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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quando sua tarde fica chata...

"Muito +": suas tardes nunca mais serão as mesmas... nem suas retinas depois de ver esse povo aí em ação!

Coitado do público que passa a tarde em casa em frente à tv. Literalmente, depois que Sandra Annemberg e Evaristo Costa dizem boa tarde, começa uma sucessão de "conteúdo zero" que dá até medo. Para minha (in)felicidade, tive um raríssima quinta à tarde livre, e como fazia muito tempo que não via televisão no horário "nada nobre" da televisão brasileira, resolvi me arriscar e me expor à radiação emitida pela programação vespertina.

Foi um erro tremendo! É incrível a quantidade de lixo que pode entrar na sua mente nesse horário. Eu poderia discorrer sobre cada uma das atrações disponíveis, mas correria o risco de cair na mesmice e dizer o que você já sabe, pois as opções disponíveis já são conhecidas: ou você vê o um show de reprises na Record; ou vê alguma novela disponível no Sbt e na Globo; ou um casal insosso puxando o nsaco das celebridades globais; algum filme velho na "Sessão da Tarde" (onde você pode ver aquele filme pornô, "A Lagoa Azul", pelo menos duas vezes no ano); ou algum pastor de uma das três igrejas saídas da Universal, prometendo mundos e fundos para aqueles que contribuírem com trízimos e outras "amenidades" monetárias.

Correndo por fora, tem a Band. Por séculos ela tentou emplacar um sucesso nas tardes da tv. O problema é que foi sempre do mesmo jeito: fofoca, fofoca e mais fofoca, obviamente mostrando que o Tv Fama (da Rede TV!) não é suficiente para que você fique bem informado a respeito do que os famosos andam aprontando por aí ("as maiores confusões", como diria o narrador da "Sessão da Tarde"). Astrid Fontenelle; Leão Lobo; Rosana Hermann: todos já tiveram sua chance na tv de Johnny Saad, mas todos fracassaram. Contudo, a emissora do Morumbi não se deu por vencida, e mais uma vez investiu nas fofocas para tentar se dar bem.

E dessa vez, pela madrugada, a coisa chegou ao nível do patético! A bola da vez é Adriane Galisteu, que para não passar o resto da vida na geladeira, aceitou se juntar aos "famosos quem?!" e fazer um programa... de fofocas! Sim, o "Muito +" não passa de uma versão piorada daquelas revistas de fofoca que você encontra em qualquer sala de espera. Nas minhas zapeadas da tarde, dei de cara com um programa super colorido e a simpatia da Galisteu (não vou mentir, eu gosto dela como apresentadora). Depois de um vídeo contando a trajetória da carreira dela (anunciado com letras garrafais no pé da tela como "a vida de Galisteu sem segredos", mas que no fundo não trouxe nada que já não sabíamos a respeito de sua carreira/ vida/ seja lá o que for), começou um show bizonho de "pode ou não pode", onde um cara vestido "na última moda" e com trejeitos muito chatos (assim como o resto do elenco do programa) ficava tecendo comentários "nada a ver" sobre "coisa nenhuma".

Confesso que surgiu uma enorme interrogação em minha mente: o que é que aquele cara estava fazendo ali? Pra que exatamente serve esse programa? O que eu estou fazendo aqui, sentado, vendo isso?

Fiquei assustado com o nível em que chegamos. Claro que o motivo para isso tudo é bem claro: à tarde, a audiência cai muito, pois menos televisores estão ligados e as pessoas estão fazendo alguma outra coisa mais interessante. Mas caramba, ainda existem pessoas que veem tv à tarde. E essas coitadas, se não tiverem tv a cabo ou internet, estão expostas à qualquer coisa que as emissoras colocarem no ar. E a programação vespertina não passa disso: um show de qualquer coisa, pronta para lavar sua mente. Creio eu que esse é a razão que leva as outras pessoas a buscarem coisas mais interessantes.

Não aguentei aquilo por muito tempo. Dei mais uma zapeada, na esperança de encontrar alguma coisa interessante, mas não encontrei nada. Fiz então o que todo mundo deveria fazer: desliguei a tv. Não, eu não fui ler, mas aproveitei para me exercitar um pouco. Se a tv não estava afim de me ajudar a exercitar a mente, pelo menos mandei o sedentarismo pro espaço. Aquele conselho que a MTV dava antigamente ainda vale hoje: "[Se estiver em casa à tarde,] desligue a tv e vá ler um livro". Engraçado é que nessas horas, a programação da MTV parava e só essa frase ficava na tela, durante um tempo considerável, deixando quem assistia sem opção. Seria uma boa fazerem isso de novo. Enquanto não acontece, use seu controle remoto para fazer sua própria versão da campanha. Vá por mim, é muito bom! 

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A programação local que não é legal!

Um dos "astros" da tv alagoana em "ação" (cof, cof): o diretor, produtor, fotógrafo, contra-regra,
iluminador, câmera, editor de revista e garoto propaganda James "Silver" da Silva.

Opções para todos os gostos (e, até certo ponto, para todos os bolsos). É assim que podemos definir a atual situação da televisão alagoana. Mas não se engane. Apesar de essa frase parecer um elogio, ela também mostra uma "face oculta" da TV aqui em nosso estado: essa variedade não existe de fato. Quer dizer, existir até existe, mas é tão fraca que nem vale a pena estourar fogos comemorando seu poder de escolha! Pra provar que eu não estou exagerando, vamos analisar os fatos...

Começando pelo começo, temos os carros chefes da programação: os programas jornalísticos. O telespectador pode escolher entre os jornais diários (um beeem diferente do outro), os esportivos, que, para a felicidade de todos, começaram a se diversificar mais, mostrando que no nosso estado não existe somente futebol... ainda bem, porque nem disso dá pra se orgulhar. Além desses, temos os programas de entrevistas, o de matérias especiais (sim, um só), os temáticos e o "poderoso chefão", o arrebatador de multidões, os extremamente mal-feitos, mas ainda assim, líderes de audiência, programas policiais!

Vamos fazer uma rápida pausa nesses. Antigamente, eles se preocupavam em mostrar, somente, as mazelas da sociedade, ou seja, morte, gente necessitada e mais morte. Tanto que a grande maioria deles adorava exibir gente morta no horário do almoço. E o que é melhor: sem censura nenhuma! Imagine a cena: você, com sua família, em frente à TV em plena hora daquela macarronada com molho de tomate. Daí então, vocês ligam a televisão e dão de cara com a imagem de um cadáver com suas tripas para fora que, por estarem cobertas de sangue lembram, e muito, o macarrão que você está comendo! Legal, né!? Ainda bem que, com o passar dos anos, isso acabou (ou então, as emissoras aprenderam a usar o "embaçamento" da tela nessas partes). Aliás, acabou aqui, porque em Recife a coisa continua. E, segundo algumas coisas que andei lendo na internet, a prática chegou ao sul do país, através da (ora veja só) Record. Além disso, os programas policiais começaram a agregar outras coisas em suas "pautas", tais como "humor" (falta um pouco ainda, mas já é engraçadinho...), "revelação de talentos" (cof, cof) e outras coisas, que, creio eu, servem para deixar a programação mais leve... tá, sei!

