Sonic... tosco é apelido!
Fonte: SEGA Nerds Brasil

Cosplay, segundo a Wikipedia, "é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por "jogo de disfarces" ou "jogo de fantasias" (...), para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real, concreto ou abstrato, (...) acompanhado da tentativa de interpretá-los [ou parecer com eles] na medida do possível."

Existe ainda, uma outra vertente, a "cospobre", que é mais ou menos a mesma coisa que o "cosplay", só que com pouco ou nenhum orçamento, o que obriga o "candidato a cosplayer" a se virar como pode, tornando sempre a situação hilária (dá uma olhada na foto que ilustra esse post).

Mas aí você me pergunta: tá, e daí?! Bem... ultimamente, o que andamos vendo na tv brasileira é um verdadeiro show de cosplayers, com programas copiando fórmulas prontas no mundo todo, sem pedir permissão e se achando "donos" desse ou daquele formato "usurpado" da TV estrangeira, com direito a "ressentimentos" daqueles que os copiam...

Recentemente, aconteceu no Twitter uma dessa "briguinhas de cumadre", entre um "cosplayer" e um "cospobre", ou melhor dizendo, entre Luciano Huck e Homero Sales, por conta de um punhado de formatos de atrações. Enquanto Gugu apresentava a entrega da reforma de um caminhão, o apresentador da Globo ficou "alfinetando" a concorrência (alguns comentários meio ácidos demais). Após o fim do programa, Homero Sales, diretor do programa da Record, rebateu todas as afirmações de Huck... só faltou chamar de bonito.

Mas qual era a bronca, afinal?! Simples. Huck se acha o "pai" desses quadros de reforma de casa/carro, por conta de seus quadros "Lar Doce Lar" e "Lata Velha". Para ele, os outros programas que também fazem isso, como o "Programa do Gugu", o "Domingo Legal" e até o "Pânico", estão copiando suas "ideias originais". O que o marido da Angélica esquece é que nem seus quadros são 100% originais, já que a tv americana apresenta, a muito mais tempo, programas nessa mesma linha, como o "Extreme Makeover", de construção de casas; e o "Pimp my Ride", de reforma de carros. Além disso, os quadros do Huck não são licenciados dos originais, o que também caracteriza uma cópia.

Mas o que raios os "cospobres" têm a ver com essa ladainha toda? Bem... nada, mas a metáfora vale: enquanto Luciano Huck pode ser considerado o "cosplayer" dessa patacoada, graças a todo o orçamento e visibilidade que a Vênus Platinda oferece a ele, as outras emissoras ficam com os papéis de "cospobres" nessa história, já que as cópias são, digamos, estranhas. É como uma xerox da xerox. É inegável que a qualidade e o dinamismo das cópias do Huck são muito superiores que as dos outros. (sim, tô elogiando a Globo, mas ainda luto pelo "lado Record da força"!!)

Mas, pensando melhor, todos esses "copiões" da tv brasileira não passam de "cospobres", com um pouquinho mais de dinheiro que o normal, já que no Brasil, como já é tradicão, a qualidade vai se denegrindo com o tempo. Ou então, o dinamismo dos originais é jogado pela janela, como no caso do Gugu e suas reformas que duram tanto quanto uma partida de futebol (no metade da matéria você já dormiu!).

O ideal seria que nenhum programa daqui tentasse bancar o "cosplayer espertalhão". A originalidade está indo pelo ralo de uma maneira tão rápida que já não dá mais pra dizer "esse é original e esse é a cópia". No caso dos cosplayers, mesmo os muito bem feitos, ainda dá pra notar que não passam de versões (o que, convenhamos, é óbvio pra caramba!). O mesmo deveria se aplicar à nossa TV. Na ância de mostrar serviço, se equiparando ou tentando superar o original, os produtores dos programas se perdem um pouco e, mesmo com todo o orçamento do mundo, acabam se tornando só uma "cópia engraçadinha", como são os "cospobres".

Por isso, vamos colocar fim à duas coisas: à mente "cospobrística" e àquela frase do Chacrinha, "na tv nada se cria, tudo se copia". Só assim pra podermos começar a falar em qualidade!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"A tal da Stéfhany a Ximbica enterrou..."

