segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um show de realidade... ou quase isso.

Paris Hilton e suas cobaias, ou melhor, seus prováveis novos melhores amigos.

É incrível o poder de atração que os "Reality Shows" exercem sobre as pessoas. Mas, qual é a graça em ficar olhando pessoas "normais", fazendo coisas normais presas em algum lugar e sendo observadas 24 horas por dia? Hum... bem, talvez seja justamente isso que atrai o público, já que saber o que se passa na vida alheia é algo deveras interessante, digamos até que seja um pouco sádico por parte da audiência, visto que alguns desses "realities" envolvem um pouco de humilhação e degradação dos participantes. Mas e daí? Nós só estamos assistindo mesmo, né?!

Outra questão também é interessante: o que leva a pessoa a se inscrever num negócio desses para ter sua vida exposta de tal maneira que o Brasil (e o mundo) ficam sabendo de cada um de seus passos (o brasileiro no Big Brother inglês que o diga)? Diferente da primeira pergunta, essa é facílima de responder: FAMA! Talvez, o dinheiro envolvido nesse tipo de programa também seja um atrativo, mas a ideia de deixar de ser um Zé-ninguém da noite para o dia é muito tentadora para aqueles que não suportam suas vidinhas de anônimos. Ainda mais numa sociedade como a nossa, em que a imagem é tudo e a pessoa tem que ver e ser vista... ou só ser vista mesmo.

Hoje na tv mundial existem vários tipos de reality no ar. Aqui no Brasil, que aos poucos está virando "a terra dos confinados na televisão", as opções são variadas ao extremo. Temos aqueles que confinam anônimos (cof, BBB, cof), aqueles que confinam "celebridades" no meio do mato (A Fazenda), aqueles que confinam anônimos no meio do mato (No Limite) e alguns menores ,de curta duração, que às vezes são camuflados dentro de outros programas maiores, e que servem só para... para... bem, para alguma coisa.

Um deles, em particular, me chamou muito a atenção semana passada. Como todo mundo sabe, a MTV Brasil, braço da MTV americana por essas bandas, está sempre trazendo algum reality enlatado para colocar no ar e, creio eu, para mostrar o quanto os americanos são fúteis e, até certo ponto, masoquistas (que eles não me ouçam!). Pois bem, a bola da vez é um reality chamado "Paris Hilton's My New BFF", que, traduzido para o bom português, fica "O novo melhor amigo pra sempre da Paris Hilton". Mas o que acontece nesse treco? Well, vou tentar traduzir o objetivo debilóide desse programa para vocês: 18 pessoas (veja a foto no topo do post), sendo 16 mulheres, um japa homem/mulher e um homem (que se acha parecido com a Paris, sem brincadeira), entraram numa disputa arquitetada pela herdeira do império de hotéis Hilton (o do Aprendiz, lembra?) para que ela, com todo o poder nas mãos, escolha seu mais novo "amigo de infância"... eu sei, é meio tarde pra fazer isso, mas cada louco com sua mania.

As regras do jogo são claras: Paris Manda! Não gostou? Volta pra casa! Simples assim. Ah, antes que eu esqueça, é a própria Paris que cria as regras, e uma é mais doentia que a outra e mudam a toda hora. Mas isso é bobagem perto do que de fato acontece no programa. Todos os participantes B-A-J-U-L-A-M o máximo que podem a patricinha, sempre dizendo coisas do tipo "Ai, ela é demais" ou "Eu quero ser como ela" ou "Como quiser, Paris" ou agindo feito idiotas na frente dela. Em outras palavras, os participantes SE HUMILHAM para conseguir o prêmio maior, a amizade de Paris Hilton... baita prêmio, hein?!

Sempre se referindo aos participantes usando palavras "de baixo calão" ("minha cahorrinha" é a única que eu posso colocar aqui), Paris faz questão de sempre lembrar aos participantes de que ela é a chefa. Tanto que logo no primeiro episódio (o único que eu assisti até agora) 4 participantes foram mandadas embora porque Hilton não foi com a cara delas. Depois, mais uma foi pra casa, por uma decisão à la BBB. O engraçado disso tudo é que os eliminados vão embora com cara de que perderam a chance de entrar em Harvard ou de ter perdido o prêmio Nobel. Isso só confirma aquilo que eu falei antes: americano é muito fútil e tem uma necessidade doentia de se sentir aceito (e, até certo ponto, humilhar os outros).

Poxa... até onde os shows de realidade podem chegar? Será possível que para conseguir fama e dinheiro a pessoa tem que se rebaixar tanto? Olha, é algo a se pensar. Não estou aqui dizendo que os realities são ruins e devem ser tratados como algo nocivo. Muito pelo contrário, eu só estou dizendo que os participantes desse realities deveriam ter um pouco mais de noção do ridículo, porque chega a ser até constrangedor (e engraçado ao mesmo tempo) as atitudes de alguns para aparecer. E outra: quantas pessoas você conhece que, oriundas de um reality, conseguiram se manter na mídia por causa de seu talento? Elas até existem, mas são tão poucas que nem vale a pena enumerá-las.

P.S.: o BFF já está na segunda temporada na MTV americana. E, pode até parecer estranho, mas fiquei curioso e vou assistir essa coisa até o fim, só pra poder ter mais argumentos contra isso... pesquisa científica, uai! Ah, e preste atenção: tem uma emissora européia que está organizando um novo programa, em que o objetivo é... converter ateus! Assim fica difícil! =)

3 comentários:

Eduardo Leite disse...

Pelo visto o vencedor do primeiro não se tornou tão "bff" assim, né?

Marcos disse...

Eu só tenho uma dúvida: Onde a televisão vai chegar?
Imagina uma edição nesses moldes da Paris Hilton aqui no Brasil...
Quem seria a "estrela" a ser paparicada?
ññ, por favor, ñ!
Só de imaginar em pensar já tenho medo!!

dEREK disse...

Talvez o primeiro não tenha aguentado...
E convenhamos, uma edição brasileira iria ser muito estranha...
Dá medo mesmo!