Temos também outra categoria de programa que chegou recentemente à nossa TV, pegando carona na nova mania nacional: as revistas eletrônicas. Nesses programas, que são formatados para parecer com uma revista (até hoje não sei a razão disso. Se alguém souber, por favor, sinta-se a vontade para explicar... se tiver paciência, claro!), imperam os assuntos mais "light" (leia-se, sem graça nenhuma) e a culinária, que não podem ser colocados nos programas policiais. "Hoje em Dia", temos dois programas nesse estilo, que querem fazer parte do "Dia Dia" das donas de casa, transformando suas manhãs numa "Manhã Maior": "Cotidiano", na TV Alagoas; e "Feito pra Você", na TV Pajuçara. Detalhe: se revista eletrônica for o que é mostrado nesses dois programas, é melhor acabar essa historinha de "atulhar diferentes assuntos num programa só" por aqui mesmo!

Por último, mas não menos importante, temos os programas "inúteis", que não servem para nada (eu sei, é redundante, mas é verdade!). Ou melhor, servem só para ocupar espaço na programação. De um lado temos os programas eleitoreiros, que mostram as "boas coisas" feitas pelos políticos do estado. Por mais incrível que pareça, esses programas nunca ficam sem assunto. É como se os políticos locais estivessem o tempo todo trabalhando e inaugurando obras. Como nós todos sabemos que isso não acontece, temos um problema. De onde saem as pautas desses programas? Estranho... Se por um lado temos os políticos, do outro temos James Silver. Sabe quem é? Ele é o apresentador dos 15 minutos mais inúteis da televisão mundial! O seu programa, o Sem Estilo... ou melhor, o "Com Estilo", é daqueles programas que mostram umas coisas que as classes C e D nunca vão ter ou lugares em que essas pessoas nunca irão! Ou seja, é um programa elitista, que mostra o "Life Style of Rich and Famous" da alta sociedade alagoana. Em outras palavras, é um programa tão profundo quanto um pires ou a coluna social dos jornais. Seja sincero... essas coisas não têm a menor graça. Pra quê ficar sabendo que "Fulana e Cicrano estão juntos aproveitando a lua de mel na orla de nossa cidade. Felicidade aos pombinhos" ? E daí que eles tão aproveitando a lua de mel? Quem são Fulana e Cicrano?? Isso cai no ENEM??? Ah, faça-me o favor!

Enfim, analisando a (medonha) programação local de nosso estado, podemos perceber que os únicos de que podemos nos orgulhar são os jornalísticos (menos os policiais... desses é melhor ter vergonha), pois eles ainda prezam pela qualidade... nem sempre, é claro, mas eles bem que se esforçam! E, pensando bem, qualquer coisa é melhor que assistir ao "Com Estilo" e seu "Estilo de A a Z", em que os convidados, na maioria das vezes, associam a letra "X" com a Xuxa... é, além de "estilosos" eles também são criativos! (se for pra ficar rico e ficar assim, prefiro ser pobre!) E antes que eu me esqueça: quer ter uma boa ideia de como se faz televisão em nosso estado? Então, o "Esporte Campeão", da "TV Alagoas Mundial do Poder do Valdemiro Santiago". é o seu programa. James Silver perde feio pro Eduardo Canuto e sua equipe de repórteres... Para evitar que você enlouqueça vendo esse show de horror, não vou colocar nenhum vídeo do programa aqui! Um dia você vai me agradecer!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"A internet vai acabar com a televisão (...)" ?

Dá pra por "Bom Bril" na antena? A imagem tá ruim!

As palavras do título desse post foram ditas pelo cofundador do YouTube, Chad Hurley (foto), durante visita a São Paulo. Segundo ele, a internet vai mudar a maneira como as pessoas assistem ao que é transmitido hoje em dia pelas emissoras convencionais. Ainda segundo ele, "Nos próximos 5 a 10 anos vai haver uma transição, em que as pessoas vão preferir cada vez mais escolher os vídeos que querem ver", como já acontece atualmente no YouTube, que é o quarto site mais visitado do mundo (imagina qual é o primeiro...).

Parece meio apocalíptico, mas isso já é quase uma realidade. O número de vídeos postados na internet é cada vez maior (segundo dados, no YouTube são postadas quase 20 horas de vídeos por minuto), e o número de pessoas que assistem esses vídeos também não para de crescer. Além disso, há o fato de que as pessoas passam mais tempo na internet do que vendo TV, o que, comparado com o que acontecia no passado, é um verdadeiro avanço.

Ainda segundo Hurley, as telas de computador vão ficar cada vez mais parecidas com as telas de televisão e que as pessoas vão assistir vídeos em outras telas, como as de celular, cada vez mais rotineiramente. "Essas telas vão se fundir, de uma certa forma", o que, segundo Chad, vai facilitar a adesão dos "telespectadores" às novas tecnologias.

Isso somado à difusão da banda larga e a cada vez maior facilidade em entrar no mundo da informática nos leva a uma pergunta: então quer dizer que a TV, no futuro, vai sumir? Eu respondo sem sombra de dúvida: não, não vai. Mesmo que eu já tenha falado sobre isso antes, volto a afirmar: o que vai acontecer é uma "cooperação" entre os meios. Um não vai cobrir totalmente o outro e sim, complementar. A internet pode ser uma mão na roda para a televisão, pois ela é capaz de trazer certos conteúdos que a TV não pode, e vice versa. Mesmo com essa era da TV interativa (leia-se, a tv conectada na internet), sempre vai haver lugar para nosso querido e amado "microondas", que tem um cantinho cativo em nossas salas. (essa frase ficou meio EMO, não?!)