Antes que o "dgCAST" se torne para o dgp o que "A Fazenda" é para a Record, vou começar os posts de fim de ano, já que, ora veja só, o ano está acabando... e este blog também. Mas essa já é um outra história. Na hora certa eu a conto!

Pois bem, há algum tempo atrás, fomos apresentados à Stéfhany "Crossfox", uma piauiense que pegou uma música da cantora Vanessa Carlton e fez sua própria versão, em que saia pra passear no seu carro (emprestado) e dizia que era/é absoluta. Na época, o vídeo da música que ela postou no Youtube fez um sucesso assustador, se tornando um dos mais vistos no país. Esse sucesso todo levou a garota à televisão, onde acabou ficando mais conhecida ainda. Além disso, os shows dela saíram do Piauí e ganharam o país... isso quando ela aparececia (os "fãs" alagoanos estão esperando por ela até hoje...).

Depois de sua conturbada participação no programa "Esquadrão da moda", do SBT (com direito à pérola: "Você é de áries?", pergunta o maquiador. "Não, sou do Piauí", responde a "atenta" cantora), a menina sumiu. Nem a "nova" música que apareceu no Youtube sendo creditada à ela é dela mesmo (pra quem ainda acha que Blush Blush é dela, esqueça... a voz que você ouve é de uma outra cantora, que fez aquilo pra dar uma ideia à piauiense...). Por onde anda, então, a menina do Crossfox?

Bem... enterrada à sete palmos abaixo do chão do estúdio de uma nova cantora, que surgiu pra colocar a Stéfhany em seu devido lugar. Ximbica (sim, Ximbica) é seu nome... Ela surgiu como personagem numa série feita para a internet, feita com base no jogo "The Sims 3", chamada "Tandy" (muito legal, por sinal). Nem seus criadores poderiam prever o tamanho do sucesso que a "cantora/atriz/modelo" faria, o que a fez ganhar vida própria, ofuscando a série onde nasceu.

Mas o que Ximbica e Stéfhany têm de diferente, já que as duas nasceram na internet, fazem versões de músicas famosas e ficam se gabando por serem (sic) muito bonitas, (sic) absolutas, (sic) irresistíveis, etc etc? A diferença está na parte técnica: enquanto a piauiense conta apenas com uma câmera caseira e o salão de festas do condomínio onde mora para gravar seus clipes, a Ximbica (que raio de nome, hein?!) tem uma estrutura muito melhor, quase profissional. Além disso, enquanto Stéfhany muda a letra e a melodia das músicas dos outros, Ximbica (¬¬) só muda a letra, mantendo a melodia original. Talvez aí esteja a explicação do sucesso que ela anda fazendo entre os viciados em The Sims e o resto do público, já que as músicas desta se tornam facilmente reconhecíveis... ou confundidas com as originais.

Mesmo que, na minha opinião, ambas estejam num grau de tosquice sem tamanho, Ximbica leva uma certa vantagem, já que suas músicas, além de já serem conhecidas, tem um ritmo até que bacaninha. Por isso, podemos dizer que a piauiense ganhou uma adversária à altura... e com uma boca tão estranha quanto... [medo].

Para aqueles que nunca viram nada da Ximbica (sério que você nunca viu?!?!?), aqui está o clipe de uma de suas músicas: "Ximbication" (?!?!?), baseada/copiada de "Celebration", da Madonna (a cópia ficou mais legal que o original... #prontofalei):



Tente esquecer a letra agora!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Coloquialmente falando...

Sandra Annenberg e Evaristo Costa: a dupla engraçadinha do "Jornal Hoje"

"Um calor do 'cão!'". Foi assim que a apresentadora do "Jornal Hoje", da Rede Globo, se referiu ontem, 24/11/2009 (desculpem, não resisti ao trocadilho), ao calor extremo que anda fazendo no Rio de Janeiro, que passa, fácil, fácil, da casa dos 30 graus. Outra que também resolveu "falar a língua do povo" foi a apresentadora do "Leitura Dinâmica", da Rede TV!, Renata Maranhão, que, ao se referir ao presidente Lula, disse, durante a escalada do jornal, que ele estava "P da vida" com alguma coisa, no dia 15 de maio desse ano.

