segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tava torcendo pro Carlinhos...

Possível diálogo: "Depois passe no RH pra assinar seu contrato
para a nova novela da Record... não esqueça os 10 %!"


Chegou ao final, nesse domingo, o reality "A Fazenda", da Rede Record. Motivos para comemorar a direção da emissora do bispo têm de sobra. Por várias vezes, o programa bateu a concorrência (leia-se Globo e seus programinhas). Só na final, que ficou no ar das 9 e meia da noite até à meia-noite, o programa chegou a dar pico de 31,4 pontos contra 9,4 da vênus platinada*, o que pode ser considerado um verdadeiro momento histórico na história (!) da televisão brasileira. Além disso, o departamento comercial da emissora da Barra Funda é só alegria, pois, além de um verdadeiro sucesso de audiência (nisso você tem que concordar comigo), A Fazenda foi um sucesso comercial. De acordo com o levantamento feito pela emissora, mais de 20 marcas haviam dado o ar da graça no programa, tirando os 5 patrocinadores oficiais. Foi um verdadeiro "Show do Milhão"!!!!

Mas não é sobre isso que eu vou falar nesse post (deixo esses dados técnicos para os blogs "somos viciados na Record e queremos a morte da Globo!"). O que me chamou mesmo a atenção nesse negócio todo foi a "aparente" manipulação do resultado. Não entendeu? Eu explico: há muito tempo alguns setores do jornalismo especializado, assim como a maior parte dos telespectadores, estavam achando que o reality rural da Record teria o resultado manipulado. A razão é simples. De todos os "roceiros" que lá estavam, o único que era realmente famoso era o Dado Dolabella. O único ali dentro que tinha condições de se tornar o novo "main galã" do Recnov, segundo alguns membros da alta cúpula da emissora, era ele. Em outras palavras, muito provavelmente a produção do programa iria mexer nos resultados dos "Tá na Roça" para favorecer o ex-global, inclusive, levando-o à final do programa.

E não é que esse povo estava certo?! O jogo acabou como todo mundo estava prevendo. Deu Dado na cabeça, com uma porcentagem recorde: 83% dos votos favoráveis a sua vitória.

O favoritismo por parte da produção de um relity é a coisa mais normal do mundo. Acontece até mesmo no BBB (pergunta pro Boninho!). Mas então, por que raios todo mundo estava desconfiando da Record? Simples. Dado não era favorito pelo público. A maioria das pesquisas de opinião indicava qualquer outro participante como possível ganhador, menos ele. Poderíamos, então, considerá-lo uma "zebra" na competição, certo? Talvez. Algumas coisas já perto do fim do confinamento fizeram com que nós, "os que não haviam se rendido ao poder hipnótico do Rolex do pai do Dado", ficássemos de orelhas em pé. A saída do Carlinhos (o humorista "mendigo" do "Show do Tom"), que era o favorito (não importa o que você diga, Leandro) foi algo muito estranho, pois tava na cara que quem iria sair era o Dado (ou até mesmo, mas em menor grau, a Danni). Ledo engano. O nome anunciado para sair foi o do humorista. Tá, ainda restava a Danni Carlos. Nada feito. Na final, o tal favoritismo repentino prevaleceu e quem levou o cheque de 1 milhão foi o ator carioca.

Aí você me pergunta: "E como aconteceu isso?". Eu respondo: Não faço a mínima ideia. A campanha organizada pela dona Pepita "mãe mais coruja do mundo" Rodrigues ajudou um bocado. Dizem pelos corredores da Record que a família do Dado andou pagando alguns usuários de Lan Houses no Rio para votar até não poder mais no ator. Outra coisa que chamou a atenção da produção do programa (isso é o que eles dizem) foram as constantes ligações oriundas de um mesmo telefone durante as votações. Depois de investigar, descobriu-se: uma central de telemarketing INTEIRA havia sido paga para ligar em favor "de um dos participantes". Não disseram quem era o dito cujo, mas depois dos resultados parciais ditos por Britto Jr. ontem, ficou mais que evidente que o tal era o Dado. Não, eu não estou levantando suspeitas infundadas. Tá, algumas delas são, mas não deixam de parecer verdade. Nem o movimento "#foradado" organizado por alguns usuários do Twitter, entre eles alguns "famosos", conseguiu evitar o inevitável.

Fazer o quê, né?! Ainda bem que acabou, pois eu já não aguentava mais as constantes discussões sobre a idoniedade (fanfarronisse também conta) de fulano ou cicrano dentro da fazenda. Mas tenho que admitir: a melhor parte d' A Fazenda não foi o reality em si, e sim todas as vezes em que ele bateu o "No Limite", o "Jogo Duro" (ambos da Globo) e a emissora "mais feliz do Brasil", o SBT. Vai deixar saudade... pelo menos até novembro, quando começa a nova temporada, que vai atravessar o natal e o ano novo!!!! Quem serão os novos roceiros? Não importa. O mais importante agora é que o Dado não vai estar nessa segunda versão!!!! (uhul!)

* segundo a Folha de São Paulo

3 comentários:

Leandro Ribeiro disse...

é péla saco mesmo! a minha campanha é #foradanni ou #dane-secarlos.

Sem comentários. A fazenda #fato heheeheheheheheheh

Anônimo disse...

hiagofeio

dEREK disse...

Em breve: a revelação da identidade desse "Anônimo", que sempre escreve a mesma coisa!!!
Não percam!!!!!!!!