Tá certo que a quantidade de vídeos e a liberdade de escolha na hora de vê-los proporcionada pela internet é simplesmente fantástica. Mas ainda assim, acho meio difícil esse "extermínio" predito pelo "cara do YouTube". As emissoras tradicionais não vão simplesmente mudar sua maneira de trabalhar em favor de conteúdo exclusivo para a internet. Quer dizer, vão, como está acontecendo hoje, mas sempre vai haver um meio-termo, já que existem pessoas que ainda não têm acesso à internet e outras que preferem assistir televisão da maneira convencional. Mas uma coisa eu tenho que reconhecer e, muito provavelmente, você vai concordar comigo: a liberdade de produção oferecida pela web é muito legal. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em informática consegue colocar uma "mini-emissora" no ar, através de algum site. Isso faz com que as pessoas consigam transmitir o que quiserem, sem depender da boa vontade das "grandonas" para ser colocado no ar. Melhor que isso, você pode produzir seu próprio conteúdo e disponibilizá-lo para quem quiser ver, como já acontece hoje no YouTube. Numa TV convencional essa facilidade é quase impossível, pois tudo depende de dinheiro e profissionalismo. Ah, e não esqueça do Q.I. (Quem Indica)

Apesar disso, é muito mais fácil encontrar "produtores de vídeos de qualidade duvidosa" na internet do que na televisão. Na TV há toda uma preocupação com a qualidade do conteúdo, da imagem, do som, etc. Num vídeo postado na internet e gravado no fundo do quintal da sua tia é muito difícil exigir essas coisas. Me lembro agora de um vídeo em que umas crianças imitavam a "Turma da Mônica" e posso dizer com clareza: foi uma das coisas mais mal feitas que eu já tive o desprazer de assistir até hoje (mesmo que seja amador, tem um certo limite pras coisas, não!?). Tá certo que existem aqueles que tem um capricho maior, porém, grande parte deles beira a "tosquisse" (eu sei, essa palavra não existe), deixando marcas profundas na retina. Contudo, reafirmando o que eu disse antes, essa liberdade de expressão oferecida pela internet é sim muito benéfica, pois ela não seleciona só seus "protegidos". Diferente disso, ela deixa você mostrar o que quiser na hora em que bem entender.

Por isso, não dá pra imaginar um mundo em que a televisão seja substituída pela web. Esqueça as tecnolgias, pois você pode ter um equipamento de primeira (tipo o PS3), mas se não tiver conteúdo (os jogos do console da SONY são bem, digamos, dispensáveis... viva o Wii!) não vai adiantar muita coisa. A não ser que o padrão de qualidade televisivo chegue à net. Aí a história muda de figura. Mas enquanto as pessoas ignorarem as dicas dadas pelo YouTube para a produção de bons vídeos, a televisão vai reinar tranquila, tranquila...

P.S 1.: hei, nada contra quem produz vídeos para colocar no Y.T. ... eu tbm já postei um lá, mas ficou bem tosco. Duvido que a Record colocasse no ar... kkkkkkk

P.S. 2: o próprio YouTube tem uma versão para a televisão, sabia? Para acessá-la, basta ter um console de videogame que entre na internet (só valem o Wii e o PS3. Sorry, Xbox 360) e, no navegador do console, digitar www.youtube.com/tv. Mas vale lembrar: é uma versão beta!!!!! Não reclame dos bugs!

FONTE: Yahoo! Brasil Notícias

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Baixou o nível!

"Ah, então vocês acham meu programa baixo?!
Pois,vão todos 'praquele' lugar!"


O "Jogo Aberto" da Band é o programa mais "baixo" do país. Sim, mesmo com várias pérolas na televisão brasileira (não finja que não é com você, Christina Rocha!), o programa apresentado pela ex-Record Renata Fan na emissora da família Saad foi considerado o mais desreispetoso de nossa TV, de acordo com dados divulgados pela Coordenação Executiva da campanha "Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania", baseados nas reclamações feitas pelos telespectadores através do site "Ética na Tv". De acordo com esses dados, o programa da Bandeirantes recebeu 88 denúncias que giram em torno de desrespeito às torcidas de futebol, incitação à violência e linguagem imprópria para o horário*. Nada mais natural, já que se trata de um programa sobre... futebol! E no futebol tem muito dessas coisas.

Outros programas foram citados nas reclamações feitas pelos telespectadores. Reclamações essas que foram apresentadas numa audiência pública que ocorreu hoje, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Entre os citados estão o "Pânico na Tv" (69 reclamações) e o"Superpop" (33 denúncias), ambos da Rede TV!. (dois pontos diferentes no fim da frase é complicado...)

Interessante isso, não!? Parece que agora resolveram prestar mais atenção no que é transmitido pela tv. Antigamente, muitos programas faziam absurdos para conseguir seus pontinhos de audiência. Na década de 90, Gugu Liberato colocava um monte de gente em trajes de banho (alguns deles do tamanho de um dedal) no palco pra ficar catando sabonetes numa "banheira de espuma" (como diria Rita Lee). Outras vezes, tinhamos gente se degladiando no palco do "Programa do Ratinho" por causa de DNAs e pensões atrasadas. Tudo isso, por mais baixo que pareça, dava audiência. E naquela época, ninguém se incomodava (eu até gostava de ver a pancadaria durante os resultados de DNA!). Por que agora isso é um problema?

Meio complicado tentar advinhar a razão dessa mudança de pensamento tão repentina. Talvez seja o sinal de que as pessoas agora estão mais seletivas com o que entra em suas casas através da TV (o que derrubaria meu post sobre alienação... droga!). Ou então estão tentando evitar que a geração de hoje tenha acesso à coisas que não dizem respeito a sua maturidade. Tá, esqueça esse último, pois a internet está aí, pronta pra mostrar "tudo". Então o que resta? Bem, não dá pra achar uma motivo concreto. Mesmo que seja só uma mudança no modo de pensar, não pode ter acontecido da noite para o dia. Muito provavelmente as pessoas estão com medo de que a TV "descambe" pra baixaria de novo, como era muito comum na década de 90.

Tá certo, isso é válido. Mas em pleno século XXI? Hoje em dia se costuma dialogar mais. Pode-se procurar mais informação sobre qualquer coisa. As pessoas podem escolher o que vão ver. E a variedade de opções de programas é muito maior que há 10 anos. Se você assiste a um programa que tem um conteúdo duvidoso, é porque você quer e não porque não tem opção. Aliás, essa desculpa nem vale tanto, pois pode-se desligar a tv e ir ler um livro. Hoje quase não se apela por audiência. Quem tenta essa "façanha" é logo criticado.

Apesar de achar meio exagerado (a maior parte dos programas "denunciados" são de emissoras com uma expressão muito pequena no mundo da tv), uma atitude como essa mostra que ainda tem gente com noção, que não fica parada vendo "pessoas se degladiando dentro de uma banheira atrás de sabonetes"... no princípio isso até parece engraçado, mas a falta de conteúdo acaba aparecendo, uma hora ou outra, fazendo com que a baixaria "salvadora da audiência" entre em ação. Se todos dermos um gelo nesses programas, talvez (talvez) eles mudem... mesmo que a paz mundial seja algo mais fácil de se conseguir.

*Informações do site www.eticanatv.org.br.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tava torcendo pro Carlinhos...

Possível diálogo: "Depois passe no RH pra assinar seu contrato
para a nova novela da Record... não esqueça os 10 %!"