Interessante, não?! Quando nós poderíamos pensar que um dia os engomadinhos âncoras e apresentadores de nossos telejornais sairiam falando como nós falamos nas conversas informais em torno da mesa de jantar ou fazendo piadinhas sobre as notícias (como no famoso caso do "A CGP foi pra PQP")?!?! Não pense que estamos diante da "era de Aquario" ou algo do tipo. Isso nada mais é do que uma mudança na maneira de fazer jornal na televisão. Acabou aquele abismo enorme que existia entre a linguagem jornalística e a linguagem informal. Não, não confunda com o "jornalismo Gonzo". O que está acontecendo aqui é uma adaptação do jornalismo tradicional, que resolveu se aproximar mais do telespectador.

Isso já acontecia há muito tempo na programação local da TV aqui em Alagoas, mas somente nos programas policiais, teoricamente mais popularescos. Os jornais tradicionais ainda são feitos à moda antiga. Mas agora, os grandes telejornais no Brasil todo estão seguindo uma linha mais popular, seja falando de assuntos mais próximos da realidade do povo (como os não sei quantos "Balanço Geral", da Record), seja usando uma linguagem mais informal (e sem o T.P., uma baita coragem), como o "Globo Esporte SP" e o "RJ TV", ambos da Globo; ou então juntando essas duas vertentes, como o "Jornal do SBT Rio", do... ah, você sabe de que emissora estou falando; ou mesmo colocando a apresentadora pra andar pelo cenário, como no já citado "Leitura Dinâmica" ou até tirando todas as notícias ruins, caso do curioso "Good News", da Rede TV!

Isso é muito legal se levarmos em conta o fato de que, assim, esses telejornais ficam mais leves, mais dinâmicos. Mas as equipes desses programas têm de tomar um cuidado extremo para não cair na baixaria, no popularesco, já que a linha que divide o popular do "super popular" é muito tênue. Além disso, por ser uma maneira relativamente nova de se fazer jornalismo, algumas emissoras estão "apanhando" pra fazer a coisa direito. Pergunte para a âncora do "RJ TV", que não consegue se entender com as câmeras!

Talvez esse seja o futuro do jornalismo: transformar o noticiário em uma conversa. Já existem alguns bons exemplos a serem seguidos, como o "Estúdio i", da Globo News, apresentado pela competentíssima Maria Beltrão (vi duas entrevistas dela e já me tornei fã!), que é uma grande conversa com o telespectador sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Se todas as emissoras seguirem essa fórmula, podemos esperar uma revolução interessante no jornalismo televisivo. Espero que isso não demore muito a acontecer! E você, estudante de jornalismo, já vá se acostumando a fazer isso... vai que resolvem acabar de vez com o T.P.?!?! (medo)

Pra servir de exemplo, veja o que Tiago Leifert anda fazendo no "Globo Esporte SP":



Isso é o que eu chamo de liberdade editorial!

Em tempo: já que estamos falando em mudanças, recentemente dois telejornais tiveram suas bancadas modificadas. No "Jornal da Record", saiu aquela bancada "marrom" e entrou uma "azul", que não tem nada a ver com o resto da redação. Já a Rede TV! teve a ideia mais idiota do mundo para a bancada do seu "Rede TV! News": agora, no meio da redação tem uma bancada giratória... sim, durante o jornal os apresentadores ficam girando como se estivessem num carrossel (com direito a câmera balançando e tudo mais, como a pintura da favela que aparece de vez em quando pela janela da redação)... E depois todo mundo achava o "Naked News" estranho...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

dgCAST #0



Finalmente, depois de muito apanhar da tecnologia, o primeiro dgCAST está no ar!! Não estranhe o número 0 ao lado do nome dele, é que depois de tanto trabalho, resolvemos tratá-lo como um "work in progress", ou, em outras palavras, uma peça bruta que deveria, mas não foi lapidada. Resolvemos publicá-la do jeito que foi gravada, pra você não perder nenhum detalhe. Pelo fato de ter demorado um pouco demais para ser publicado, nosso "podcast" já está um pouco desatualizado, então não estranhe se alguma das coisas ditas aqui for "requentada" (se as emissoras grandes podem, por que a gente não?!).

