terça-feira, 21 de julho de 2009

E ele ataca novamente!!

Pra quê o bico, ministro?

Gilmar Mendes. Esse é o nome. Está reconhecendo? Para aqueles que estiveram numa caverna nas últimas semanas ou meses, foi o Gilmar que derrubou, por 8 votos a 1, a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista nesse país. Em sua decisão, o ministro alegou que essa obrigatoriedade (êta palavrinha difícil) ia contra a liberdade de expressão e que para ser cozinheiro e costureiro não era necessário diploma... claro, agora só falta descobrir o que cozinhar e costurar tem a ver com escrever.

Claro que isso gerou revolta entre meus colegas jornalistas e estudantes de comunicação, tanto que várias manifestações foram feitas nos mais variados lugares do país, mostrando nossa desaprovação à essa decisão. Aliás, assim como os jornalistas, a população brasileira também se mostrou indignada com essa patifaria que é o Superior Tribunal Federal e as decisões tomadas lá.

Mas isso já ficou no passado, pois o congresso (sim, o congresso) está se mobilizando para tentar amenizar a situação criada pelo cara aí no topo do post. A PEC dos Jornalistas, como ficou conhecida, foi apoiada por 191 deputados e pelo presidente da câmara, Michel Temer, e vai ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, se for aprovada lá, passa para uma comissão especial, que servirá para acelerar a tramitação e chegada dessa PEC no plenário da câmara. Paulo Pimentel, deputado federal do PT/ RS, espera que ela chegue lá ainda no segundo semestre desse ano.

Pronto. Depois dessa atualização, vamos à nova. De acordo com a imprensa nacional, o ministro Gilmar Mendes foi o responsável pela volta dos deputados "Taturanas" à câmara dos deputados alagoana. (N.E.: a operação Taturana, da Polícia Federal, investigou o desvio de "alguns" milhões de reais da câmara alagoana. "Alguns" deputados foram indiciados e afastados de suas atividades parlamentares. Em seus lugares, assumiram os suplentes).

Pelo que dizem, o ministro alegou que essa era uma decisão técnica, pois os deputados haviam sido afastados por improbidade administrativa, uma coisa leve, que não serviria para afastá-los de suas atividades políticas... Ah, e mais um detalhe: alguns dos taturanas estão envolvidos em casos de crimes de mando, mas uma denúncia formal ainda não chegou no Ministério Público do estado (por isso não está sendo investigado, sacô?). Fato esse, aliás, que foi duramente criticado pelo ministro (=P).

Assim, parece que vossa Excelência adora colecionar desafetos. Depois dos jornalistas e toda a população (com cérebro) do país, agora ele compra briga com o MP alagoano, que vai mandar um ofício para o STF desmentindo esse historinha de não investigar as coisas.

Cuidado aê ministro... tem gente que bota olho gordo...


2 comentários:

Marcos disse...

Pois é, depois desse sapo gordo ter feito essa palhaçada com a comunicação no Brasil, esse doido libera os taturanas p voltar a câmara...e ainda disse q ñ sabe o q a operação taturana significa p Alagoas. Significa um rombo de, apenas, 300 milhões no bolso do alagoano...sinceramente, esse Gilmar é de outro planeta. Ele e os "taturanas" deviam ser colocados numa nave espacial e voltar p lugar de onde eles vieram!
Muito bom o post e o conteúdo!
Aê Derek!
Abraço

dEREK disse...

É por isso que nós gostamos dele... bem longe da gente, de preferência!
Ah, obrigado!
=)