Chegou ao final, nesse domingo, o reality "A Fazenda", da Rede Record. Motivos para comemorar a direção da emissora do bispo têm de sobra. Por várias vezes, o programa bateu a concorrência (leia-se Globo e seus programinhas). Só na final, que ficou no ar das 9 e meia da noite até à meia-noite, o programa chegou a dar pico de 31,4 pontos contra 9,4 da vênus platinada*, o que pode ser considerado um verdadeiro momento histórico na história (!) da televisão brasileira. Além disso, o departamento comercial da emissora da Barra Funda é só alegria, pois, além de um verdadeiro sucesso de audiência (nisso você tem que concordar comigo), A Fazenda foi um sucesso comercial. De acordo com o levantamento feito pela emissora, mais de 20 marcas haviam dado o ar da graça no programa, tirando os 5 patrocinadores oficiais. Foi um verdadeiro "Show do Milhão"!!!!

Mas não é sobre isso que eu vou falar nesse post (deixo esses dados técnicos para os blogs "somos viciados na Record e queremos a morte da Globo!"). O que me chamou mesmo a atenção nesse negócio todo foi a "aparente" manipulação do resultado. Não entendeu? Eu explico: há muito tempo alguns setores do jornalismo especializado, assim como a maior parte dos telespectadores, estavam achando que o reality rural da Record teria o resultado manipulado. A razão é simples. De todos os "roceiros" que lá estavam, o único que era realmente famoso era o Dado Dolabella. O único ali dentro que tinha condições de se tornar o novo "main galã" do Recnov, segundo alguns membros da alta cúpula da emissora, era ele. Em outras palavras, muito provavelmente a produção do programa iria mexer nos resultados dos "Tá na Roça" para favorecer o ex-global, inclusive, levando-o à final do programa.

E não é que esse povo estava certo?! O jogo acabou como todo mundo estava prevendo. Deu Dado na cabeça, com uma porcentagem recorde: 83% dos votos favoráveis a sua vitória.

O favoritismo por parte da produção de um relity é a coisa mais normal do mundo. Acontece até mesmo no BBB (pergunta pro Boninho!). Mas então, por que raios todo mundo estava desconfiando da Record? Simples. Dado não era favorito pelo público. A maioria das pesquisas de opinião indicava qualquer outro participante como possível ganhador, menos ele. Poderíamos, então, considerá-lo uma "zebra" na competição, certo? Talvez. Algumas coisas já perto do fim do confinamento fizeram com que nós, "os que não haviam se rendido ao poder hipnótico do Rolex do pai do Dado", ficássemos de orelhas em pé. A saída do Carlinhos (o humorista "mendigo" do "Show do Tom"), que era o favorito (não importa o que você diga, Leandro) foi algo muito estranho, pois tava na cara que quem iria sair era o Dado (ou até mesmo, mas em menor grau, a Danni). Ledo engano. O nome anunciado para sair foi o do humorista. Tá, ainda restava a Danni Carlos. Nada feito. Na final, o tal favoritismo repentino prevaleceu e quem levou o cheque de 1 milhão foi o ator carioca.

Aí você me pergunta: "E como aconteceu isso?". Eu respondo: Não faço a mínima ideia. A campanha organizada pela dona Pepita "mãe mais coruja do mundo" Rodrigues ajudou um bocado. Dizem pelos corredores da Record que a família do Dado andou pagando alguns usuários de Lan Houses no Rio para votar até não poder mais no ator. Outra coisa que chamou a atenção da produção do programa (isso é o que eles dizem) foram as constantes ligações oriundas de um mesmo telefone durante as votações. Depois de investigar, descobriu-se: uma central de telemarketing INTEIRA havia sido paga para ligar em favor "de um dos participantes". Não disseram quem era o dito cujo, mas depois dos resultados parciais ditos por Britto Jr. ontem, ficou mais que evidente que o tal era o Dado. Não, eu não estou levantando suspeitas infundadas. Tá, algumas delas são, mas não deixam de parecer verdade. Nem o movimento "#foradado" organizado por alguns usuários do Twitter, entre eles alguns "famosos", conseguiu evitar o inevitável.

Fazer o quê, né?! Ainda bem que acabou, pois eu já não aguentava mais as constantes discussões sobre a idoniedade (fanfarronisse também conta) de fulano ou cicrano dentro da fazenda. Mas tenho que admitir: a melhor parte d' A Fazenda não foi o reality em si, e sim todas as vezes em que ele bateu o "No Limite", o "Jogo Duro" (ambos da Globo) e a emissora "mais feliz do Brasil", o SBT. Vai deixar saudade... pelo menos até novembro, quando começa a nova temporada, que vai atravessar o natal e o ano novo!!!! Quem serão os novos roceiros? Não importa. O mais importante agora é que o Dado não vai estar nessa segunda versão!!!! (uhul!)

* segundo a Folha de São Paulo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fábrica de alienados?

Precisa comentar?

"A tv aliena as pessoas!". Você com certeza já deve ter ouvido essa frase. Geralmente se coloca a culpa nos aparelhos de televisão (mais exatamente no que é transmitido por eles) pela completa desinformação das pessoas ou pelo seu desinteresse em buscar saber da verdade dos fatos ou em qualquer outra coisa dita "mais cultural". Isso é fácil de notar, como bem disse meu professor de sociologia (sim, uma aula de sociologia originou esse post... até eu estou surpreso). Basta analisarmos as maiores audiências da TV. Você nunca vê, por exemplo, uma apresentação de música clássica dar a mesma audiência do que novelas ou programas mais popularescos. O que nos leva a outro ponto. Nunca se viu, nas grandes emissoras, algo mais "profundo" no horário nobre. O que se vê são programas mais "povão", já que os produtores dessas emissoras entendem que nesse horário o telespectador quer relaxar depois de um dia duro de trabalho.

Eles não estão completamente errados. Pessoalmente, eu prefiro muito mais alguma coisa que me faça rir do que uma que me faça pensar sobre a vida depois de um dia duro de trabalho e estudo (é, odeio filosofia). Isso distrai. E é isso que os tais produtores tem em mente. Contudo, existem aquelas pessoas que levam isso ao pé da letra, só buscando ver na tv programação "light", deixando as coisas mais "cults" fora de suas rotinas televisivas. Às vezes isso acontece por conta de simples desinteresse. Mas grande parte das pessoas que fazem esse tipo de coisa são aquelas que não têm um grau de escolaridade muito alto. Para essas, a única fonte de conhecimento é a televisão. E como essas pessoas recebem tudo já mastigado em suas mentes, naõ há a menor necessidade de parar e filtrar o que acabou de ser visto ali.

Prova disso são as pesquisas que vez ou outra aparecem na mídia. Certa vez, uma pesquisa mostrou que as novelas da Globo haviam contribuído para um aumento expressivo no número de divórcios em nosso país. Outra mostrou que as novelas da Vênus Platinada estavam fazendo com que os jovens iniciassem sua vida sexual cada vez mais cedo. Esses são só alguns exemplos (o fato de os dois serem sobre a Globo é mera coincidência...) que reforçam a teoria mostrada acima. Como quem assiste não filtra a informação, acaba achando que aquilo é verdade. Acha que aquele é o modo correto de viver. Acaba incorporando isso na vida real.