Chega de falar tanto! Ouça, dê sua opinião e aguarde a próxima edição!! (rimou!!)

Original idea by Marcos Leonardo

Ah, e uma última coisa... ignore o "eleitores" no início do post... kkkkk

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Herrar é umano" #6

Não leve a sério toda ordem que receber!
(ou cuidado com o link ao vivo da Globo. Ou ainda,
aprenda a agendar entrevistas... antes da Globo!)

Parece que esse é o mês do factual aqui no "dgp" pois, durante esse mês, nenhum "texto frio" (que poderia ser publicado a qualquer momento), tradição aqui no blog, foi postado. Mas fazer o que se a coisa anda "pegando fogo" em novembro, não é mesmo?!

Pois bem, ontem (10) ocorreu uma pane, causada, segundo o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, por mau tempo e fortes ventos na subestação de Itaberá, em São Paulo, o que ocasionou uma falha na transmissão entre os estados de São Paulo e Paraná. Isso fez com que 18 estados do país (mais o Paraguai) fossem afetados ou ficassem totalmente no escuro, sem receber energia oriunda de Itaipú. O apagão começou por volta das 22:15 da noite e durou até o fim da madrugada. No Paraguai, a coisa durou somente 30 minutos, segundo autoridades locais. O ministro Lobão disse também que a transmissão da energia foi cortada automaticamente pelo sistema, para que se evitassem problemas maiores.

Pois bem, hoje (11) foi o dia para que os jornalistas buscassem respostas dos responsáveis por toda essa "confusão". Como não é fácil conseguir uma "exclusiva", acaba ocorrendo uma guerra velada entre os profissionais, para ver quem consegue ser mais rápido. Eu disse "velada", mas às vezes a coisa foge um pouco do controle, como nesse caso que vamos ver agora, que aconteceu hoje e, pra piorar ainda mais, ao vivo!

A repórter Venina Nunes, da Rede Record, estava buscando uma entrevista com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ao vivo para o programa "Hoje em Dia". Só que ela não contava com um detalhe: a "Globo News" também queria essa entrevista com Zimmermann, mas, ao contrário da equipe da Record, a da Globo havia "marcado hora" com o secretário executivo. Até aí nenhum problema, era só a equipe da Record esperar um pouquinho, como manda a ética do jornalismo, para poder entrevistá-lo. Mas quem disse que essa espera aconteceu? Celso Zucatelli, apresentador do "HeD", ficou atiçando a Venina para que ela tentasse de qualquer jeito entrevistar o secretário, já que ele não estava ao vivo e sim esperando pra entrar (uma espera longa, diga-se de passagem). Como o ditado que diz "o apressado come cru" não mente, dá uma olhada no que aconteceu...



Então fica a lição: quando você se deparar com um âncora "chato", que fica te mandando fazer algo que você sabe que vai dar errado (ainda mais num link ao vivo), tente aquele clássico "jogo de cintura" para contornar a situação (ou seja, invente uma desculpa), senão acontece com você o que aconteceu com a Venina Nunes... é engraçado de ver, mas na hora deve ter dado uma vergonha... (aliás, esse vídeo é o momento "vergonha alheia" da semana!!!).

Outra coisa... perceberam que esse foi o primeiro ataque físico da guerra"Globo X Record"?! Quem protagonizará o próximo round?!?!?!

P.S.: a cobertura ao vivo, via Twitter, do jornalismo UFAL sobre o apagão foi muito boa!!! Tô rindo até agora!

domingo, 8 de novembro de 2009

ENADE pra não morrer na praia...

Prova de Brasília, que foi parar na mão do DCE da UDF
30 min depois do início da avaliação e que foi lida em voz alta
em frente a um dos colégios... legal!

Nesse domingo, 8, ocorreram em todo país as provas do ENADE, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, ou, em outras palavras, uma prova que avalia se o ensino superior do país está sendo feito direito e se os alunos estão aprendendo alguma coisa. Mais de 1,1 milhão de estudantes (como esse que vos fala) se inscreveram... aliás, foram inscritos (num processo incrivelmente democrático) por suas instituições. E, se você não fizer essa prova, não recebe o diploma no fim do curso! Não que faça alguma diferença para nós, estudantes de jornalismo...

