quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Um olho em 2009 e um pé em 2010!

10...9...8...7...6...5...4...3...2...1... Feliz ano novo!!

O fim do ano chegou e junto com ele aquelas avaliações do que fizemos no ano que se finda e aquelas promessas para o ano que está chegando, sempre na base do "vou começar aquela dieta" ou "vou parar de fumar/beber/ [inclua um vício aqui]. Eu não sou muito de gostar dessas coisas (acho muito mais interessante começar o ano sem esperar nada em especial... se bem que no meu caso é quase assunto de segurança nacional!), mas, como isso é tradição, vou fazer essas avaliações e especulações também, mas no estilo dgp, ou seja, dando uma rápida olhada no que andou acontecendo no fabuloso mundo da comunicação!

Vamos começar pelo mais óbvio: a queda da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Essa derrubada ocorreu graças ao ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, que, dentre outras "pérolas" ditas durante a leitura da sentença, disse que para ser cozinheiro ou costureiro não era necessário diploma, então por que razão os jornalistas precisariam?! Certo que além de não ter lógica nenhuma, essa decisão fez com que os profissionais e os estudantes de jornalismo se unissem em torno de um objetivo comum: a volta da obrigatoriedade. Para isso, vários atos ocorreram em todo o país, abaixo-assinados correram no site da FENAJ (a Federação Nacional dos Jornalistas) e pessoas demonstraram sua repulsa à essa decisão das mais variadas maneiras (inclusive esse que vos fala). Meses depois dessa polêmica decisão (idiota), o diploma continua dispensável, mas o senado já está se movimentando para torná-lo obrigatório novamente! Torço para que 2010 seja o ano em que nós, jornalistas, profissionais ou estudantes, possamos voltar a crer que a política nesse país, quando quer, funciona. (isso ou um meteoro gigantesco caindo na cabeça do Gilmar Mendes... o que acontecer primeiro)

Outra coisa que também marcou 2009 foi a guerra que ocorreu entre emissoras e institutos de pesquisa. Ataques da Globo para a Record/Igreja Universal, da Record para a Globo, da Record para o SBT, do SBT para a Record e finalmente, da Record para o IBOPE. Para o ano que vem, podemos esperar um outro ataque: do SBT para o IBOPE (a emissora do SS não anda muito feliz com os números do instituto). Tá certo que esses ataques são previsíveis e até certo ponto, interessantes de assistir. O problema vai aparecer de fato quando as emissoras se esquecerem da qualidade e da ética durante essa guerra pela audiência. Se isso acontecer, todos saem perdendo: os telespectadores, por perderem seu tempo vendo esse "show de infantilidade"; e as emissoras, que jogarão sua credibilidade pelo ralo.

Esse ano que termina ficou conhecido também como o ano em que a religião tomou um espaço fora do comum na mídia (leia-se, TV). Esqueça os famosos aluguéis de horários variados nas grades das emissoras. A moda, lançada pelo apóstolo Valdemiro Santiago (o criador do "Trízimo"), agora é arrendar toda a programação de emissoras, como aconteceu com a REDE 21, em São Paulo, e com a TV Alagoas, em Maceió. Essas duas emissoras, com a chegada da igreja Mundial, tiveram suas programações próprias reduzidas a somente algumas horas. Esses arrendamentos levaram a diretoria do SBT (que perdeu a TV Alagoas para a igreja) até o ministro das comunicações, para reclamar pessoalmente disso. Os frutos dessas reclamações começaram a aparecer timidamente, na forma de novas regras para a venda de horários nas emissoras. Para o ano que vem, algumas delas, como a REDE TV! e a BAND, prometem tirar de vez, ou reduzir e colocar no ar mais tarde, os horários vendidos, seja para "infomerciais", seja para as igrejas. Esperamos que isso ocorra de fato (aqui em Maceió só sobraram 2 emissoras grandes na TV aberta: a Record e a Globo).

Mas nem só de "atos duvidosos" viveu a comunicação em 2009. Muitas coisas positivamente interessantes aconteceram, como a dança das cadeiras entre as emissoras: Roberto Justus, (que está muito mal na audiência) Eliana, Richard Hasmussen, Roberto Cabrini, Thiago Santiago, Eleonor Correa e Paulo Franco deixaram a Record e foram para o SBT. Gugu (a contratação mais improvável) e a bióloga Manu Karsten foram do SBT para a Record, ao passo que Marcos Mion, Vitor "Mionzinho" Coelho, Felipe Solari e João Gordo, todos da MTV, também foram para a Barra Funda. Jack Cury, ex- Rede TV!, fez o mesmo caminho. André Vasco saiu da Band e foi para o SBT. Débora Vilalba deixou a Record e foi para a Band. Amanda Françoso saiu da Gazeta de São Paulo e também foi para a Record. Para essa lista não ficar maior, não vou citar os atores que também mudaram. Basta citar que Márcio Garcia, ex-Record-atual-Globo anda muito mal das pernas em sua nova casa. Enfim, esse ano foi uma loucura e ano que vem a coisa promete ser pior, já que algumas emissoras estão com seus canhões apontados para suas concorrentes. E esses canhões, diga-se de passagem, estão cheios do "vil metal"!