Isso nos leva a outro ponto. Vendo o que acontece no mundo da televisão, as pessoas acreditam que lá é melhor que cá. Em outras palavras, elas acreditam que o multi-colorido mundo da TV é seu ideal de vida perfeita, tendendo (?!) a rejeitar sua realidade. Parece uma coisa boa, não? Pensando assim, as pessoas podem começar a buscar uma vida melhor para elas. Mas a realidade é muito diferente. Lembre-se que a maior parte do que acontece na telinha recebe o nome de "ficção", palavra que denota algo criado pela mente de alguém. Ou seja, não existe! Aí eu pergunto: como alguém pode conseguir alcançar um ideal que não existe na realidade? Meio difícil, não?! Quer um exemplo? Na novela "A Favorita", tinhamos uma favela que era comandada por alguém que se dizia "rei" do lugar, com direito a trono e mais poder que a polícia e os políticos juntos. Agora me responda, quantas favelas você conhece que são assim? Esse exemplo é bem grotesco, mas já dá uma ideia do que estou falando. Aliás, diga-se de passagem, as cidades mostradas nas novelas quase parecem reais...

Claro que uma fuga da realidade é sempre bem-vinda. De problemas já bastam os que enfrentamos normalmente. O negócio é que isso acaba camuflando a realidade. O que podemos considerar algo meio contraditório, pois alguns autores dizem que as novelas são feitas pra mostrar a realidade do povo. Mas, que realidade? Por isso aquilo que eu disse no primeiro parágrafo desse post, sobre audiência, acaba se mostrando verdadeiro. As pessoas já estão habituadas a esse sistema. Mudar um hábito de anos em alguns dias é praticamente impossível! Pode até ser feito, mas vai levar muito tempo!

Como isso não se aplica somente às novelas (toda a programação padece do mesmo mal), temos que nos precaver para que nossas mentes não derretam diante da televisão. Pois, se isso vier a acontecer, podemos nos considerar perdidos...

domingo, 16 de agosto de 2009

"Ou dá ou desce!"


E lá vamos nós de novo...

O império contra-ataca! Não, Darth Vader não tem nada a ver com isso. Durante toda a semana passada, estivemos presenciando o maior ataque já feito pela Rede Globo para atingir a Rede Record, desde que esses ataques começaram, lá nos anos 90, quando Macedo era só líder da igreja Universal. Depois que ele comprou a Rede Record, foi novamente bombardeado e desde então, segundo reza a lenda, sua principal meta é "derrubar" a Vênus Platinada de seu trono. E foi depois de uma dessas tentativas que a artilharia pesada da família Marinho entrou em ação.

No dia 09 desse mês, o reality "A Fazenda" derrotou o "No Limite" na audiência por 21 a 16. Na terça, 11, os programas "Fala Brasil" e "Hoje em Dia", ambos da Record, lideraram com folga o horário matinal, deixando a Globo em segundo lugar. Isso há alguns anos seria impensável. Ninguém havia conseguido derrotar a emissora carioca duas vezes na mesma semana. Pior que isso: por duas vezes, essa emissora "corajosa" foi justamente sua maior concorrente: a emissora da Barra Funda.

Isso já foi mais do que suficiente para o já tão inflado ego global, que odeia ser perturbado. Assim que pôde (ou seja, na mesma terça-feira), a Globo, no seu principal telejornal, resolveu desenterrar uma velha/nova denúncia do Ministério Público Paulista, que acusa Macedo e outros nove bispos da igreja por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A denúncia foi acatada pela Justiça de São Paulo e agora os acusados passaram a réus no caso.

A Rede Globo já mostrou tudo o que poderia ser mostrado em uma semana: pessoas que se dizem lesadas pela arrecadação de dízimo da igreja, um ex-pastor que, arrependido, resolveu trazer à tona as práticas nada ortodoxas de cobrança de dinheiro aos fiéis (o que, segundo ele, fazia o "dízimo" virar "víntimo", "tríntimo" ou "túdimo"... é, eu inventei essas palavras agora.) e até empresas de fachada do bispo, que, segundo as "investigações" de alguém, serviam para encobrir um esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia bancos internacionais e passagem desse dinheiro de mão em mão. Além disso, a Vênus desenterrou uns vídeos de seu arquivo que mostram bispos da Universal "contando" animadamente o dinheiro arrecadado nos vários templos da igreja. Isso sem falar no vídeo em que Macedo diz, de maneira sutil, como os membros poderiam alcançar a salvação: "Ou dá ou desce!" (é, foram essas as palavras). Vale frisar que todos os jornais da emissora... aliás, todos os veículos das Organizações Globo foram mobilizados para o ataque.

Do outro lado, a emissora da Barra Funda foi pega de surpresa pela retaliação, o que fez as férias de seu vice-presidente de jornalismo, Douglas Tavolaro, durarem menos: começaram na segunda, 10, e terminaram na terça, 11. O primeiro contra-ataque veio na terça, através de algumas matérias pequenas veiculadas, também, em seu principal telejornal. Mas não foram nada se comparadas ao que foi ao ar no dia seguinte. Uma matéria IMENSA para os padrões dos telejornais (22 min) foi produzida, para mostrar, principalmente, que essa história do dízimo desviado é da Carochinha. Para isso, como sempre, a Record recorreu a uma prática MUITO irritante: entrevistas com membros da Universal que subiram na vida através da ajuda recebida pela igreja. Isso sem falar no início do ataque direto à família Marinho. Esse negócio durou a semana toda, mas o ponto alto foi nesse domingo, durante o "Repórter Record", em que um programa inteiro (muito bem produzido, por sinal) foi destinado ao ataque definitivo à emissora carioca. Muita coisa que foi dita ali pouca gente, creio eu, não sabia, o que altera o placar dessa batalha para 1x1. Detalhe: até medo de demissão por parte de Adriana Araújo foi visto, já que ela foi escalada para entrevistar o patrão... espero que nunca me peçam isso!

As reações à essa verdadeira guerra podem ser vistas em todo o país. De ataques de hackers "pró-Globo" ao site da Record, passando por "vigílias" dos membros da Universal pedindo proteção para seus líderes (e um meteoro imenso na cabeça dos Marinho); até pessoas que preferem não dar razão a nenhuma das partes: a maioria da população tem pelo menos uma opinião formada sobre o assunto (já que é quase impossível fingir que não tem nada acontecendo).