Mas pra que serve o ENADE, você me pergunta. E eu respondo: é muito simples. As notas do ENADE variam de 1 a 5, onde 1 é muito ruim e 5, ótimo. Se o curso (e não a faculdade) alcançarem uma nota menor que 2 por mais de uma vez, o curso pode fechar. E o dinheiro que as instituições recebem do MEC é baseado também no resultado desse exame. Ou seja, se os estudantes forem mal, o mínimo que pode acontecer é um corte nos recursos (já tão escassos) das faculdades públicas do país. Só um detalhe: essa história de fechamento de curso é mais comum em faculdades particulares. A UFAL (minha "querida" UFAL), que é pública, corre um risco muito baixo de ter algum de seus cursos fechados.

O que é um verdadeiro alento, pois é algo comum os DCEs da maioria da universidades incentivarem os estudantes a boicotarem a avaliação, indo aos locais de prova somente para assinar a frequência. Não é nada estranho ver, passados os 30 minutos mínimos de permanência com a prova nas mãos, alunos saindo das escolas onde o exame está sendo aplicado. Alguns, como Yuri Carneiro, estudante de direito da UDF (Universidade do Distrito Federal), dizem que conseguiram responder todas as 40 questões nessa meia hora, mas a maioria esmagadora sai mais cedo porque boicotou a prova.

Mas qual a razão para esse boicote? Bem, a UNE (união nacional dos estudantes) alega, na pessoa de sua presidente, Lúcia Stumpf, que "isso é insuficiente, não aponta soluções. Nós exigimos que o governo federal avalie as universidades, conheça a qualidade dos cursos e ajude a regulamentar o ensino superior privado". Simplificando: o ENADE, na visão da UNE não avalia o ensino superior como deveria. E o MEC está, digamos, fazendo a avaliação de qualquer jeito e não como determina o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior), que utiliza outros critérios para avaliar os cursos, tais como a gestão, o corpo docente, a responsabilidade social da instituição, o projeto pedagógico do curso e variáveis que influenciam na qualidade do ensino.

Porém, o medo de que o curso seja fechado faz com que os estudantes compareçam e respondam as provas. Mas esse não é o único motivo que faz com que os estudantes saiam de suas casas (como os cariocas, que foram fazer a prova debaixo de um calor quase infernal) para serem avaliados. Algumas instituições oferecem algumas "bonificações" para aqueles que se saírem bem. Esses prêmios variam desde bolsas de pós-graduação até... carros zero quilômetro! Isso é o que eu chamo de injeção de ânimo!!

Vendo tudo isso, até parece que a prova era um bicho de sete cabeças, certo? Errado! Eu esperava uma prova muito mais complicada do que a apresentada hoje. Se você soubesse o mínimo de interpretação de texto conseguia fazer a prova numa boa. Não sei se isso se deve ao fato de que Comunicação Social é um curso mais centrado em leitura do que, por exemplo, matemática. Mas, mesmo assim, a prova estava num nível mais baixo do que o vestibular que eu fiz ano passado! Incrível perceber que depois que você entra na faculdade as coisas ficam mais fáceis!

Enfim, espero que a nota do já tão precário curso de Comunicação Social da UFAL não seja tão ruim e que os "UFALenses" que resolveram boicotar a prova não representem um obstáculo para que o curso possa se desenvolver. Mesmo que o ENADE nada mais seja que uma "loteria intelectual", pra ver qual instituição leva mais dinheiro dos cofres do MEC, é importante que o levemos a sério. Claro, eu apoio totalmente a luta da UNE para a melhora do sistema de avaliação ("O Conceito Preliminar de Curso [novo indicador implementado esse ano que leva em consideração a infra-estrutura, a titularidade dos professores e uma avaliação dos alunos sobre o currículo do curso] foi uma conquista nossa, com o boicote do ano passado. É um avanço, mas nós acreditamos que o Sinaes ainda não é implementado na sua totalidade", diz Lúcia.), mas, enquanto a coisa não muda, o jeito é "dançar conforme a música"...mas nada impede que criemos alguns passos, para que a coisa funcione do nosso jeito.