Pra encerrar essa retrospectiva "dgpdiana" da comunicação, falta falar sobre esse blog que você está lendo. Como esse é, sem sombra de dúvida, o último post de 2009, já posso falar em números. Durante os 6 meses de existência, foram publicados aqui 60 posts (uma média de 10 por mês... caramba, não achei que chegaria a tanto!). Mas, diferente do início dos tempos (ou seja, julho desse ano), o material postado aqui não se limitou a textos. Teve de tudo, desde posts só com imagens (que se ainda estivessem por aqui fariam o número subir para 62) ou baseados em vídeos (como meus queridos "herrar é umano"), passando para meu favorito: o "dgCAST", que é o podcast do dgp, produzido em parceria com meus caros amigos de jornalismo 2009.1 da UFAL. Até agora só foram produzidas três edições. Duas foram postadas aqui (as gravações #0 e #2 [que foi ao ar como a número 1]). A verdadeira #1 foi sumariamente censurada por nós mesmos (pegamos um pouco pesado demais em alguns assuntos...). Também merecem destaque os incríveis comentários feitos pelos leitores do blog (alguns renderam assunto por semanas e mais semanas!). Até que para um blog despretencioso e quase sem divulgação, o dgp se saiu bem demais! (modéstia à parte... mesmo que os inativos "A cidade e eu" e "Tagarelo" tenham mais acessos... mas isso já é outra história! =D)

Pessoalmente falando agora, 2009 foi um ano muito bom. Mesmo que algumas coisas meio chatas teimassem bastante em aparecer, não tenho do que reclamar! Bom seria se 2010 começasse como terminou 2009: pra cima e com aquela vontade de "de novo, de novo" (como já diriam os Teletubies...). Se, infelizmente, você não pode concordar comigo a respeito do quão legal foi 2009, tente ao máximo fazer com que 2010 seja diferente, para que, ao fim dele, você também possa estar pedindo por mais alguns dias (ou por anos de 13 meses... como queira!). Um novo ano já está aí, e com ele chega o fim do dgp (fevereiro é o mês derradeiro). Se alguma coisa na sua vida precisar "sair pela esquerda" a partir de sexta, fique feliz: se alguma coisa sai, é para outra melhor entrar! Feliz ano novo e fique atento para o que os comunicólogos andam aprontando por aí, pois "eles estão à solta, mas nós estamos correndo atrás"! kkkkkkk

P.S.: se uma das suas promessas para 2010 foi a de encerrar sua vida virtual em favor de uma vida mais, digamos, real, aqui vai uma dica: o site WEB 2.0 SUICIDE MACHINE te ajuda a deletar suas contas (ou, nas palavras do site, se "suicidar" virtualmente) nos principais sites estrangeiros de relacionamento, como o Twitter e o Facebook (sorry, nada de Orkut ainda) em questão de minutos, e sem a necessidade de fazer todo a "operação deleta" manualmente. Segundo alguns dos "suicidas", suas vidas melhoraram 25% depois de utilizarem o serviço (fica a pergunta: como eles conseguiram quantificar isso?!). Também nas palavras do site, se você quer "conhecer seus reais vizinhos de novo" em 2010 e deixar de ser um viciado em redes sociais, esse é seu site! Mas atenção: o processo é irreversível!! [R7]

ATUALIZAÇÃO, 05/01/2010_ Opa, o FACEBOOK não permite mais o suicídio assistido pelo Web Suicide Machine. Segundo comunicado, a "máquina de suicídio virtual" viola alguns dos termos de uso do site, já que ela coleta informações dos usuários, caracterizando "violação de privacidade". Se você quiser se livrar da conta no FACEBOOK, vai ter que usar as ferramentas disponibilizadas pelo próprio site de relacionamento. Porém o serviço ainda vale para o Twitter e o LinkedIn. Outra coisa: de acordo com o site CNet, o suicídio não é 100% garantido, já que nas contas de alguns usuários ainda podia ser visto um grande número de amigos (o serviço se propõe a deletar todos eles). Mas pelo menos uma coisa funciona: no lugar da foto do usuário, é colocada a imagem de uma foca rosa (?!?!?!?!?), símbolo/mascote do site de suicídios virtuais! [R7, de novo!]

P.S.: a imagem que ilustra esse post também pode ser vista no blog dos repórteres da Record! É... tivemos a mesma fonte e nem somos jornalistas no mesmo nível! =D

2 comentários:

Eduardo Leite disse...

Tentador esse suicídio virtual :x

dEREK disse...

Sei não, viu?!
Acho isso um pouco extremo...