Apesar de ser até "divertido" assistir a essa "briga de cachorro grande", temos que levar uma coisa em consideração: o mundo não parou por causa disso. Notícias que poderiam fazer a diferença para nós acabam sendo deixadas de lado em favor de matérias ofensivas dirigidas para a concorrência. Agora que a coisa está apenas no começo, os efeitos não serão tão sentidos, mas a longo prazo, não serão somente as imagens (e a credibilidade) do bispo, da Record e da Globo que serão afetadas. Mas pelo menos podemos tirar algumas lições disso: não confie em tudo o que vê na tv; aprenda a procurar outras fontes de informações para se atualizar e por último, mas não menos importante, coloque uma coisa na cabeça: a verdade NÃO está (só) no JN! (o "Arquivo X" diz que ela está lá fora... vá procurar então!)

Vamos torcer para que essa batalha acabe logo e para que o SBT não resolva entrar também, pois pelo que já deu pra ver, o patrão é vingativo!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

It's war parte 2: Rápido update!


Como alguns executivos da televisão brasileira são vingativos! Como eu já disse aqui certa vez, a guerra entre Record e SBT, começou quando Gugu aceitou a "pequena" proposta da Record para sair da Anhaguera e ir dar expediente na Barra Funda. Depois disso, Senor Abravanel contratou meio mundo de profissionais da emissora do bispo. Entre os que foram estão Eliana, Roberto Justus e Thiago Santiago (impossível evitar o eco com um nome desses...). Mas isso foi lá no primeiro round.

A segunda parte da peleja começou mesmo com a ida de Roberto Cabrini, ex-Repórter Record e com contrato até 2012, para a emissora do dono do Baú. Se a saída de Gugu foi a gota d'água para o SBT, a de Cabrini foi a gota que faltava para o copo de paciência da Record transbordar. Desde a saída da primeira parte de seu casting, a emissora do bispo já vinha sondando alguns funcionários da Anhanguera (gente "muito influente", como o advogado do Sbt...), mas agora a coisa se descontrolou de vez.

De acordo com os rumores que andam circulando por aí, a Record já contatou (e não "contRatou") Carlos Alberto de Nóbrega, Ratinho e Hebe, que, ainda de acordo com os boatos, já está com um pé na Barra Funda! SS e sua equipe (leia-se Daniela Beyruti) ainda não se manifestaram a respeito disso, então, não se sabe o quão real essa notícia é! Uma coisa que pode facilitar a ida deles pra Rec.: Nóbrega e Hebe tiveram seus salários reduzidos (Eliana, que chegou agora, já ganha mais que a própria Hebe) e o Ratinho passou uma looooonga temporada na geladeira do tio Sílvio.

Do outro lado do front, além de Cabrini, o SBT tentou levar também Tom Cavalcante, que já tratou de desmentir a informação, dizendo que não passa de um "boato". Ah, também foi para a Anhaguera a Camila Dias Gomes, neta de Janete Clair e colaboradora em algumas novelas na Record, como "Os Mutantes".

Mas como não existem artistas a contratar somente no Sbt, a Record já andou contratando outras figurinhas como a modelo/atriz/apresentadora Giane Albertoni (que vai ficar no lugar de Ana Hickman, pois esta vai se dedicar integralmente ao "Tudo é Possível"), Amanda Françoso (muito conhecida... só sei que é apresentadora) e já assinou pré-contrato com Marcos Mion, que vai apresentar um programa "jovem" a partir do ano que vem, quando acaba seu contrato com a MTV Brasil. Além disso, pra cobrir a saída de Thiago Santiago (eco...), Carlos Lombardi e Antônio Calmon, ambos autores da Globo (Calmon, diga-se de passagem, está marcado como o autor de dois fracassos seguidos na emissora global...) também já foram sondados.

Pra fechar o pacote, e mostrar que não está pra brincadeira, a Record resolveu entrar na briga para comprar os direitos de "Dragon's Den", um programa em que pessoas apresentam projetos para uma banca julgadora formada por empresários bem-sucedidos... igualzinho ao "Aprendiz: o sócio"! Detalhe: por alguma razão (Roberto Justus?), o Sbt também quer licenciar o formato do programa. Ainda não houve uma resolução por parte da dona do formato.E, antes que eu esqueça, Globo e Record estão na briga para comprar os direitos da Olimpíada de 2016, que muito provavelmente vai se realizar aqui no Brasil (Maceió fica no Brasil? Já nos deixaram de fora da Copa...).

Essa é a famosa "briga de cahorro grande"!! Voltemos agora à programação normal...

domingo, 2 de agosto de 2009

"Herrar é umano" #2

ANTES DE SAIR DE CASA, BATA NA MADEIRA!

Sabe, eu não sou muito de acreditar nessas crendices populares. Mas tem algumas pessoas que deveriam prestar um pouco de atenção nelas. Veja, por exemplo, Zileide Silva. Em sua estreia como folguista de Sandra Annemberg e Evaristo Costa no Jornal Hoje, da Rede Globo, a jornalista se "embananou" (essa é a palavra) durante a apresentação do jornalístico, gerando uma das cenas mais engraçadas da história da televisão brasileira. Claro, isso aqui não é um blog que aponta o dedo de forma irresponsável. Muito pelo contrário. Nós sempre podemos tirar uma lição dos erros alheios. Dessa forma, não pagamos mico. Simples assim. Creio que se ela tivesse lido esse post antes de entrar no estúdio naquele dia, as coisas seriam muito diferentes... Enfim, vamos analisar pormenorizadamente (não sei o que me deu pra usar essa palavra agora) cada uma das gafes que ela cometeu ao vivo, ou seja, sem a menor chance de edição.

Primeira coisa, e justamente a que chama mais atenção: não se prenda exclusivamente ao T.P. (teleprompter). Para aqueles que não sabem o que é isso, o T.P. é um monitor colocado ao nível da lente da câmera em que passa todo o texto que o apresentador do jornal (ou do programa) deve dizer. Mas, como todos sabem, máquinas são sucetíveis a falhas e o T.P. não está isento delas. Foi justamente isso o que aconteceu com o que a Zileide estava usando: deu pau! O aparelho falhou e, pra completar, a lente de contato da jornalista saiu do lugar. Ou seja, não dava nem pra ler nem o monitor nem aqueles papéis que estavam na mesa, que servem justamente para esses momentos de pânico em que as máquinas resolvem nos sabotar. Por isso ela fez aquela cara de pânico da qual todos riem até hoje ("pensei que os olhos dela iam cair em cima de mim", disse alguém no Youtube). Como evitar isso? Sei lá... talvez dar uma lida no script antes de entrar no ar ajude.

Segundo: dê um bom puxão de orelha no diretor de TV. Pra quem não sabe, esse cara é o responsável pelo que entra no ar, sejam materias ou qualquer outra coisa. Para exercer seu trabalho com perfeição, ele, assim como o resto da equipe, tem em mãos um SCRIPT, que mostra a ordem das materias. Se o diretor de TV "dorme", todo o resto sai uma bagunça. Esse negócio de chamar uma matéria e entrar outra é muito comum. Distribuir chibatadas na equipe não funciona tão bem. A solução para isso é simples: PRESTA ATENÇÃO, POXA!!!!