Image by José Cruz/Agência Brasil/ R7
Com informações de r7.com e estadao.com.br


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O "novo" Orkut...

Você já viu essa imagem aqui antes!

Xii... o que antes era só boato se confirmou! O ORKUT vai realmente mudar. Quer dizer, não exatamente. Vai ser mais uma daquelas mudanças que adicionam meia dúzia de novas funcionalidades e mudam um pouquinho o visual do site.

Isso já aconteceu antes, lembra?! No início, o visual do ORKUT era muito simples e usava um tom de lilás bem clarinho, pra combinar com o logo. Algum tempo depois, o visual ficou mais "arredondado" e a cor mudou para azul, em vários tons. Nessa orpotunidade, a mudança foi sendo implementada aos poucos. Eu me lembro de um dia ter acessado o site e ter visto o visual clássico. No outro dia, quando entrei de novo, lá estava o novo visual. Na ocasião, meu perfil mudou antes (bem antes, pra ser mais exato) que os de alguns amigos meus, o que fez com que eu me achasse um pouco (meu ego era meio estranho na época...).

Dessa vez a coisa está acontecendo novamente! Só que agora, o visual só muda pra quem receber convite de um cara chamado "Danilo Miedi", que foi contratado pelo Google para se passar pelo primeiro usuário do "Orkut 2.0". Ganha o convite quem tiver adicionado o cara na rede social. Simples assim. Quer dizer, nem tanto. Pra ganhar o tal convite, você precisa ser "sorteado" por ele ou ser "convidado" por alguém que já tenha o novo Orkut (exatamente como nos primórdios do site, em que só entrava quem era convidado por quem já estava dentro), mas, como até agora só se ouviu falar da maneira n°1, esqueça esse negócio de bajular quem já tem! Outra maneira de tentar a sorte é adicionando a comunidade oficial da "mudança" (quer "add"? Clique aqui).

Mas o que exatamente muda com esse novo Orkut? Bem, de acordo com o próprio Danilo, o visual ficou mais clean. Você agora não vê só o nome das pesoas que passaram pelo seu perfil, e sim a foto, o que, teoricamente, acaba com a necessidade de entrar no perfil do dito cujo pra saber quem é (pena... eu gostava de fazer isso...). Outra coisa que muda, aliás, que foi implementadada, foi a possibilidade de "escrever mensagens em sua página". Em outras palavras, o Orkut quer ser seu novo "Twitter", assim como o "Myspace" e o "Facebook" vêm fazendo há algum tempo. Por enquanto, essas são as únicas mudanças notáveis na rede. Para conhecer as outras, vamos ter que esperar o tal convite...

... que eu já sei que não vou ganhar, pois não adicionei nem o perfil do Danilo nem a comunidade oficial da mudança. Dessa vez eu não estou nem um pouco animado com essa "novidade". O Orkut vai deixar de ser ele mesmo pra ficar mais parecido com os grande sites de relacionamento. Acabou aquele "diferencial" que só o Orkut tinha, aquele "charme a mais", entende?! Não leve isso como uma "coisa de velho que odeia novidades". Não, não é nada disso (eu adoro novidades, diga-se de passagem). O negócio é que essa mudança me parece mais comercial do que realmente necessária (vide o estardalhaço que está sendo feito). Pelo menos, segundo o contratado do Google, o site vai ficar mais seguro. Quero ver como, já que vão ser adicionadas milhares de novas funções e nem sempre dá pra protejer tudo. Mas, se os engenheiros do site acham que conseguem, quem sou eu pra duvidar, não é verdade?!?!

Se você fizer muita questão de ser um dos primeiros a entrar no "novo Orkut" (lembre que ainda é teste...), siga os passos indicados aí em cima ou entre no blog do Danilo Miedi, que está aqui na barra lateral do dgp, e boa sorte!! Se conseguir o tal convite, compartilhe a descoberta com o resto da turma!! (=D) Ah, e cuidado com os "falsários" que resolveram atacar os anciosos!!