Por último, mas não menos importante, está um errinho bobo, mas que não passa despercebido pelos telespectadores: se você vai dizer o horário em seu jornal, tenha certeza de que a hora que você está dizendo é a correta. Errar a hora por causa de um minuto até que é normal, mas errar por 10 minutos?!?!?! Assim fica difícil, não?!

Enfim, vamos ver o tal vídeo (que já nasceu clássico!)...



Depois disso, Zileide só apresenta de óculos!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

E por falar em índia...

Beleza de montagem, hein?!
Ainda bem que não fui eu quem fez!

Are baba! "Caminho das índias", a novela das 8 global virou o novo hábito de consumo novelístico da população brasileira. Já não é de hoje que a produção escrita por Glória Perez alcança altos índices de audiência, derrubando (será?) a concorrência. Isso seria até bom, pois mostra que a população brasileira está, todos os dias, sendo exposta à uma nova cultura, enriquecendo seus conhecimentos. "Seria" é o verbo certo, pois a autora usou de alguma liberdade poética para escrever a trama, liberdade essa que, digamos, mudou um pouco a Índia que estudamos quando estamos no colégio. Com isso em mente, resolvi escrever esse post, mostrando algumas coisas sobre a Índia que você pode aprender pegando os mesmos caminhos que a Glória pegou...

1. A língua oficial indiana NÃO é o hindi!
Quando estamos estudando sobre a Índia, uma das primeiras coisas que aprendemos é que a língua oficial, e por tabela a mais falada no país, é o tal do hindi, uma língua pra lá de esquisita, que poucos fora da Índia sabem falar. Além do hindi, o inglês e outros 21 dialetos fazem parte da lista de idiomas oficiais. Pois bem, esqueça isso. A novela da Globo mostra por A+B que estamos todos enganados. Sim, porque nunca vi estrangeiros falarem tão bem português em toda a minha vida! E mais engraçado que isso é que famílias ditas tradicionais na trama falam a língua canarinho muito melhor do que alguns nativos daqui, usando palavras difíceis e construções frasais na norma culta (?!?!?!). Mas isso não é tão ruim, pois mostra que o turista brasileiro não vai ter dificuldade nenhuma de se comunicar na terra do Taj Mahal! Pode ir jogando fora aquele seu dicionário de hindi, vá por mim, você não vai precisar!

2. Gangis? O que é isso?
Pra quem não conhece, o rio Gangis é o famoso rio sagrado dos indianos. Nele, são feitas "algumas" cerimônias sagradas (na verdade, a grande maioria), tais como sepultameto de mortos e banhos para pedir proteção ou para agradecer alguma coisa, tudo no mesmo rio, diga-se de passagem. Por essa razão, autoridades sanitárias já o rotularam como um dos mais sujos do mundo, sem nehum saneamento nem nada. Isso também acontece aqui no nosso país, mas não tem restos mortais boiando na água. O interessante é que, apesar de sagrado, os indianos da índia projaquiana quase nunca vão lá. Só meia-dúzia deles foi lá no início da história. Isso que é fé, hein?!

3. Índia/ Brasil/ Dubai/ E.U.A via Projac: a era das viagens à jato.
Outra coisa não, mas pontos de milhagem os personagens de Glória Perez devem ter aos montes, pois eles vivem viajando. Mas, ao contrário das outras pessoas do mundo, os indianos do Rio vão sempre para os mesmos lugares. Isso dá pra perceber muito facilmente: quem está na Índia ou vai pro Rio ou para os E.UA. Quem sai do Rio, ou vai pra Índia ou pra Dubai. Quem está nos E.U.A. ou volta pra terra do Dalai Lama ou vai passar férias e abrir empresa no Brasil. Esse ciclo vive se repetindo. Por exemplo: tem um cara que faliu em Dubai e foi advinha pra onde? Índia, claro! Uma menina que mora num bairro, que por coincidência é cheio de indianos (sim, o Rio tem a maior colônia indiana do Brasil, claro, de acordo com a novela), conhece um cara pela internet, que apesar de nunca ter vindo ao Brasil, fala português como ninguém, resolve se casar com ele e vai para a... Índia! E, pra completar, um daliti se apaixona por uma brâmane (ou, um pobre se apaixona por uma rica, em bom português), foge da Índia, vai para os E.U.A., e depois vai abrir negócio no Brasil, pra depois voltar pra Índia de novo. Um belo exemplo de que as companhias aéreas funcionam muitíssimo bem, pois essas viagens duram somente alguns minutos, não importando o fato de que os países ficam em continentes diferentes. Ah, destaque para as constantes ligações internacionais que até os personagens pobres fazem com seus celulares pré-pagos! Tarifa Zero para... a Índia!

4.Dance e se vista como se estivesse numa festa!
Uma última coisa que chama DEMAIS a atenção na novela: por que causa, motivo, razão ou circunstância os personagens estão sempre dançando? E já virou até algo previsível a hora em que a dança vai começar. Acabou uma conversa importante? Começa a dança. Chegaram a um acordo depois de uma discussão? Dança! Aconteceu algo muito esperado? Dance! Não tem mais nada pra encher a cena depois de um diálogo? Põe o povo pra dançar, uai! Muito interessante também o fato de que NINGUÉM vai lá ligar o aparelho de som quando começam as inúmeras danças, fazendo com que a música comece sozinha... algo que, tenho certeza, o padre Quevedo gostaria de ver acontecendo pessoalmente. E tem um pequeno detalhe: são sempre as mesmas coreografias. Até que para um povo que adora dançar, os brasi-indianos são bem conservadores. Ninguém inventa uma coreografia nova (misturar com o break seria uma boa), ninguém muda o "disco automático de músicas para dançar em qualquer situação". Talvez por essa razão, os personagens já se vistam pra uma festa todos os dias, porque todos os dias acontece uma. Nada de se vestir como os verdadeiros indianos se vestem (camisa normal e jeans para os homens e saris menos escalafobéticos pra as mulheres). Eles estão sempre em ritmo de festa... foi mal, não deu pra segurar a piada! =)

É... essa é a rede Globo reescrevendo a Geografia.





segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um show de realidade... ou quase isso.

Paris Hilton e suas cobaias, ou melhor, seus prováveis novos melhores amigos.

É incrível o poder de atração que os "Reality Shows" exercem sobre as pessoas. Mas, qual é a graça em ficar olhando pessoas "normais", fazendo coisas normais presas em algum lugar e sendo observadas 24 horas por dia? Hum... bem, talvez seja justamente isso que atrai o público, já que saber o que se passa na vida alheia é algo deveras interessante, digamos até que seja um pouco sádico por parte da audiência, visto que alguns desses "realities" envolvem um pouco de humilhação e degradação dos participantes. Mas e daí? Nós só estamos assistindo mesmo, né?!

Outra questão também é interessante: o que leva a pessoa a se inscrever num negócio desses para ter sua vida exposta de tal maneira que o Brasil (e o mundo) ficam sabendo de cada um de seus passos (o brasileiro no Big Brother inglês que o diga)? Diferente da primeira pergunta, essa é facílima de responder: FAMA! Talvez, o dinheiro envolvido nesse tipo de programa também seja um atrativo, mas a ideia de deixar de ser um Zé-ninguém da noite para o dia é muito tentadora para aqueles que não suportam suas vidinhas de anônimos. Ainda mais numa sociedade como a nossa, em que a imagem é tudo e a pessoa tem que ver e ser vista... ou só ser vista mesmo.

Hoje na tv mundial existem vários tipos de reality no ar. Aqui no Brasil, que aos poucos está virando "a terra dos confinados na televisão", as opções são variadas ao extremo. Temos aqueles que confinam anônimos (cof, BBB, cof), aqueles que confinam "celebridades" no meio do mato (A Fazenda), aqueles que confinam anônimos no meio do mato (No Limite) e alguns menores ,de curta duração, que às vezes são camuflados dentro de outros programas maiores, e que servem só para... para... bem, para alguma coisa.

Um deles, em particular, me chamou muito a atenção semana passada. Como todo mundo sabe, a MTV Brasil, braço da MTV americana por essas bandas, está sempre trazendo algum reality enlatado para colocar no ar e, creio eu, para mostrar o quanto os americanos são fúteis e, até certo ponto, masoquistas (que eles não me ouçam!). Pois bem, a bola da vez é um reality chamado "Paris Hilton's My New BFF", que, traduzido para o bom português, fica "O novo melhor amigo pra sempre da Paris Hilton". Mas o que acontece nesse treco? Well, vou tentar traduzir o objetivo debilóide desse programa para vocês: 18 pessoas (veja a foto no topo do post), sendo 16 mulheres, um japa homem/mulher e um homem (que se acha parecido com a Paris, sem brincadeira), entraram numa disputa arquitetada pela herdeira do império de hotéis Hilton (o do Aprendiz, lembra?) para que ela, com todo o poder nas mãos, escolha seu mais novo "amigo de infância"... eu sei, é meio tarde pra fazer isso, mas cada louco com sua mania.

As regras do jogo são claras: Paris Manda! Não gostou? Volta pra casa! Simples assim. Ah, antes que eu esqueça, é a própria Paris que cria as regras, e uma é mais doentia que a outra e mudam a toda hora. Mas isso é bobagem perto do que de fato acontece no programa. Todos os participantes B-A-J-U-L-A-M o máximo que podem a patricinha, sempre dizendo coisas do tipo "Ai, ela é demais" ou "Eu quero ser como ela" ou "Como quiser, Paris" ou agindo feito idiotas na frente dela. Em outras palavras, os participantes SE HUMILHAM para conseguir o prêmio maior, a amizade de Paris Hilton... baita prêmio, hein?!

Sempre se referindo aos participantes usando palavras "de baixo calão" ("minha cahorrinha" é a única que eu posso colocar aqui), Paris faz questão de sempre lembrar aos participantes de que ela é a chefa. Tanto que logo no primeiro episódio (o único que eu assisti até agora) 4 participantes foram mandadas embora porque Hilton não foi com a cara delas. Depois, mais uma foi pra casa, por uma decisão à la BBB. O engraçado disso tudo é que os eliminados vão embora com cara de que perderam a chance de entrar em Harvard ou de ter perdido o prêmio Nobel. Isso só confirma aquilo que eu falei antes: americano é muito fútil e tem uma necessidade doentia de se sentir aceito (e, até certo ponto, humilhar os outros).

Poxa... até onde os shows de realidade podem chegar? Será possível que para conseguir fama e dinheiro a pessoa tem que se rebaixar tanto? Olha, é algo a se pensar. Não estou aqui dizendo que os realities são ruins e devem ser tratados como algo nocivo. Muito pelo contrário, eu só estou dizendo que os participantes desse realities deveriam ter um pouco mais de noção do ridículo, porque chega a ser até constrangedor (e engraçado ao mesmo tempo) as atitudes de alguns para aparecer. E outra: quantas pessoas você conhece que, oriundas de um reality, conseguiram se manter na mídia por causa de seu talento? Elas até existem, mas são tão poucas que nem vale a pena enumerá-las.

P.S.: o BFF já está na segunda temporada na MTV americana. E, pode até parecer estranho, mas fiquei curioso e vou assistir essa coisa até o fim, só pra poder ter mais argumentos contra isso... pesquisa científica, uai! Ah, e preste atenção: tem uma emissora européia que está organizando um novo programa, em que o objetivo é... converter ateus! Assim fica difícil! =)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Herrar é umano" #1

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO DO CANAL ONDE VOCÊ TRABALHA!

A partir de hoje, vamos conhecer algumas regrinhas práticas para aqueles que querem enveredar pelos lados do jornalismo praticado nas emissoras de televisão em nosso país e no mundo. Baseado nos vídeos postados no Youtube por telespectadores atentos (ou chatos caçadores de erros), pretendo mostrar aqui o que NÃO se deve fazer quando estiver no ar ao vivo, pois, se não tomar cuidado, o próximo a parar na internet pode ser você.

Pra começar, vamos nos ater a uma coisa simples. Como todo mundo sabe, uma emissora de tv, seja ela aberta ou fechada, sempre tem uma programação variada. Nem mesmo as emissoras de jornalismo 24 horas vivem de notícias 24 horas. E, coincidência ou não, depois do jornal sempre vem algum programa de variedades ou novela (eu sei, é incrível, mas é verdade). Isso é fato. Por isso, é muito importante saber o que vai passar depois do telejornal, para avisar os telespectadores e não deixá-los correr para a concorrência. Isso é infalível? Não, mas mostra que você conhece a programação da tv que paga o seu salário (usando uma linguagem bem clara =D).

Vamos ao vídeo e depois eu comento mais um pouco...



Olha aí um exemplo de quem não fazia a menor ideia do que ia passar depois do jornal. Aposto que se você perguntasse o que iria passar nas outras emissoras ela saberia... é, não mesmo. Mas, temos que entender a situação da moça: ela estava no SBT, justamente na época em que o patrão trocava mais o horário dos programas do que trocava de meias! Bem, tomem cuidado pra que isso não aconteça, senão seu (sua) companheiro(a) de bancada fica rindo da sua cara, como fez Hermano Henning (discretamente), e o vídeo vai parar na internet! (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk).

Aguardem o próximo capítulo do guia... Ah, um detalhe: alguém aí se lembra de ter visto essa moça que eu não sei o nome apresentando algum jornal no sbt depois disso?