ATUALIZAÇÃO 05/11: Diferente do que eu disse ali em cima, os usuários que já têm o "Orkut 2.0" podem convidar seus amigos para "desfrutar" do novo Orkut. Então, se você quiser entrar nessa, bajule seu amigo que tem um "O" rosa gigante ao lado do nome no perfil do Orkut. Esse "O" é a indicação de que o cidadão (ou a cidadã) tem convites disponíveis pra você (e pra torcida do Flamengo!). Ah, e lendo a página de suporte do Orkut, vi que o Danilo Miedi está fazendo algumas "atividades" em seu blog (link na barra lateral aqui do dgp). Se participar delas, pode ser que você também ganhe um convite! Boa sorte... ancioso (a)!! =)

sábado, 1 de agosto de 2009

Cozinhando o jornalismo e nossa paciência...


Há aguns posts, eu comentei que o ministro Gilmar Mendes havia comparado os jornalistas com cozinheiros. Na ocasião, eu não havia entendido o que o levou a afirmar tal coisa, mas agora, graças ao pessoal do blog "Gilmar Dantas: 'Saia Às Ruas' e Não Volte Ao STF", eu entendi. É que ele adora cozinhar o tempo brincando de casinha, ou melhor, de jornalista. Olha aí uma imagem de nosso ilustríssimo ministro em ação! E, apesar de ser uma charge, ela só mostra o que nós já sabemos: nem pra ministro o cidadão serve!

Espero, sinceramente, que eu não tenha mais que escrever nada de ruim sobre ele, mas, se for o caso de "malhar o Judas", estamos aí!


terça-feira, 21 de julho de 2009

E ele ataca novamente!!

Pra quê o bico, ministro?

Gilmar Mendes. Esse é o nome. Está reconhecendo? Para aqueles que estiveram numa caverna nas últimas semanas ou meses, foi o Gilmar que derrubou, por 8 votos a 1, a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista nesse país. Em sua decisão, o ministro alegou que essa obrigatoriedade (êta palavrinha difícil) ia contra a liberdade de expressão e que para ser cozinheiro e costureiro não era necessário diploma... claro, agora só falta descobrir o que cozinhar e costurar tem a ver com escrever.

Claro que isso gerou revolta entre meus colegas jornalistas e estudantes de comunicação, tanto que várias manifestações foram feitas nos mais variados lugares do país, mostrando nossa desaprovação à essa decisão. Aliás, assim como os jornalistas, a população brasileira também se mostrou indignada com essa patifaria que é o Superior Tribunal Federal e as decisões tomadas lá.

Mas isso já ficou no passado, pois o congresso (sim, o congresso) está se mobilizando para tentar amenizar a situação criada pelo cara aí no topo do post. A PEC dos Jornalistas, como ficou conhecida, foi apoiada por 191 deputados e pelo presidente da câmara, Michel Temer, e vai ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, se for aprovada lá, passa para uma comissão especial, que servirá para acelerar a tramitação e chegada dessa PEC no plenário da câmara. Paulo Pimentel, deputado federal do PT/ RS, espera que ela chegue lá ainda no segundo semestre desse ano.

Pronto. Depois dessa atualização, vamos à nova. De acordo com a imprensa nacional, o ministro Gilmar Mendes foi o responsável pela volta dos deputados "Taturanas" à câmara dos deputados alagoana. (N.E.: a operação Taturana, da Polícia Federal, investigou o desvio de "alguns" milhões de reais da câmara alagoana. "Alguns" deputados foram indiciados e afastados de suas atividades parlamentares. Em seus lugares, assumiram os suplentes).

Pelo que dizem, o ministro alegou que essa era uma decisão técnica, pois os deputados haviam sido afastados por improbidade administrativa, uma coisa leve, que não serviria para afastá-los de suas atividades políticas... Ah, e mais um detalhe: alguns dos taturanas estão envolvidos em casos de crimes de mando, mas uma denúncia formal ainda não chegou no Ministério Público do estado (por isso não está sendo investigado, sacô?). Fato esse, aliás, que foi duramente criticado pelo ministro (=P).

Assim, parece que vossa Excelência adora colecionar desafetos. Depois dos jornalistas e toda a população (com cérebro) do país, agora ele compra briga com o MP alagoano, que vai mandar um ofício para o STF desmentindo esse historinha de não investigar as coisas.

Cuidado aê ministro... tem gente que bota olho gordo...